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Operações militares dos EUA mataram 153 civis em 2025, diz autoridade ao citar avaliação do Pentágono

Operações militares dos EUA mataram 153 civis em 2025, diz autoridade ao citar avaliação do Pentágono

Reuters

12/08/2026

Placeholder - loading - Avião de caça parte supostamente para operação contra os houthis   18 de março de 2025    Divulgação via REUTERS
Avião de caça parte supostamente para operação contra os houthis 18 de março de 2025 Divulgação via REUTERS

Por Kanishka Singh e Idrees Ali

WASHINGTON, ​12 Ago (Reuters) - As operações militares dos EUA em 2025 mataram 153 civis e feriram 243, afirmou uma autoridade norte-americana na terça-feira, citando avaliações do Pentágono.

Isso contrasta com uma avaliação do Pentágono segundo a qual dois civis foram mortos e dois ficaram feridos em operações militares dos EUA em 2024.

Um relatório do Pentágono apresentado ao Congresso dos EUA e publicado pela mídia norte-americana informou que todas as mortes e ⁠ferimentos ⁠entre civis registrados em 2025 ​foram causados ‌por três ataques dos EUA no Iêmen.

Segundo o relatório do Pentágono, o Comando Central dos EUA avaliou que os três ataques ocorridos em abril de 2025 no Iêmen “provavelmente” resultaram ⁠em danos a civis.

O relatório do Pentágono também indicou que, ​até fevereiro de 2026, havia outros 15 incidentes no Iêmen ​que o Comando Central dos EUA estava ‌avaliando, em resposta ​a ⁠relatos recebidos por meio de organizações não governamentais.

As Forças Armadas dos EUA afirmam que seu objetivo é enfraquecer as capacidades dos militantes houthis apoiados ​pelo Irã no Iêmen.

O relatório do Pentágono não incluiu vítimas decorrentes de ataques dos EUA no Caribe e no Pacífico Oriental.

O relatório apontou que, em 1º de fevereiro de 2026, o Comando ​Sul dos EUA avaliou que “não houve incidentes nos quais, com maior probabilidade, vítimas civis resultaram de operações militares dos EUA na área de responsabilidade do USSOUTHCOM em 2025”.

O governo do presidente Donald Trump atacou embarcações que acusa de transportar drogas no Pacífico Oriental, classificando seus alvos como “narco-terroristas”.

Os ataques das Forças Armadas dos EUA a essas embarcações ​mataram mais de 200 pessoas desde setembro de 2025, de acordo com ‌um levantamento do número de ⁠mortos publicado após cada ataque.

A Human Rights Watch e a Anistia Internacional consideram esses ataques execuções extrajudiciais ilegais. A União Americana ⁠pelas Liberdades Civis classifica as alegações do ⁠governo Trump contra aqueles que ⁠são alvo dos ⁠ataques ​como “afirmações infundadas e alarmistas”.

(Reportagem de Kanishka Singh e Idrees Ali, em Washington)

Reuters

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