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O DIA EM QUE DONNA SUMMER GRAVOU “LA VIE EN ROSE”

EM 1993, A CANTORA AMERICANA DEU SUA INTERPRETAÇÃO A UM DOS MAIORES CLÁSSICOS DE ÉDITH PIAF EM UM PROJETO INTERNACIONAL

João Carlos

30/09/2026

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Para quem associa imediatamente a voz de Donna Summer aos sucessos “Hot Stuff”, “Last Dance” ou “I Feel Love”, a gravação de “La Vie en Rose”, presente na programação da Antena 1, pode parecer uma escolha inesperada. A faixa foi registrada em 1993, quando a cantora americana participou de uma homenagem internacional a Édith Piaf.

Crédito da imagem: Reprodução/Spotify

A música não foi preparada para um álbum solo de Donna. Ela fazia parte de Tribute to Edith Piaf, projeto que reuniu artistas de diferentes estilos para interpretar canções associadas à francesa, morta em 1963. O álbum foi gravado 30 anos depois de sua morte, com sessões realizadas em cidades como Los Angeles, Nova York, Nashville, Seattle e Nova Orleans.

Donna recebeu justamente a música mais conhecida de Piaf: “La Vie en Rose”.

Um clássico francês em outra voz

Crédito da imagem: Wikipedia

Registrada por Édith Piaf na década de 1940, “La Vie en Rose” tem letra da própria cantora e música creditada a Louiguy, nome artístico de Louis Guglielmi. O registro da composição na sociedade francesa Sacem data de novembro de 1945.

Quase meio século depois, Donna Summer levou a canção para outro ambiente musical.

Produzida por Jacques Arnoul, a gravação da “Diva Disco” preservou a identidade melódica do clássico, mas recebeu uma produção contemporânea aos anos 1990. Existem inclusive diferenças entre as versões lançadas nos mercados francês e americano. Posteriormente, a interpretação ganhou remixes e foi lançada como single na França e promocionalmente nos Estados Unidos.

Donna Summer não estava sozinha

A proposta de Tribute to Edith Piaf era justamente colocar o repertório francês nas vozes de artistas de origens musicais bastante diferentes.

Além de Donna Summer, participaram nomes como Pat Benatar, Ann Wilson, do Heart, Emmylou Harris, Leon Russell, Corey Hart, Juice Newton, Ivan Lins e Chris Spedding. A publicidade publicada na época pela Billboard apresentava o projeto como um encontro de intérpretes ligados ao rock, blues, country e soul com as músicas de Piaf.

Donna abriu o álbum com “La Vie en Rose”. Em outras faixas, Emmylou Harris interpretou “Non, je ne regrette rien”, Corey Hart ficou com “L'Hymne à l'amour” e Ann Wilson gravou “Jezebel”.

Uma gravação diferente na discografia de Donna Summer

“La Vie en Rose” ocupa um lugar particular na discografia de Donna porque não pertence a nenhum de seus álbuns tradicionais de estúdio.

Também apareceu em um período de transição de sua carreira. No ano anterior, Donna havia retomado a parceria com Giorgio Moroder após mais de uma década. Pouco depois, ela voltaria às pistas com “Melody of Love (Wanna Be Loved)”.

E foi assim que, em 1993, “La Vie en Rose” ganhou mais uma voz entre as inúmeras que ajudaram a manter a composição de Édith Piaf presente no repertório internacional.

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