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    OMS encerra inquérito em Wuhan; EUA e China mantêm divergências sobre Covid

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    Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, durante entrevista coletiva em Pequim 14/12/2020 REUTERS/Thomas Peter

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    Por Gabriel Crossley

    PEQUIM (Reuters) - A China pediu aos Estados Unidos nesta quarta-feira para convidar a Organização Mundial da Saúde (OMS) a investigar a origem do surto de Covid-19 no país, e as divergências sobre a pandemia continuaram depois que a OMS encerrou seu trabalho de campo na cidade chinesa de Wuhan.

    Horas depois de a equipe da OMS revelar conclusões preliminares em uma coletiva de imprensa em Wuhan na terça-feira, Washington disse que quer analisar os dados usados pela equipe, que concluiu que o vírus causador da Covid-19 não surgiu em um laboratório de Wuhan e que morcegos continuam sendo uma fonte provável.

    'Desejamos que o lado dos EUA consiga, como a China, manter uma atitude aberta e transparente e que seja capaz de convidar especialistas da OMS aos EUA para realizar pesquisa e inspeção de rastreamento de origem', disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Wang Wenbin, em uma entrevista coletiva de rotina, repetindo um pedido que a chancelaria tem feito ultimamente.

    A origem da pandemia de coronavírus, que emergiu primeiramente em Wuhan no final de 2019, é altamente politizada, e a China vem forçando a versão de que o vírus tem suas raízes fora de suas fronteiras.

    A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse na terça-feira que o governo Biden não se envolveu no 'planejamento e implantação' da investigação da OMS e que quer adotar uma abordagem independente de suas descobertas e dados subjacentes.

    'Os EUA examinando independentemente os dados da OMS? É a OMS que deveria examinar os dados dos EUA', disse Hu Xijin, editor-chefe do Global Times, tabloide do estatal Diário do Povo do Partido Comunista governante, na rede social Weibo.

    'Será que todos ouvimos errado, ou esta porta-voz é realmente tão descarada?'

    Peter Ben Embarek, que comanda a equipe liderada pela OMS que passou quatro semanas na China – duas delas em quarentena –, disse que a investigação não mudou dramaticamente o quadro do surto, mas que o vírus pode ter cruzado fronteiras antes de chegar a Wuhan.

    Além de descartar um vazamento em um laboratório, ele disse que alimentos congelados podem ser um meio de transmissão do vírus, o que reforçaria uma tese sustentada por Pequim, que atribui alguns focos de casos a embalagem de alimentos importados.

    Escrito por Reuters

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