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    Petrobras prevê US$10 bi em desinvestimentos em 4 meses com venda da TAG, diz CEO

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras poderá vender 10 bilhões de dólares em ativos nos primeiros quatro meses do ano, diante da realização de um programa de desinvestimentos muito mais agressivo que o anterior, afirmou nesta sexta-feira o presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

    O executivo disse depois que a projeção inclui recursos que podem ser obtidos com a venda da rede de gasodutos TAG, cujo processo de alienação já está nas etapas finais.

    A estatal relançou na terça-feira um processo para permitir novos lances de interessados na TAG, que já recebeu uma oferta avaliada em cerca de 8 bilhões de dólares de um grupo liderado pela francesa Engie. conforme publicado pela Reuters com informação de fontes.

    A companhia também já anunciou neste ano a venda da refinaria de Pasadena, para a Chevron, do campo de Maromba, para a BW Offshore, e a conclusão da negociação de ativos de distribuição no Paraguai.

    'Acredito que, nos primeiros quatro meses do ano, nós tenhamos realizado desinvestimentos de 10 bilhões de dólares e pretendemos fazer muito mais do que isso ao longo do tempo', disse Castello Branco, ao participar do seminário 'Nova Economia Liberal', na Fundação Getulio Vargas (FGV).

    'Talvez, em 12 meses, nós tenhamos três ou quatro vezes mais que esses 10 bilhões de dólares, tudo vai depender do mercado.'

    O executivo reiterou o foco principal da companhia nas atividades que trazem maior rentabilidade, que são a exploração e produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas.

    Junto com os desinvestimentos, que buscam também desalavancar a empresa, Castello Branco pontuou seu objetivo de buscar redução de custos e melhor retorno para os acionistas.

    Segundo ele, a Petrobras teve grande melhora financeira, mas ainda está 'muito aquém' de outras gigantes petroleiras internacionais.

    No seminário, que contou com atores importantes do governo brasileiro, incluindo o ministro da Economia, Paulo Guedes, Castello Branco voltou a defender a privatização de bancos estatais, assim como da Petrobras. No entanto, ponderou que isso não está na pauta.

    'Já que não podemos privatizar, não temos mandato para isso, vamos transformar a Petrobras o mais próximo possível de uma empresa privada, que crie valor para seus acionistas e o principal acionista da Petrobras é a sociedade brasileira', afirmou.

    Durante a fala, o executivo também pontuou, sem entrar em detalhes, que a empresa está trabalhando juntamente com o governo federal para mudar e aprimorar o ambiente de negócios para o gás natural no Brasil.

    Segundo Castello Branco, a Petrobras será parte do setor, mas não tem a intenção de ser dominante, como atualmente.

    O governo federal tem preparado uma reforma regulatória no setor de gás natural para aumentar a competição e reduzir custos, conforme publicado mais cedo nesta semana pela Reuters com informação de uma fonte.

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    Gasolina da Petrobras tem alta de 21% no ano, mas postos não acompanham

    SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras voltará a elevar o preço médio da gasolina em suas refinarias a partir de sábado, ao maior patamar em cerca de quatro meses e meio, embora nas bombas esse movimento não esteja sendo observado, conforme dados da petroleira e da reguladora ANP.

    De acordo com dados no site da estatal, o valor da gasolina subirá 1,5 por cento no sábado ante o praticado atualmente, para 1,8235 real por litro. Trata-se do nível mais alto desde o 1,8466 real visto em 2 de novembro.

    Em uma semana, a cotação acumula alta de 5,5 por cento. Em 2019, o avanço nas refinarias chega a quase 21 por cento.

    O ganho é reflexo direto da valorização das referências do petróleo no mercado mundial, diante principalmente de cortes de oferta pelo grupo de exportadores Opep e sanções norte-americanas ao setor petrolífero da Venezuela e do Irã. Nesta semana, os preços da commodity tocaram máximas em quatro meses.

    Os reajustes quase que diários são praticados pela Petrobras desde meados de 2017 e visam acompanhar a paridade internacional, de modo a garantir participação à petroleira no mercado interno. No ano passado, após forte volatilidade, a empresa anunciou um mecanismo de hedge para aperfeiçoar essa sistemática, podendo congelar os valores nas refinarias por certo período de tempo, se necessário.

    Nas bombas dos postos de combustíveis, contudo, tais reajustes da Petrobras não estão sendo acompanhados, segundo acompanhamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

    O preço médio da gasolina Brasil afora nos postos fechou a semana passada em 4,243 reais por litro, queda de 2 por cento desde o início do ano. Os dados relativos a esta semana deverão ser publicados pela ANP mais tarde nesta sexta-feira.

    O repasse de preços ao consumidor final depende da estratégia comercial das distribuidoras e revendedoras, do valor do etanol anidro misturado à gasolina, dentre outros fatores.

    Em campanhas publicitárias veiculadas em 2018, a Petrobras frisava que o valor de seu produto nas refinarias equivale a um terço da cotação nas bombas.

    O movimento da gasolina da Petrobras, que detém a maior parte do mercado do combustível do Brasil, é uma sinalização importante para segmento de açúcar e etanol --no caso do hidratado, o combustível é o concorrente direto do derivado de petróleo.

    (Por José Roberto Gomes)

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    STF poderá definir regras para privatizações, com impacto para governo Bolsonaro

    Por Ricardo Brito e Brad Haynes

    BRASÍLIA (Reuters) - O Supremo Tribunal Federal (STF) poderá definir regras para privatizações, exigindo mais transparência nos processos, com impacto em uma das principais apostas do governo Jair Bolsonaro para ajudar no ajuste fiscal e na redução da máquina pública, disse uma fonte.

    Essa pessoa, que pediu para não ser identificada, tem conhecimento direto do processo no STF que vai decidir se é ou não necessária uma prévia autorização do Congresso em processos de venda de ações de empresas públicas, sociedades de economia mista ou de suas subsidiárias ou controladas.

    Em junho do ano passado, o ministro do STF Ricardo Lewandowski tinha concedido liminar a pedido de duas entidades que contestavam a chamada Lei das Estatais, de 2016, com a exigência de que esse tipo de processo de alienação do controle acionário tem de passar primeiro pelo Congresso.

    Lewandowski também destacou que a dispensa de licitação desse tipo de processo só pode ser aplicada à venda de ações que não importem a perda de controle acionário de empresas públicas, sociedades de economia mista ou de suas subsidiárias ou controladas.

    Desde então, a corte já audiências públicas com a presença de 40 especialistas, contando também com representantes da Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, para instruir o processo.

    O julgamento que pode confirmar ou derrubar a liminar de Lewandowski deverá discutir, além da questão da necessidade de autorização prévia do Congresso, uma série de pontos sobre processo de venda de ativos do governo ou de empresas ligadas a ele, disse uma fonte envolvida diretamente no caso.

    Um dos pontos a ser debatido é se todo processo de alienação tem de passar por licitação. Segundo a fonte, a intenção é determinar que todo o processo seja transparente à luz da Constituição para evitar eventuais favorecimentos. O Supremo também deve avaliar, segundo exemplificou a fonte, se subsidiárias que foram criadas por uma determinada estatal por uma lei genérica vão precisar ou não também de uma lei aprovada por parlamentares em caso de venda dessa fatia de ativos.

    Essas definições do julgamento, que ainda não tem prazo para ocorrer, podem ter impacto em eventuais venda de ativos da Petrobras, Banco do Brasil e Caixa.

    Nesta quarta, a Petrobras apresentou um pedido ao STF para participar formalmente desse processo e defendeu o direito da companhia petrolífera de continuar a alienar seus ativos sem tal autorização, conforme documento obtido pela Reuters nesta quarta-feira.

    A companhia alega que já tem autorização legal para, por deliberação dos seus próprios órgãos, tanto constituir subsidiárias e formar participações em outras sociedades como para desfazê-las, extinguindo tais subsidiárias ou promovendo reorganizações societárias, inclusive resultantes da alienação dessas participações.

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    FUP quer anular acordo entre Petrobras e MPF para fundo de R$2,5 bi

    SÃO PAULO (Reuters) - A Federação Única dos Petroleiros (FUP) entrou com uma ação popular na Justiça Federal do Rio de Janeiro que busca anular um acordo que prevê a destinação de cerca de 2,5 bilhões de reais, pagos em multas pela Petrobras, para a criação de um fundo pelo Ministério Público Federal.

    Os recursos são oriundos de penalidades impostas em um acerto entre a Petrobras e autoridades dos Estados Unidos para o encerramento de investigações relacionadas aos casos de corrupção investigados pela operação Lava Jato.

    Na época do anúncio do acerto, em setembro do ano passado, a Petrobras destacou que o acordo fechado com o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) e Securities & Exchange Commission (SEC) permitiu que 80 por valor da multa aplicada pelas autoridades dos EUA ficasse no Brasil, por meio da constituição de tal fundo.

    A estatal não comentou a decisão da FUP nesta segunda-feira.

    Contudo, na ação, o coordenador da FUP, José Maria Rangel, afirma que a empresa e os procuradores do MPF assinaram o acordo 'flagrantemente lesivo à Petrobras'.

    Em nota publicada no site da federação dos petroleiros, o assessor jurídico da FUP, Normando Rodrigues, afirma que os procuradores ainda 'se ufanam de ter devolvido à Petrobras 3,24 bilhões de reais, dos quais agora tomam de volta 2,5 bilhões de reais'.

    No processo, o coordenador da FUP pleiteia os procuradores da Lava Jato devolvam à Petrobras os 2,5 bilhões de reais estabelecidos no acordo.

    Procurado, o MPF não comentou o assunto imediatamente.

    Em nota na época, a Petrobras afirmou ainda que valor do fundo será 'utilizado estritamente segundo os termos e condições do acordo a ser celebrado, incluindo destinação para vários programas sociais e educacionais visando à promoção da transparência, cidadania e conformidade no setor público'.

    Na oportunidade, a empresa lembrou ainda que os acordos atenderam aos melhores interesses da companhia e de seus acionistas, colocando 'fim a incertezas, ônus e custos associados a potenciais litígios nos Estados Unidos'.

    (Por Roberto Samora; com reportagem adicional de Brad Brooks e Marta Nogueira)

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    ENFOQUE-Na Petrobras, uma difícil luta para vencer a corrupção

    Por Tatiana Bautzer e Gram Slattery

    SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - Cinco anos após procuradores brasileiros terem exposto um gigantesco esquema de propinas por contratos na Petrobras, a empresa está dizendo aos quatro ventos que está livre da corrupção.

    A companhia veiculou anúncios na TV divulgando sua linha direta de denúncias, bem como o seu departamento de transparência e conformidade criado após o escândalo de corrupção, que danificou a gigante do petróleo, levou a economia brasileira à recessão e colocou um ex-presidente na prisão.

    No final de novembro, citando progresso em exterminar a corrupção revelada pela operação Lava Jato e acordos com autoridades, a Petrobras encerrou os trabalhos de uma comissão de investigação constituída em 2014.

    Mas entrevistas com seis pessoas com conhecimento direto dos esforços da empresa para conter a corrupção, incluindo o ex-diretor de Governança e Conformidade, João Elek Jr., montaram um panorama de uma organização que continua lutando para erradicar más práticas na empresa.

    Todos eles disseram que a Petrobras fortaleceu significativamente seus processos de vigilância interna. Uma série de reformulações organizacionais, segundo eles, significa que os assustadores níveis de corrupção de uma década atrás provavelmente foram deixados pelo caminho e podem ser vistos pelo retrovisor.

    Mas as duradouras vulnerabilidades da empresa, afirmaram, foram trazidas à mostra em dezembro, com as acusações contra seis antigos funcionários, que foram denunciados por recebimento de propinas pela recente fase da operação Lava Jato, focada em irregularidades na divisão de trading da petroleira.

    Sinais de problemas nessa unidade surgiram anos atrás, mas a Petrobras não agiu rapidamente para desvendar as atividades suspeitas, identificando potenciais suspeitos e colocando-os de lado, disseram as fontes. Cinco dos funcionários indiciados em dezembro já haviam deixado a empresa no momento em que as autoridades os denunciaram.

    O sexto, um operador de petróleo baseado em Houston, Rodrigo Berkowitz, continuava na folha de pagamento quando procuradores emitiram um mandado para sua prisão em 5 de dezembro. A Petrobras o demitiu no mesmo dia. O suposto esquema pode ter continuado até o momento de seu desligamento, declarou à época o delegado Felipe Pace, da Polícia Federal.

    Berkowitz não respondeu a diversos pedidos por comentários. Ele continua nos Estados Unidos, onde está cooperando com autoridades norte-americanas em suas investigações sobre o suposto esquema no comércio de petróleo, afirmaram à Reuters pessoas com conhecimento do assunto.

    A Petrobras foi alertada para potenciais problemas em suas operações comerciais ao menos desde 2014, quando um delator veio a público com alegações de que a gigante da energia estava pagando demais por algumas de suas aquisições de petróleo. O suposto esquema também foi citado por dois ex-executivos da empresa e por um ex-senador que foram presos e fecharam acordos de delação subsequentes com procuradores.

    Elek e outros disseram que a pequena unidade de investigações internas, que faz parte do departamento de conformidade (também conhecido como departamento de compliance), enfrentou uma enorme carga de trabalho para ajudar as autoridades a perseguirem alvos conhecidos e de alto perfil em outras área da empresa.

    Com isso, não havia equipe suficiente para que fossem mais a fundo em determinadas áreas da divisão comercial, apesar dos sinais de que algo estava errado.

    Além disso, segundo eles, obstáculos burocráticos para a demissão de qualquer funcionário da estatal eram tão grandes que a equipe de conformidade, em alguns casos, deixou para que as autoridades reunissem provas necessárias de irregularidades.

    De forma mais geral, a difundida indiferença --e por vezes a hostilidade total-- demonstrada pelos funcionários da Petrobras aos pedidos da equipe de conformidade por documentos e outras informações prejudicou seus esforços, afirmaram as fontes. Todos os seis ouvidos pela Reuters estiveram diretamente envolvidos com formulação ou implementação dos programas de conformidade da Petrobras nos últimos anos.

    'Houve uma grande resistência cultural' aos inquéritos de corrupção, disse Elek, que comandou o departamento de Governança e Conformidade da Petrobras de janeiro de 2015 a maio de 2018.

    Ex-executivo da AT&T, Elek descreveu sua saída da petroleira como amigável e declarou que nunca esperou ficar no posto por um prazo muito longo.

    Em um comunicado detalhado, a Petrobras negou vigorosamente que investigadores de conformidade tenham enfrentado obstáculos internos significativos.

    'É errado dizer que, desde o começo, o diretor de Governança e Conformidade tenha encontrado resistência', disse a empresa.

    'Não há absolutamente nenhuma resistência interna a respeito da obtenção de documentos, de quaisquer tipos, necessários para investigações internas.'

    A empresa afirmou que a razão para não ter derrubado o esquema de propinas na área de trading de petróleo e derivados antes foi a falta de acesso a muitos recursos reservados às autoridades, como escutas telefônicas e acesso a contas bancárias para seguir o caminho do dinheiro das propinas.

    Procuradores disseram que, ao menos entre 2011 e 2014, Berkowitz e outros aceitaram 31 milhões de dólares em propinas de intermediários ligados a algumas das maiores empresas de negociação de commodities do mundo, incluindo as europeias Vitol, Glencore e Trafigura.

    Em troca das propinas, as empresas de comércio receberam contratos de petróleo a preços vantajosos, defraudando a Petrobras no processo, de acordo com as autoridades.

    A Petrobras tem se colocado firmemente como uma vítima de esquemas ilegais perpetrados por alguns poucos informantes desonestos em conluio com contratantes inescrupulosos e políticos gananciosos. Ela minimizou o significado das acusações de dezembro, dizendo que são relacionadas a supostas propinas pagas anos atrás.

    'A última fase não envolveu executivos de alto escalão, políticos ou grandes empreiteiras', declarou a Petrobras em comunicado.

    Os procuradores não compartilham dessa opinião.

    Eles dizem que estão apenas começando a revelar o que alegam ser uma complexa rede de pagamentos e participantes. O que sabem no momento é apenas a 'ponta do iceberg', disse publicamente o procurador Athayde Ribeiro da Costa.

    ASSUNTOS INTERNOS

    O escândalo revelado pela Lava Jato é um esquema de propinas anabolizado. Fornecedores formavam um cartel para dividir os serviços oferecidos à gigante estatal, inflacionando preços de contratos para esconder seus pagamentos para colaboradores da Petrobras e políticos. A operação ilícita ocorreu por pelo menos uma década antes de ser desmascarada pelos procuradores brasileiros.

    Suas investigações ajudaram a aumentar o apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff em 2016 e levaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão no ano passado, por acusações de corrupção. Alguns importantes empresários também foram para a cadeia, entre eles Marcelo Odebrecht, presidente da Odebrecht, maior empreiteira da América Latina.

    Enquanto isso, a investigação em andamento, agora em sua 60ª fase, espalhou-se para quase todos os cantos das operações massivas da Petrobras.

    Elek, uma figura estudiosa, de óculos, que já trabalhou em diversas indústrias, de madeira a telecomunicações, disse que a Petrobras deu passos significativos para prevenir uma repetição.

    Ele afirmou que a verificação de fornecedores se tornou muito mais severa, e que agora há melhor acompanhamento dos orçamentos e gastos dos projetos. Elek se diz orgulhoso das conquistas de sua equipe, bem como outros familiarizados aos esforços.

    Mas transformar a cultura da Petrobras em uma que defenda a transparência será tarefa de longo prazo, de acordo com Elek e cinco outras fontes com conhecimento da situação, que pediram para não ser identificadas para que pudessem falar francamente.

    Cinco das fontes afirmaram que as investigações do time de conformidades são frequentemente atrasadas pela administração, bem como por funcionários comuns. Por exemplo, pedidos de arquivos que poderiam ser facilmente entregues em dias muitas vezes demoram semanas ou meses, disseram.

    Alguns chefes, informados da suspeita de irregularidades por parte de subordinados, se mostravam mais interessados em protegê-los do que em descobrir a verdade, completaram as pessoas.

    Em um exemplo, advogados externos, contratados pela Petrobras para supervisionarem os esforços de conformidade, entraram em contato com Elek, segundo uma pessoa com conhecimento direto dessa interação, reclamando que um funcionário que acreditava-se amplamente estar envolvido com esquemas de propinas na unidade de distribuição da Petrobras, a BR, não havia sido demitido. Elek disse aos advogados que estava tentando, mas que suas mãos estavam amarradas por burocracias, de acordo com a fonte. Elek não confirmou nem negou o incidente, mas declarou que a situação descrita é consistente com os obstáculos que enfrentou, incluindo leis trabalhistas que à época dificultavam a demissão de funcionários de empresas estatais. A Petrobras afirmou em comunicado que tem 'tolerância zero' com corrupção e que está comprometida com a 'interrupção imediata' de más condutas. Elek disse que o tamanho modesto de sua equipe de investigações internas também dificultou o trabalho de conformidade. Ele declarou que começou com apenas dois subordinados na unidade de investigações em 2015, levando o departamento a cerca de 40 funcionários, todos de dentro da Petrobras, no momento de sua saída, em 2018. Ele afirmou que tinha a expectativa de recrutar até 100 pessoas para ajudarem a lidar com a carga de trabalho, em uma empresa com mais de 60 mil empregados. Elek, porém, disse que trabalhadores qualificados eram constantemente barrados de seu time pelos administradores. Em um momento de 2017, ele estima, seu departamento tinha mais de 2 mil denuncias para apuração.

    'É possível que o nome Berkowitz estivesse lá, em algum lugar', ele disse, referindo-se ao operador de petróleo preso recentemente.

    A Petrobras apontou números muito maiores para o tamanho da unidade de investigações internas. A empresa afirmou que havia contratado 78 pessoas até 2017, número que avançou para 164 empregados, assistidos por mais de 180 conselheiros externos.

    DESCARTANDO AS MAÇÃS PODRES

    Em respostas escritas às questões da Reuters, a Petrobras enfatizou que vem melhorando e aprimorando continuamente seu programa de conformidade desde o início da Lava Jato, em 2014. A empresa também disse que no final do ano passado deu passos para facilitar a punição a funcionários que tenham se envolvido em corrupção, fraude ou assédio.

    Ela reformulou um órgão interno de supervisão, que costumava se reportar ao diretor executivo. Agora conhecido como “Comitê Disciplinar”, o grupo composto por três pessoas tem dois membros independentes, incluindo um ex-procurador federal, Marcelo Zenkner, e ações de punição são reportadas diretamente ao conselho de administração.

    Adriana Dantas, advogada formada em Georgetown com experiência significativa em investigações corporativas, e José Afonso Stefanelli, coordenador da comissão de ética da Petrobras, também são membros do comitê, de acordo com a empresa.

    Mas a Petrobras ainda não mudou a estrutura do departamento de conformidade, que ainda se reporta ao CEO.

    Os riscos dessa estrutura foram ilustrados pelo primeiro chefe de Elek: Aldemir Bendine. O ex-presidente-executivo agora está cumprindo uma sentença de 11 anos de prisão, após ser condenado em 2018 por embolsar cerca de 1 milhão de dólares em propinas de uma empreiteira no escândalo da Lava Jato.

    Bendine era amplamente conhecido por desdenhar do comitê de conformidade e nunca esteve presente a nenhuma de suas reuniões, afirmou uma pessoa com conhecimento direto da situação.

    O advogado de Bendine, Alberto Toron, disse que o ex-executivo estava comprometido com a estrutura de compliance e não teve problemas em sua gestão na Petrobras, mas sim na época do Banco do Brasil. Entretanto, a sentença de condenação cita afirmações de procuradores de que ele teria recebido propinas durante o período em que liderava a Petrobras, apesar de as ter solicitado durante sua gestão no BB.

    Elek disse que não tinha problemas pessoais com Bendine, mas que sua posição como diretor de conformidade criou uma tensão natural com o ex-CEO.

    Em um comunicado, a Petrobras defendeu sua cadeia de comando, notando que o diretor de conformidade tem acesso ao conselho 'sempre que necessário' e só pode ser demitido por votação unânime do colegiado.

    (Reportagem adicional de Brad Brooks em São Paulo e Gary McWilliams em Houston)

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    Petrobras pagará dividendos mínimos até elevar saúde financeira; quer ser estatal ágil

    Por Marta Nogueira e Gram Slattery

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras planeja pagar dividendos mínimos aos acionistas até que julgue ter saúde financeira suficiente para remunerar mais os investidores, afirmou nesta quinta-feira o presidente da petroleira, Roberto Castello Branco, que manteve como um dos principais objetivos a redução da dívida.

    Após quatro anos de prejuízos anuais consecutivos, a Petrobras registrou em 2018 lucro líquido de 25,8 bilhões de reais, refletindo maior ganho operacional e a melhora do resultado financeiro, resultante de menor despesa com juros e de maiores receitas financeiras devido aos ganhos com a renegociação de dívidas do setor elétrico.

    Por meio de um amplo programa de desinvestimentos e corte de custos, a empresa registrou no fim de 2018 indicador dívida líquida sobre Ebitda ajustado de 2,34 vezes, inferior à meta de 2,5 vezes, e o endividamento líquido alcançou 69,4 bilhões de dólares, uma queda de 18 por cento ante 2017.

    'Uma empresa endividada como a Petrobras... deveria pagar menos dividendos e trabalhar muito mais para criar valor para o acionista, mas somos obrigados pela lei a pagar o dividendo mínimo e permaneceremos assim até que nos julguemos com a saúde financeira suficiente para então remunerar os nossos acionistas no curto prazo', afirmou o CEO, durante teleconferência com analistas de mercado sobre os resultados em 2018.

    'Por enquanto nosso foco é no médio e longo prazo, é criar valor para o acionista.'

    Na véspera, a Petrobras anunciou remuneração total aos acionistas de 7,1 bilhões de reais pelo exercício de 2018.

    Para reduzir ainda mais a alavancagem da empresa, Castello Branco afirmou que tem um plano ousado de desinvestimentos, que prevê a saída completa de determinados ativos que não são o foco da empresa. O presidente reiterou que irá focar na exploração de produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas.

    'A desalavancagem é o resultado de várias iniciativas, a mais importante delas é um programa mais agressivo de desinvestimentos, e sair de onde nós não somos o dono natural', disse Castello Branco.

    'Temos que realmente nos focar no que é mais importante, no que realmente vai contar para a geração de valor para o acionista.'

    Para Castello Branco, uma empresa que tem o seu fluxo de caixa exposto a volatilidades de preços de commodity, como é o caso da Petrobras, tem que ter uma alavancagem mais próxima a 1,5 vez. Ele disse ainda que isso acontece com os pares da Petrobras 'nesse estágio do ciclo econômico'.

    Dessa forma, sem informar prazos, ele ressaltou que o objetivo da empresa é continuar pagando dívidas e atingir um indicador de endividamento líquido sobre Ebitda ajustado de 1 a 1,5 vez. No atual plano de negócios 2019-2023, a empresa prevê chegar a 2020 com o indicador abaixo de 1,5 vez.

    UMA ESTATAL COMO POUCAS

    Castello Branco, que no passado defendeu publicamente por muitas vezes a privatização da Petrobras, reiterou que o controle da empresa permanecerá nas mãos do governo, mas ressaltou que irá trabalhar para que seja uma estatal de alta qualidade, 'como poucas no mundo'.

    Segundo o executivo, a gestão de uma estatal não tem tanta liberdade para tomar decisões como a de uma empresa privada.

    'Temos que responder a mil indagações de órgãos públicos, não temos a mesma agilidade que tem uma empresa privada, mas já que a Petrobras irá permanecer como empresa estatal, vamos procurar ser uma empresa estatal como poucas no mundo, de alta qualidade', afirmou.

    Para isso, a companhia está trabalhando para tornar processos decisórios mais ágeis. No entanto, Castello Branco não entrou em detalhes.

    PRODUÇÃO

    Também na teleconferência, o diretor-executivo de Desenvolvimento da Produção & Tecnologia da Petrobras, Rudimar Lorenzatto, adiantou que a produção da companhia deverá crescer em março e abril, com a finalização do comissionamento do sistema de gás das plataformas P-74 e P-75, no campo de Búzios, na Bacia de Santos.

    'Certamente nós teremos a produção aumentada nos meses de março e abril', afirmou.

    A produção média de petróleo e gás da Petrobras em janeiro caiu 3 por cento ante o mês anterior, para 2,61 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), em meio a paradas para manutenção em diversas plataformas.

    Em fevereiro, as paradas programadas para manutenção devem continuar no mesmo nível, segundo o diretor-executivo de Exploração e Produção, Carlos Alberto de Oliveira. Mas a partir de março, a expectativa é de que as paradas devem diminuir.

    'A gente está prevendo que nós vamos ter uma maior concentração de paradas agora, depois de fevereiro, somente no segundo semestre do ano. Então a gente vai conseguir assistir um crescimento da produção a partir de março, essa é a nossa expectativa, até pela entrada de novos sistemas', afirmou.

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    EXCLUSIVO-Operador de petróleo da Petrobras se declara culpado por lavagem de dinheiro nos EUA

    Por Gary McWilliams

    HOUSTON (Reuters) - Um ex-operador de petróleo com base nos Estados Unidos e procurado no Brasil por causa de um esquema de suborno de milhões de dólares envolvendo as tradings Vitol, Glencore e Trafigura concordou em se declarar culpado pelo crime de lavagem de dinheiro nos EUA, mostraram registros judiciais.

    O pacto faz parte de um acordo de cooperação assinado por uma figura-chave na investigação da operação Lava Jato, que apura casos de corrupção na Petrobras, segundo pessoas a par do assunto. Esse escândalo derrubou presidentes em dois países e enviou mais de 130 políticos e empresários para a cadeia em toda a América Latina.

    Rodrigo Garcia Berkowitz, que trabalhou como trader para a Petrobras em Houston até o ano passado, evitou um indiciamento e se ofereceu para se declarar culpado na acusação, de acordo com documentos arquivados no Tribunal Distrital dos Estados Unidos no Brooklyn. O tribunal aceitou o pedido e determinou a sentença para 13 de setembro.

    Berkowitz está entre 12 ex-funcionários da Petrobras e intermediários acusados em dezembro de conexão com um esquema em que, segundo investigadores brasileiros, Vitol, Glencore e Trafigura baixavam os preços do petróleo e de serviços e, em seguida, partilhavam os ganhos decorrentes dessa ação. As atividades aconteceram entre 2011 e 2014.

    A Vitol se recusou a comentar o acordo, acrescentando que tem uma política de tolerância zero para suborno e corrupção e coopera totalmente com as autoridades relevantes. A Petrobras disse que demitiu Berkowitz e está trabalhando com promotores no Brasil.

    A Glencore, que não pôde ser contatada imediatamente para comentar, disse no passado que estava cooperando com as autoridades brasileiras. A Trafigura disse que levou as acusações a sério.

    Nos documentos relacionados à lavagem de dinheiro não há menção a Berkowitz. O caso é contra John Doe, um pseudônimo que os promotores às vezes usam para manter os nomes dos indivíduos envolvidos em uma investigação fora dos olhos do público.

    Mas Berkowitz assinou seu nome em uma aplicação para se declarar culpado que foi arquivada com registros judiciais. O pedido foi aprovado pelo juiz Raymond Dearie, do tribunal federal do Brooklyn.

    Kent Schaffer, um dos principais advogados de defesa criminal de Houston, que assinou documentos judiciais para representar John Doe, confirmou que Berkowitz é o indivíduo mencionado nos documentos. Ele se recusou a dar mais comentários.

    Berkowitz, que mora nos Estados Unidos, tem cooperado com os promotores de Nova York, que abriram uma investigação sobre as alegações, disseram as pessoas a par do assunto.

    John Marzulli, porta-voz do procurador Richard Donoghue, do Distrito Leste de Nova York, não quis comentar.

    Os subornos supostamente pagos a membros internos da Petrobras passaram por contas bancárias nos Estados Unidos, Reino Unido, Suécia, Suíça e Uruguai, disseram autoridades brasileiras, abrindo caminho para que promotores norte-americanos investiguem violações das leis norte-americanas de lavagem de dinheiro.

    O escritório de advocacia dos Estados Unidos para o Distrito Leste de Nova York, que acertou o acordo com Berkowitz, trabalhou lado a lado com os promotores brasileiros na Lava Jato no passado. No final de 2016, eles negociaram em conjunto com a construtora Odebrecht para chegar a um acordo que resultou em uma multa de 2,6 bilhões de dólares.

    (Reportagem adicional de Julia Payne em Londres e Brad Brooks em São Paulo)

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    Receita da Petrobras dispara em 2018 com maiores preços de combustíveis

    SÃO PAULO (Reuters) - A receita de vendas da Petrobras totalizou 349,8 bilhões de reais em 2018, aumento de 23 por cento ante 2017, refletindo os maiores preços dos derivados de petróleo no mercado interno, principalmente diesel e gasolina, e das exportações, afirmou a empresa nesta quarta-feira.

    A alta nas exportações acompanhou um aumento de 31 por cento da cotação do petróleo Brent e a depreciação de 14 por cento do real, acrescentou a petroleira, ao citar alguns dos fatores por trás do primeiro lucro anual da companhia desde 2013.

    'Apesar do maior volume de vendas de diesel, houve queda no volume total das vendas de derivados no mercado interno em 3 por cento e nas exportações em 10 por cento, em função da menor produção de óleo', destacou a empresa, que registrou redução de 5 por cento na produção total de petróleo e gás em 2018.

    Segundo a companhia, houve aumento de 13 por cento na comercialização de diesel e redução nas vendas de gasolina em função da maior competitividade do etanol hidratado, cujas vendas mais competitivas que as do combustível fóssil concorrente dispararam em 2018 no país.

    No total no Brasil, as vendas de combustíveis por todas as empresas ficaram praticamente estagnadas no ano passado, em meio a preços mais altos dos combustíveis e uma fraqueza na economia.

    Segundo a Petrobras, acompanhando a demanda, a produção de derivados ficou ligeiramente abaixo do nível do ano anterior, alcançando 1,764 milhão de barris por dia, enquanto a produção de diesel subiu 3 por cento.

    Ainda assim, as importações de diesel avançaram 392 por cento ante 2017, para 59 mil barris ao dia, enquanto a importação de gasolina subiu 73 por cento, para 19 mil barris ao dia.

    Segundo uma apresentação aos analistas, a Petrobras aumentou participação no mercado de diesel no Brasil para 85 por cento, ante 74 por cento em 2017, e registrou uma ligeira alta no 'share' de gasolina, para 84 por cento, ante 83 por cento no ano anterior.

    No quarto trimestre, na comparação com o terceiro, a empresa perdeu fatia em diesel e gasolina, para 88 e 87 por cento, respectivamente.

    Em meio a essa queda de participação trimestral nos combustíveis, a receita de vendas total da Petrobras no quarto trimestre de 2018 caiu 6 por cento versus o período anterior, para 92,7 bilhões de reais, refletindo os menores preços dos derivados no mercado interno e das exportações, em linha com a redução do petróleo Brent.

    Segundo a Petrobras, houve queda de 10 por cento do Brent no período ante o terceiro trimestre e a apreciação do real em 4 por cento, bem como menor preço de venda de energia.

    (Por Roberto Samora)

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    Petrobras lucra R$25,8 bi em 2018, tem 1º resultado positivo desde 2013

    Por Marta Nogueira e Gram Slattery

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras registrou em 2018 lucro líquido de 25,8 bilhões de reais, após quatro anos consecutivos de prejuízos, informou a petroleira nesta quarta-feira, mas ainda há 'muito a fazer e muitos desafios a superar', na avaliação do presidente, Roberto Castello Branco.

    Foi o primeiro desempenho positivo depois de estourar o escândalo de corrupção investigado pela operação Lava Jato, no início de 2014.

    No entanto, o resultado ficou muito abaixo de estimativa da Refinitiv I/B/E/S, de 34,9 bilhões de reais, em grande parte devido a baixas contábeis e acordo de pagamento com a agência reguladora ANP no quarto trimestre, mostraram dados no relatório financeiro da empresa do ano passado.

    Excluindo o impacto dos itens especiais, o lucro líquido seria de 35,97 bilhões de reais e o Ebitda ajustado de 122 bilhões.

    O resultado ocorreu após a Petrobras ter reportado um prejuízo líquido de 446 milhões de reais em 2017.

    O desempenho no ano, segundo a petroleira, refletiu o maior lucro operacional e a melhora do resultado financeiro, resultante de menor despesa com juros e de maiores receitas financeiras devido aos ganhos com a renegociação de dívidas do setor elétrico.

    Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado no ano passado somou 114,8 bilhões de reais, ante 76,5 bilhões de reais em 2017. No quarto trimestre, indicador somou 29,16 bilhões de reais.

    A receita de vendas da Petrobras totalizou 349,8 bilhões de reais em 2018, aumento de 23 por cento ante 2017, refletindo os maiores preços dos derivados de petróleo no mercado interno, principalmente diesel e gasolina, e das exportações, afirmou a empresa.

    ACIONISTAS

    O resultado líquido permitirá remuneração total aos acionistas de 7,1 bilhões de reais no exercício de 2018, ou 0,2535 real por ação ordinária e 0,9225 real por preferencial.

    Após um importante plano para reduzir a dívida, a empresa registrou no fim de 2018 indicador dívida líquida sobre Ebitda ajustado de 2,34 vezes, inferior à meta de 2,5 vezes, e o endividamento líquido alcançou 69,4 bilhões de dólares, uma queda de 18 por cento ante 2017.

    A taxa de acidentes registráveis alcançou 1,01 acidentes/ milhão de homens-hora, com decréscimo de 6,5 por cento em relação a 2017, porém ligeiramente superior ao limite de alerta para 2018, de 1,0, informou a companhia.

    Em balanço financeiro publicado ao mercado, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que a performance da companhia foi 'indiscutivelmente a melhor em muitos anos', mas ponderou que há 'muito a fazer e muitos desafios a superar'.

    'Temos que melhorar substancialmente a alocação do capital através do foco nos ativos em que somos o dono natural e promover a saudável competição por capital entre nossos projetos de investimento', declarou.

    'Uma empresa opera com prejuízo até que consiga remunerar o capital empregado em suas operações, o que não conseguimos fazer ainda.'

    Entre outubro e dezembro de 2018, a empresa reportou lucro líquido de 2,1 bilhões de reais, ante prejuízo de 5,5 bilhões de reais nos últimos três meses de 2017.

    O resultado do quarto trimestre sofreu impacto da redução do preço do petróleo Brent e das margens nas vendas de derivados, além da ocorrência de itens especiais, que totalizaram 6,3 bilhões de reais, tais como acordo com ANP relacionado ao Parque das Baleias, baixas contábeis e perdas com contingências.

    'Se excluídos os itens especiais, o lucro líquido seria 8 bilhões de reais e o Ebitda ajustado 31 bilhões de reais', disse a empresa em seu relatório.

    PRODUÇÃO CRESCE EM 2019

    A produção de petróleo e gás da Petrobras em 2018 caiu 5 por cento em 2018 ante o ano anterior, para 2,628 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), enquanto entre outubro e dezembro houve uma alta de 6 por cento ante o trimestre anterior, de acordo com a petroleira.

    O volume anual sofreu principalmente com as vendas dos campos de Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos, e de Roncador, importante produtor da Bacia de Campos, além dos efeitos do término dos Sistemas de Produção Antecipada (SPAs) de Tartaruga Verde e Itapu e ao declínio natural da produção.

    Mas a entrada de quatro plataformas de produção em operação ao longo do ano contribuiu com a alta nos últimos três meses, quando a produção média foi de 2,659 milhões de boed.

    Para 2019, a empresa projeta aumento da produção de petróleo e gás natural para 2,8 milhões de boed (alta de 6,5 por cento ante 2018), sendo 2,3 milhões de boed de petróleo no Brasil.

    'Este crescimento será viabilizado pelo ramp-up das plataformas recém-instaladas e pela entrada em operação da P-77 e da P-68', disse a companhia.

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    Petrobras anuncia R$7,1 bi em remuneração a acionista após lucro em 2018

    SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A remuneração total aos acionistas da Petrobras atingirá 7,1 bilhões de reais no exercício de 2018, ou 0,2535 real por ação ordinária e 0,9225 real por preferencial, após a empresa registrar o primeiro lucro líquido anual depois de uma sequência de quatro prejuízos, informou a petroleira nesta quarta-feira.

    O lucro líquido no ano passado somou 25,8 bilhões de reais, ante prejuízo líquido de 446 milhões de reais em 2017, com a empresa saindo de um 'ciclo doloroso' após ser 'vítima de prolongado saque perpetrado por uma organização criminosa' desbaratada pela Operação Lava Jato, destacou o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, em nota.

    A performance da Petrobras em 2018, notou o executivo, foi 'indiscutivelmente a melhor em muitos anos', com a companhia tendo adotado nos últimos anos rígida disciplina financeira, um expressivo programa de desinvestimentos e passado a praticar preços de mercado nos derivados no mercado interno.

    As medidas permitiram que a empresa obtivesse em 2018 alguns recordes históricos, como no fluxo de caixa livre e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, disse ele.

    Castello Branco ressaltou, contudo, que o 'objetivo de maximização de valor para os acionistas não pode sob nenhuma hipótese prescindir da atenção à segurança das pessoas e operações e à preservação do meio ambiente, nem resultar em subestimação de riscos para que metas sejam atingidas'.

    'Acreditamos que nossa agenda de mudança transformacional seja capaz de criar considerável valor para os acionistas e para o Brasil no futuro. Podemos dizer, então, que os melhores dias da Petrobras estão ainda à nossa frente', completou.

    Embora tenha celebrado 'os bons resultados de 2018', ele disse que a empresa não pode se conformar com a situação atual, 'havendo muito a fazer e muitos desafios a superar'.

    'Temos que melhorar substancialmente a alocação do capital através do foco nos ativos em que somos o dono natural e promover a saudável competição por capital entre nossos projetos de investimento', disse Castello Branco, ressaltando a atividade do pré-sal, um 'ativo de classe mundial'.

    Segundo ele, o foco nesses ativos, de custos baixos, alta qualidade e produtividade e longa vida, representa enorme potencial de criação de valor ao longo do tempo.

    O executivo destacou que a geração de lucro econômico exige maior agilidade no processo decisório, 'o que está sendo perseguido em 2019 com o indispensável cuidado em resguardar os elevados padrões de governança corporativa e as rigorosas normas de conformidade implementadas na Petrobras nos últimos anos'.

    Neste contexto, ele mencionou que atrasos na execução de projetos, por exemplo, são em geral a maior fonte de redução de suas taxas de retorno, e que a companhia está tomando medidas para encurtar o intervalo de tempo entre o início da atividade exploratória e o primeiro óleo e também a duração da fase de ramp-up dos projetos de exploração e produção.

    (Por Roberto Samora e Marta Nogueira)

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