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Órgão regulador americano será mais rígido com indutores de sono

Saiba quais os riscos que medicamentos como o zolpidem oferecem.

Letícia Furlan

09/05/2019

Placeholder - loading - Copo de água e pílulas sobre uma mesa (Getty Images)
Copo de água e pílulas sobre uma mesa (Getty Images)

De acordo com os números mais recentes, cerca de 4% dos adultos americanos usam remédios para dormir prescritos, ou medicamentos que podem ajudar com insônia e outros problemas de sono. Por lá, agora algumas das drogas de prescrição mais populares precisam ter avisos de segurança mais fortes.

Em abril, a Food and Drug Administration (FDA), orgão semelhante à Anvisa por aqui, determinou advertências de caixa preta em três auxiliares sedativos e hipnóticos: o eszopiclone (geralmente vendido sob a marca Lunesta), zaleplon (Sonata) e zolpidem (Ambien). As drogas hipnóticas, que são usadas para estimular ou manter o sono, foram relacionadas a 20 mortes relatadas e 46 lesões não fatais, mas graves, de acordo com a FDA.

As lesões incluíram overdoses acidentais, quedas e quase afogamentos, enquanto as mortes foram causadas por envenenamento por monóxido de carbono, hipotermia, acidentes automobilísticos, aparente suicídio e mais, segundo o FDA. "Embora esses incidentes sejam raros, eles são sérios e é importante que pacientes e profissionais de saúde estejam cientes do risco", disse o comissário do órgão, Dr. Ned Sharpless, em comunicado.

Os efeitos colaterais dos medicamentos para dormir variam, mas podem incluir tontura, dor de cabeça, problemas gastrointestinais, sonolência prolongada, reações alérgicas, problemas de memória e atividades diárias enquanto estão parcialmente adormecidos, segundo a Clínica Mayo. Estudos de caso, incluindo um publicado em 2017 e outro em 2013, também associaram o uso do zolpidem ao comportamento suicida. Álcool ou outros medicamentos prescritos também podem interagir mal com pílulas para dormir, potencialmente levando a mais efeitos colaterais ou complicações.

Em 2013, o órgão recomendou doses menores de zolpidem na hora de dormir, em um esforço para reduzir problemas como a sonolência da manhã seguinte, que pode contribuir para acidentes automobilísticos. Esse anúncio não abordou especificamente os comportamentos perigosos do meio do sono, que, segundo relatos, incluíram dirigir, usar o fogão e até mesmo cometer crimes ou agir com violência.

Por lá, inclusive, culpar os medicamentos para dormir por comportamentos ilegais é freqüentemente chamado de “Defesa Ambien”, que foi usada memoravelmente pela comediante Roseanne Barr depois que ela postou um tweet racista em 2018.

É impossível afirmar definitivamente quem sofrerá os efeitos colaterais depois de tomar remédios para dormir, mas existem maneiras de reduzir o risco.

As pessoas devem aprender os possíveis efeitos colaterais e interações medicamentosas antes de iniciar um novo medicamento e seguir as instruções do médico ao tomarem soníferos. A Clínica Mayo também recomenda não misturar álcool com medicamentos para dormir e apenas tomá-los antes de uma noite inteira de sono para reduzir o risco de efeitos colaterais e comportamentos perigosos.

E, em vez de depender de auxílios para dormir, as pessoas devem tentar abordar problemas de saúde que possam estar contribuindo para distúrbios do sono.

Para um sono melhor, os especialistas recomendam minimizar o uso de tela e tecnologia à noite, dormir e acordar todos os dias ao mesmo tempo e praticar comportamentos relaxantes, como leitura ou registro no diário, antes de dormir.

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