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Ocyan mira novos contratos com Petrobras ao avançar para nova fase após reestruturação

Ocyan mira novos contratos com Petrobras ao avançar para nova fase após reestruturação

Reuters

23/04/2026

Placeholder - loading - Uma visão de drone mostra um navio petroleiro no terminal de distribuição da Petrobras em São Sebastião 17 de abril de 2026 REUTERS/Amanda Perobelli
Uma visão de drone mostra um navio petroleiro no terminal de distribuição da Petrobras em São Sebastião 17 de abril de 2026 REUTERS/Amanda Perobelli

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO, 23 Abr (Reuters) - A empresa ​brasileira de serviços do setor de petróleo Ocyan planeja disputar novos contratos com a Petrobras neste ano, incluindo projetos de construção dos navios-plataformas Albacora e Búzios 12, disse o presidente da companhia, Rodrigo Lemos.

A empresa, que está na fase final de uma reestruturação operacional e financeira, após ter reduzido em mais de 80% sua alavancagem, também aposta no crescimento do mercado de descomissionamento submarino e de plataformas no Brasil.

'Vemos hoje a companhia preparada para uma nova fase de crescimento', afirmou Lemos, em entrevista à Reuters, em seu escritório na zona portuária do Rio de Janeiro, na quarta-feira.

De acordo com o executivo, as propostas para Albacora devem ser entregues em julho, enquanto Búzios 12 ⁠tem prazo ⁠previsto para setembro.

Ele disse que a Ocyan pretende ​disputar os ‌projetos em parceria, dada a dimensão dos investimentos, mas não revelou os nomes dos sócios.

'As parcerias já estão muito bem alinhadas', adiantou.

Lemos afirmou que a companhia agora pode perseguir objetivos 'mais audaciosos', mas com disciplina de capital. 'Queremos ganhar contratos que sejam saudáveis, que gerem valor.'

Segundo o executivo, a empresa -- antes chamada ⁠Odebrecht Óleo e Gás -- passou os últimos dois anos focada em ajustes internos, após ter ​sido comprada da Novonor por um fundo gerido por EIG e Lake Capital.

A reestruturação incluiu reorganização ​do organograma, simplificação de processos e reforço da estrutura de capital, ‌devendo ser finalizada em meados ​do ⁠ano com ajustes em processos internos e na área de tecnologia da informação.

A Ocyan realizou dois movimentos relevantes para reduzir o endividamento: a venda do FPSO Cidade de Itajaí e o refinanciamento do FPSO Pioneiro de Libra. Parte dos ​recursos foi usada para amortizar dívidas.

Segundo Lemos, a alavancagem da companhia caiu para cerca de 1 vez dívida líquida/Ebitda ao fim de 2025, de aproximadamente 6 vezes antes dos movimentos de desalavancagem, e a empresa voltou a pagar dividendos, com nova distribuição prevista para 2026.

Com a maior parte da reorganização concluída, a Ocyan se ​sente bem posicionada para participar de grandes concorrências da Petrobras, contando inclusive com uma melhora na relação com o mercado financeiro, ao retomar o relacionamento com grandes bancos, segundo o presidente.

DESCOMISSIONAMENTO

Além da operação de FPSOs, a Ocyan está de olho no crescimento do mercado de descomissionamento submarino e de plataformas. Neste ano, a empresa se prepara para participar da licitação para o desmantelamento da plataforma P-37, da Petrobras.

A Ocyan assinou ainda um memorando com a estatal para estudar soluções integradas de descomissionamento submarino.

A companhia também busca diversificar sua base de clientes na ​área de serviços offshore e ampliar a oferta de soluções de maior valor agregado, à medida que vê mais oportunidades ‌em ativos maduros operados por petroleiras independentes.

O executivo ⁠pontuou que, no ano passado, a Ocyan já participou 'ativamente' de concorrências para descomissionamentos da Petrobras e também da licitação para a construção de navios-plataformas para o projeto da Petrobras Sergipe Águas Profundas (SEAP), cuja disputa foi ⁠vencida pela SBM.

'Ficamos em segundo colocado, muito próximos da SBM. Obviamente que ⁠a gente queria ganhar, mas o fato da ⁠gente ter conseguido colocar a ⁠proposta ​e ficar muito próximo..., mostra que estamos no caminho certo', disse ele.

(Reportagem de Marta Nogueira; edição de Roberto Samora)

Reuters

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