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    Petrobras obtém R$1,176 bi em subvenção ao diesel; já recebeu R$2,2 bi este mês

    SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras recebeu pagamento de 1,176 bilhão de reais em subvenção ao diesel, em 19 de novembro, referente ao período de 31 de agosto a 29 de setembro do programa governamental, informou a companhia em um comunicado nesta quarta-feira.

    Somando o valor ao volume aprovado pela reguladora ANP em 8 de novembro, referente ao período do programa de 1 a 30 de agosto, a empresa recebeu um total de cerca de 2,2 bilhões de reais apenas neste mês.

    O programa de subsídio foi criado em junho, como resposta do governo a uma greve histórica de caminhoneiros.

    Para atender aos pleitos dos manifestantes, o governo estabeleceu limites para os preços do combustível e tem ressarcido as empresas em até 30 centavos por litro, dependendo de condições do mercado.

    A Petrobras informou, em seu relatório financeiro relativo ao terceiro trimestre, ter reconhecido o total de 3,8 bilhões de reais como receita relativa a receber do programa, compreendendo as vendas entre 8 de junho e 30 de setembro.

    Desse montante total, 1,578 bilhão de reais referentes à segunda fase do programa haviam sido recebidos em setembro, e a empresa aguardava aprovações para receber o restante.

    A Petrobras também detalhou em seu relatório que, no mês passado, a ANP indeferiu o pagamento à companhia de 63 milhões de reais que a petroleira espera receber referentes à subvenção econômica do período de 1º a 7 de junho de 2018.

    Na ocasião, a ANP afirmou entender que a Petrobras não atendeu aos seus requerimentos.

    (Por Roberto Samora e Marta Nogueira)

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    Foco da Petrobras deve ser acelerar exploração do pré-sal, diz Castello Branco

    BRASÍLIA (Reuters) - O economista Roberto Castello Branco, indicado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para comandar a Petrobras, afirmou nesta terça-feira que a prioridade da empresa nos próximos anos será a aceleração da exploração das áreas do pré-sal.

    Castello Branco se reuniu esta manhã pela primeira vez com a equipe econômica da transição, depois de ser indicado na segunda-feira para dirigir a petroleira, em substituição a Ivan Monteiro.

    'O foco deve ser na aceleração do pré-sal', disse o economista, ao ser questionado sobre qual deveria ser a prioridade da empresa.

    Na segunda-feira, o economista afirmou em entrevistas que a Petrobras desenvolve atividades que 'não são naturais' da empresa e não dão retorno, citando, por exemplo, a BR Distribuidora. 'A BR é uma cadeia de lojas, no fim das contas. A competência da Petrobras é na exploração e produção de petróleo', disse.

    O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e o próprio presidente eleito já afirmaram que a petroleira não será privatizada, mas partes dela podem ser vendidas, inclusive a BR Distribuidora.

    Ao sair do escritório de transição, Castello Branco disse ainda que não poderia falar de planos concretos para a Petrobras porque ainda não mergulhou especificamente nas questões da empresa.

    'Ao longo de novembro e dezembro vamos construir isso para chegar em janeiro pronto', afirmou.

    (Por Lisandra Paraguassu)

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    Bolsonaro admite privatizar 'alguma coisa' da Petrobras e diz que empresa é 'estratégica'

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que 'alguma coisa' da Petrobras pode ser privatizada, mas não toda a estatal, uma vez que se trata de uma empresa estratégica.

    Em entrevista a jornalistas no Rio de Janeiro, Bolsonaro disse ainda que o atual presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, pode assumir a presidência o Banco do Brasil, mas que isso ainda não está confirmado.

    Nesta segunda-feira, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que o economista Roberto Castello Branco vai presidir a Petrobras no governo de Bolsonaro.

    Bolsonaro disse que vem conversando com Guedes sobre a possibilidade de privatizar setores da Petrobras, mas garantiu que não pretende vender completamente a estatal em seu mandato.

    'É uma empresa estratégica e nós estamos conversando sobre isso aí', disse ele na porta do condomínio onde mora numa tumultuada entrevista.

    'Estou conversando com ele (Guedes) e não sou o inflexível, mas temos que, com muito responsabilidade, levar avante um plano como esse aí. Podemos conversar, agora, entendo que uma empresa estratégica pode ser privatizada em parte, sim.'

    Mais cedo, o vice-presidente eleito, general da reserva do Exército Hamilton Mourão, disse em Brasília que atividades de refino e de distribuição da Petrobras podem vir a ser privatizadas. Na semana passada, em conferência com investidores, Mourão falou da possibilidade de privatização da BR Distribuuidora.

    Bolsonaro disse também que ainda não definiu o destino de Monteiro em seu governo, mas admitiu que ele pode assumir o comando do Banco do Brasil, onde já atuou,

    'Talvez ele vá para o Banco do Brasil, mas não tenho certeza', disse.

    Bolsonaro disse que o time para a área econômica de seu governo --que já tem Guedes, Castello Branco, Roberto Campos Neto, que assumirá o Banco Central; Joaquim Levy, que chefiará o BNDES; e Mansueto Almeida, que seguirá à frente da Secretaria do Tesouro-- é testado pelo mercado financeiro que, em sua avaliação, vem reagindo bem às escolhas.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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    ENFOQUE-Escolha de novo CEO da Petrobras indica continuidade de reformas no setor de petróleo

    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A indicação do economista Roberto Castello Branco para presidir a Petrobras no governo de Jair Bolsonaro sinaliza continuidade de uma política pró-mercado no setor de petróleo nos últimos anos, podendo até mesmo intensificá-la, na avaliação de especialistas.

    Ferrenho defensor da independência da gigante estatal em relação ao governo, tendo até já se declarado favorável à privatização da companhia anteriormente, Castello Branco terá que lidar com oposições de sindicatos e possivelmente de militares para implementar suas ideias.

    Uma agenda com viés mais liberal, no segmento de petróleo, vem ganhando força desde o início do governo de Michel Temer, que colocou uma série de reformas em curso em busca de maior competição no país, com redução da posição de dominância da Petrobras, atendendo a pleitos antigos do mercado.

    'Fiquei muito satisfeito (com a escolha de Castello Branco). Ele tem uma agenda conhecida, muito alinhada com o que vem sendo feito pela ANP', disse o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) à Reuters, Decio Oddone, por telefone nesta segunda-feira.

    Castello Branco é doutor em Economia pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e, atualmente, é diretor no Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da FGV.

    Com pós-doutorado pela Universidade de Chicago e extensa experiência nos setores público e privado, Castello Branco já ocupou cargos de direção no Banco Central e na mineradora Vale, fez parte do Conselho de Administração da Petrobras e desenvolveu projetos de pesquisa na área de petróleo e gás.

    A Universidade de Chicago, também frequentada pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, é considerada uma instituição de linha liberal.

    As ações da Petrobras mostravam alguma volatilidade após o anúncio do nome de Castello Branco. Analistas de mercado acreditam na continuidade de uma gestão com foco na recuperação econômica da petroleira, uma das mais endividadas do mundo.

    MAIOR LIBERALIZAÇÃO?

    A estratégia da equipe econômica de Bolsonaro já estava apontando em uma direção de maior liberalização do setor de petróleo e com a escolha de Castello Branco isso foi reforçado, afirmou o professor e pesquisador do Instituto de Economia da UFRJ, Edmar de Almeida.

    Almeida defendeu, no entanto, que o governo precisará deixar mais clara sua visão em relação à companhia, uma das maiores produtoras da América Latina, que durante as eleições ficou na linha de fogo entre posições de conselheiros militares de Bolsonaro e de livre mercado.

    Enquanto Bolsonaro vem defendendo a manutenção do controle estatal do miolo da Petrobras, seu braço direito Guedes já disse anteriormente acreditar que a privatização da empresa seria a melhor decisão.

    'Ele (Castello Branco), por exemplo, em algumas ocasiões, já manifestou a posição dele favorável à privatização da Petrobras. Então, esse é um ponto que tem que ser imediatamente esclarecido', disse Almeida.

    Em busca de reduzir sua enorme dívida, a Petrobras está realizando um plano bilionário de vendas de ativos nos últimos anos, que enfrentou grande resistência de sindicalistas e outros setores, que em parte conseguiram frear os desinvestimentos com medidas judiciais.

    'Com a entrada de Castello Branco o sinal é que a direção é essa mesmo (de venda de ativos), mas o governo agora vai ter que explicar o plano que estará em vigor, se será mantido ou se será modificado no sentido de ser mais liberal ainda', afirmou Almeida, para quem o novo CEO enfrentará forte oposição de sindicalistas.

    Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo nesta segunda-feira, Castello Branco indicou que sua gestão continuará com vendas de ativos da Petrobras para focar em seus negócios principais e seguirá buscando a redução do endividamento.

    POSTURA DE CHANCELER

    O primeiro desafio de Castello Branco em relação à independência do governo poderá ser o fim do programa de subsídio ao diesel, criado como uma resposta do governo federal à histórica greve de caminhoneiros em maio, como forma de atender aos pleitos de redução dos preços do combustível.

    Bolsonaro, à época, apoiou entusiasticamente a greve.

    O programa termina em 31 de dezembro, e o governo de transição ainda não anunciou se irá implementar alguma medida para suavizar os impactos do fim da subvenção.

    Uma fonte próxima a Castello Branco disse à Reuters que o economista tem traquejo muito bom, é uma pessoa experiente e que saberá lidar de forma eficiente com o governo.

    'Roberto tem certa postura de chanceler', disse a fonte, defendendo ainda que o economista é considerado também muito focado, estudioso, preparado e extremamente comprometido.

    'Fez um trabalho brilhante na Vale, pegou área de relações com investidores naquela fase pós-privatização, quando houve o lançamento das ações no exterior, época do primeiro 'investment grade' da Vale', disse a fonte, destacando que o grau de investimento foi algo inédito, obtido antes mesmo do Brasil.

    OPOSIÇÕES

    O diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que compreende 12 sindicatos de petroleiros, Deyvid Bacelar, afirmou ver o cenário atual preocupante, independentemente do presidente escolhido, por acreditar que o próximo governo já manteria as privatizações da Petrobras.

    'A situação da privatização, com o governo que infelizmente foi eleito, iria continuar a todo vapor. Tem que ver a velocidade agora, se será mais rápido ou não', disse Bacelar, que foi Conselheiro da Petrobras na mesma época de Castello Branco.

    O líder sindical destacou que, enquanto dividiu a mesa do Conselho da Petrobras com Castello Branco, viu no economista uma pessoa acessível e que considerava ponderações apresentadas por Bacelar, que representava os funcionários no colegiado.

    Bacelar também recordou que Castello Branco teve um papel importante na criação de comitês que discutiam e assessoravam decisões do Conselho de administração da Petrobras.

    'Sabemos dos desafios por ser um governo neoliberal e por ele (Castello Branco) também concordar com essa forma de gerir o país. Teremos um desafio grande, sem dúvida nenhuma', disse Bacelar.

    (Por Marta Nogueira)

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    Mourão elogia futuro presidente da Petrobras e reitera que núcleo da estatal não será privatizado

    BRASÍLIA (Reuters) - O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, elogiou a escolha do novo presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, e voltou a dizer, nesta segunda-feira, que o núcleo duro da estatal não deve ser privatizando, fazendo a ressalva de que áreas como refino e distribuição podem ser negociadas.

    Em fala a jornalistas na entrada do gabinete de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro, Mourão também disse que está em estudo a transferência de algumas atribuições da Casa Civil para a Vice-Presidência da República no futuro governo.

    Mourão elogiou Castello Branco, embora tenha trocado o primeiro nome do economista para Gil.

    'Acho um nome extremamente competente, o Gil Castello Branco, excelente, e vai manter essa gestão de recuperação que a empresa está passando', disse Mourão a jornalistas.

    Provavelmente, a confusão se deu por conta do secretário-geral da Associação Contas Abertas e economista, este sim, Gil Castello Branco. Sua instituição analisa e acompanha a execução orçamentária da União.

    Mais cedo o economista Roberto Castello Branco aceitou convite da equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro para comandar a Petrobras, informou a assessoria do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

    Perguntado sobre os planos de privatização envolvendo a estatal de petróleo, Mourão afirmou que o núcleo duro da empresa será preservado.

    'O núcleo duro da Petrobras, prospecção, onde está inteligência e conhecimento, isso não vai ser privatizado. Agora, podemos negociar distribuição e refino, isso pode ser negociado.'

    Mourão já havia falado em privatizar a BR Distribuidora, mais cedo neste mês, em videoconferência com investidores.

    Perguntado se algumas atribuições da Casa Civil poderiam migrar para a Vice-Presidência, o general da reserva disse que o caso ainda está em discussão, mas que a medida pode ser adotada para evitar que o futuro ministro da Casa Civil e coordenador da transição, Onyx Lorenzoni, fique sobrecarregado.

    'É um estudo, uma vez que as atribuições do ministro Onyx são bem amplas. Se houver concordância de todos, a gente pode organizar isso de uma forma que seja mais eficiente e eficaz para o governo', completou Mourão.

    (Reportagem de Mateus Maia; Reportagem adicional de Ricardo Brito)

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    Economista Castello Branco será presidente da Petrobras no governo Bolsonaro

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O economista Roberto Castello Branco aceitou convite da equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro para comandar a Petrobras, informou em nota a assessoria do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta segunda-feira.

    Ele assumirá a presidência da estatal em substituição a Ivan Monteiro, que chegou a ser cotado para permanecer no comando. No entanto, a petroleira informou em fato relevante que o atual CEO deixará a companhia a partir de 1º de janeiro, sem dar mais detalhes.

    O nome de Castello Branco apareceu entre os cotados para presidir a Petrobras ainda em outubro, logo após a vitória de Bolsonaro nas eleições. À época, ele já estava contribuindo com a equipe do novo governo e foi sondado informalmente para o cargo, sem demonstrar interesse imediato pela posição, segundo fontes ouvidas pela Reuters.

    Dias depois, o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, se reuniu com a diretoria da Petrobras em um dos prédios da estatal no Rio de Janeiro e se disse 'muito bem impressionado', o que levantou especulações acerca da continuidade de Monteiro na presidência.

    O atual CEO disse no começo do mês não ter recebido convite da equipe de Bolsonaro, mas frisou que estava disposto a conversas.

    Castello Branco é doutor em Economia pela Fundação Getulio Vargas e, atualmente, é diretor no Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da FGV.

    'Economista, com pós-doutorado pela Universidade de Chicago e extensa experiência nos setores público e privado, Castello Branco já ocupou cargos de direção no Banco Central e na mineradora Vale, fez parte do Conselho de Administração da Petrobras e desenvolveu projetos de pesquisa na área de petróleo e gás', informou a nota.

    (Por Rodrigo Viga Gaier; reportagem adicional de José Roberto Gomes; edição de Tatiana Ramil e Marta Nogueira)

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    ANÁLISE-Técnico habilidoso, CEO da Petrobras firma-se no cargo

    Por Gram Slattery e Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro animou investidores com a promessa de enxugar e alterar o papel do Estado no maior país da América Latina.

    Mas quando o assunto envolve a Petrobras, a abordagem radical pode ser diferente, mantendo o comando da empresa.

    Nos últimos dias, a equipe de Bolsonaro disse que o CEO da petroleira, Ivan Monteiro, poderia continuar no cargo --uma rara demonstração de confiança em uma empresa com 37 presidentes em seus 65 anos de história.

    Isso, por sua vez, chama a atenção para Monteiro, natural do Estado do Amazonas, que assumiu o controle da empresa depois que seu antecessor demitiu-se repentinamente em junho.

    Muitos tomaram Monteiro como um substituto com dias contados, já que o presidente da República, Michel Temer, deixa o cargo em 1º de janeiro.

    Investidores, analistas e fontes da companhia disseram à Reuters que Monteiro, que antes era diretor financeiro da Petrobras, tem habilidade tanto para transitar no complicado meio político do Brasil quanto para levar balanços enfraquecidos de volta ao azul.

    Essa combinação, aprimorada por décadas no Banco do Brasil, pode ser crucial para a Petrobras, cujas finanças foram impactadas no passado quando governos a utilizaram para objetivos políticos.

    O antecessor de Monteiro, o especialista em recuperação de empresas Pedro Parente, traçou uma linha sobre a intromissão política na Petrobras durante seu mandato e, eventualmente, desistiu de seguir no comando quando o governo a atravessou. Em contraste, os colegas de Monteiro dizem que ele pode trabalhar habilmente dentro do sistema.

    'Ele conhece bem o mercado financeiro e também conhece Brasília', disse um alto executivo da Petrobras, que pediu anonimato.

    'Além de ser ótimo tecnicamente, ele tem um bom relacionamento com o governo', acrescentou o executivo. 'Isso, eu acho, faz um excelente perfil para um chefe da Petrobras.'

    Talvez o mais importante, dizem analistas e investidores, é que Monteiro tenha desempenhado um papel central nos esforços da Petrobras de redução da dívida bruta a 88 bilhões de dólares, o que tem impactado sua capacidade de investir nos novos achados de petróleo offshore do Brasil.

    Monteiro conhece os meandros de um ambicioso programa de desinvestimento, bem como acompanha as controversas tratativas com o governo sobre a chamada 'cessão onerosa', que, se resolvida, poderia trazer à empresa uma enorme riqueza financeira.

    'Ele está envolvido em todos os desinvestimentos, ele está envolvido na 'cessão onerosa'', disse Luiz Carvalho, principal analista de petróleo e gás, petroquímica e agronegócio do UBS na América Latina. 'Então, no final do dia, a continuidade de Ivan Monteiro seria positiva.'

    No início de novembro, Monteiro disse que ainda não havia sido abordado pela equipe de Bolsonaro para ficar na companhia. Assessores do executivo não o disponibilizaram para uma entrevista.

    TURBULÊNCIA

    A capacidade de Monteiro de ler os ventos em Brasília pode ser testada pela turbulência na nova administração.

    O principal guru econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes, defendeu uma privatização total da petroleira, enquanto generais em torno de Bolsonaro se opõem a essa ideia. O próprio Bolsonaro disse que prefere manter a empresa nas mãos do Estado, mas está aberto à privatização de certos ativos.

    No início de novembro, Bolsonaro disse que Monteiro provavelmente seria substituído quando o novo governo assumir em 1º de janeiro, como parte da mudança costumeira em empresas estatais.

    Mas logo depois, o vice-presidente eleito Hamilton Mourão destacou Monteiro em uma mensagem no Twitter, dizendo que ficou 'muito bem impressionado' após se encontrar com executivos da Petrobras. Nesta semana, ele disse que Monteiro e outros na Petrobras podem continuar.

    Natural de Manaus, Monteiro trabalhou no Banco do Brasil por décadas, assumindo o cargo de CFO de 2009 a 2015.

    Esse foi um período em que a então presidente Dilma Rousseff colocou uma pressão intensa nos bancos estatais para aumentar o crédito e reduzir as taxas de juros.

    Enquanto a Caixa Econômica Federal, credor hipotecário do Estado, ainda está se recuperando de um balanço dramaticamente sobrecarregado, o Banco do Brasil conseguiu se manter em terreno firme e até melhorar algumas medidas de lucratividade.

    Aqueles próximos a Monteiro dizem que isso se deveu a seus controles de custos disciplinados e ao talento de cumprir a ordem do governo via soluções alternativas.

    'Se não fosse por ele, o Banco do Brasil teria se transformado na Caixa', disse um executivo do setor bancário à Reuters em 2015.

    Quando Monteiro chegou à Petrobras naquele ano, alguns no mercado estavam céticos, disse Carvalho, do UBS, em parte porque isso coincidiu com a ida de Aldemir Bendine, então CEO do Banco do Brasil, para assumir o cargo máximo na empresa de petróleo.

    Fiel a Dilma Rousseff, que sofreu um impeachment em 2016 por violar regras orçamentárias, Bendine foi condenado no início do ano por acusações de corrupção e cumpre pena de 11 anos.

    No entanto, Carvalho disse que Monteiro conquistou os céticos com a execução hábil dos planos de cortar dívidas e controlar os custos operacionais. Desde 2015, a dívida líquida da Petrobras foi reduzida em cerca de 27 bilhões de dólares, enquanto as ações preferenciais da empresa subiram 360 por cento desde o início de 2016.

    Três pessoas ao redor de Monteiro o descreveram como 'tecnicamente orientado'.

    'Quando se trata de um assunto que ele entende bem, Ivan não gosta de ouvir a palavra 'não'', disse o executivo da Petrobras, que pediu anonimato. 'Mas, em geral, ele é de conversar bastante com a equipe enquanto toma decisões.'

    (Por Gram Slattery e Rodrigo Viga Gaier; reportagem adicional de Marta Nogueira, no Rio de Janeiro, e Aluisio Alves, em São Paulo)

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    Petrobras ficaria com R$30 bi obtidos com excedente da cessão onerosa, diz fonte

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - A Petrobras ficaria com '30 bilhões de reais ou mais' do total arrecadado com um eventual leilão do excedente de petróleo das áreas da cessão onerosa, com o qual a União espera arrecadar de 120 bilhões a 130 bilhões de reais, afirmou nesta quarta-feira uma fonte da equipe de transição.

    Segundo a fonte, o valor refere-se ao montante a que a companhia tem direito no âmbito da revisão do contrato de cessão onerosa. A Petrobras defende ser credora da União no processo de renegociação.

    O montante poderia ajudar a Petrobras, uma das companhias mais endividadas do setor, a lidar com seus passivos e eventualmente acelerar investimentos. Ao final do terceiro trimestre, a empresa registrou dívida líquida de 72,9 bilhões de dólares.

    As ações da Petrobras aceleraram alta após o ajuste do fechamento na B3, para encerrar o dia a 25,10 reais, com ganhos de 3,55 por cento, após a publicação da reportagem da Reuters. Antes do ajuste, os papéis eram negociados com elevação de 2,7 por cento.

    A fonte, que falou à Reuters em condição de anonimato, afirmou ainda que não está definido qual percentual do valor arrecadado no leilão caberia a Estados e municípios, dentro de acordo feito com o presidente do Senado, Eunício Oliveira, para que haja repartição dos recursos obtidos com o leilão do excedente.

    Mais cedo nesta quarta-feira, Eunício disse a jornalistas que, por conta do compromisso do novo governo com o acordo, colocará o projeto sobre a cessão onerosa em votação no Senado na próxima quarta-feira.

    O próprio Eunício havia citado mais cedo o montante de 120 bilhões a 130 bilhões de reais que a União poderia arrecadar com o leilão, ainda sem data. Mas ele não detalhou a questão relacionada à Petrobras.

    O Senado aprovou na semana passada um requerimento de urgência para a tramitação do projeto de lei da cessão onerosa, que promete abrir caminho para a realização do mega leilão, além de viabilizar acordo entre Petrobras e União necessário para o certame.

    O projeto prevê autorizar a Petrobras a vender para outras empresas até 70 por cento dos direitos de exploração da estatal na área da cessão onerosa.

    O contrato da cessão onerosa foi assinado em 2010 entre o governo e a Petrobras para permitir que a estatal produza até 5 bilhões de barris de óleo equivalente em uma determinada região do pré-sal.

    Uma renegociação do valor do contrato, considerando variáveis como preço do barril do petróleo e câmbio, estava prevista desde o início e deveria ser feita depois que as áreas fossem declaradas comerciais, o que já aconteceu.

    A Petrobras pagou 74,8 bilhões de reais à União na época pelo direito de exploração, mas estima-se que os volumes de petróleo na área da cessão são muito maiores do que os estimados inicialmente, o que levou o governo a buscar a realização de um leilão desses excedentes visando arrecadar bilhões.

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    Mourão se diz 'muito bem impressionado' após reunião com cúpula da Petrobras

    Por Rodrigo Viga Gaier e Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, disse nesta sexta-feira em sua conta no Twitter ter saído 'muito bem impressionado' de visita realizada em um dos prédios da Petrobras, no centro do Rio de Janeiro, onde assistiu a uma apresentação da diretoria da petroleira.

    O encontro acontece em um momento em que o futuro presidente Jair Bolsonaro avança na formação de sua equipe de governo, mas ainda sem nomes definidos para o Ministério de Minas e Energia e a estatal.

    Em foto publicada juntamente com seu tuíte, Mourão está sentado ao lado do presidente da estatal, Ivan Monteiro, em uma mesa com outros diretores da Petrobras.

    'Hoje pela manhã, tive a satisfação de visitar a Petrobras e ouvir, em companhia do presidente Ivan Monteiro, apresentação da Diretoria Executiva sobre a situação da empresa. Saí muito bem impressionado', afirmou Mourão na rede social.

    Monteiro disse nesta semana não ter conversado com Bolsonaro sobre seu futuro na empresa, embora a petroleira já venha disponibilizando informações e resultados a um grupo de transição de governo.

    A emissora de televisão GloboNews afirmou na quarta-feira que Monteiro deverá ser mantido no comando da estatal por Bolsonaro.

    Questionado sobre o tema, no entanto, Bolsonaro disse na própria quarta-feira que quem tratará da definição do presidente da estatal será seu futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

    Mourão e Guedes tiveram reuniões nesta semana com o ex-secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia no governo Temer, Paulo Pedrosa, para discutir políticas para o setor de energia, mas ainda não há uma definição sobre se ele será convidado a assumir um cargo no governo.

    Pedrosa tem interagido com a equipe de Bolsonaro, principalmente por meio do professor Luciano de Castro, da Universidade de Iowa, que tem assessorado o presidente eleito nas propostas para a área de energia.

    A equipe de Bolsonaro chegou ainda em outubro a sondar informalmente o ex-diretor da Vale e ex-conselheiro da Petrobras Roberto Castello Branco sobre seu interesse em eventualmente assumir o comando da petroleira, segundo fontes próximas ao assunto.

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