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    Otan rejeita zona de exclusão aérea na Ucrânia; Zelenskiy diz que significa mais bombardeios

    Placeholder - loading - Prédio residencial destruído em Chernihiv, no norte da Ucrânia  (Ukrainian State Emergency Service/EYEPRESS)
    Prédio residencial destruído em Chernihiv, no norte da Ucrânia (Ukrainian State Emergency Service/EYEPRESS)

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    Por Simon Lewis e Ingrid Melander

    BRUXELAS (Reuters) - A Otan rejeitou nesta sexta-feira os apelos da Ucrânia para ajudar a proteger os céus ucranianos de mísseis e aviões de guerra russos, preocupada em acabar sendo arrastada para a guerra da Rússia contra sua vizinha, mas a Europa prometeu mais sanções para punir o presidente russo, Vladimir Putin.

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, criticou fortemente a decisão, dizendo que a aliança deu à Rússia luz verde para continuar sua campanha de bombardeio.

    Ele já havia apelado à Otan para estabelecer uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia, invadida pela Rússia por terra, mar e ar em 24 de fevereiro.

    'Não fazemos parte deste conflito', disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, ao negar o pedido da Ucrânia.

    'Temos responsabilidade, como aliados da Otan, de impedir que esta guerra se agrave além da Ucrânia, porque isso seria ainda mais perigoso, mais devastador e causaria ainda mais sofrimento humano', declarou ele após uma reunião da Otan em Bruxelas.

    A Ucrânia, uma ex-república soviética, quer se juntar à União Europeia e à Otan, medidas que Moscou diz ameaçar sua segurança e influência. A Rússia bombardeou áreas residenciais e infraestrutura civil, além de capturar duas instalações nucleares.

    'Hoje houve uma cúpula da Otan, uma cúpula fraca, uma cúpula confusa, uma cúpula em que ficou claro que nem todos consideram a batalha pela liberdade da Europa o objetivo número um', disse Zelenskiy em um discurso televisionado no final da sexta-feira.

    'Hoje, a liderança da aliança deu luz verde para novos bombardeios de cidades e vilas ucranianas, recusando-se a estabelecer uma zona de exclusão aérea.'

    Embora o Ocidente tenha condenado Putin, os membros da Otan são obrigados a defender uns aos outros em caso de ataque e estão temerosos de afundar em uma guerra com a Rússia, dona de armas nucleares. A UE ameaçou mais sanções, mas não ficou claro o que poderia fazer.

    O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que a aliança defenderá 'cada centímetro' do território da Otan e que Moscou não deve duvidar da determinação de Washington.

    'A nossa é uma aliança defensiva. Não buscamos conflito. Mas se o conflito vier até nós, estamos prontos', afirmou ele.

    'Continuaremos a aumentar o custo para o presidente Putin. A menos que o Kremlin mude de rumo, continuará no caminho do isolamento crescente e da dor econômica.'

    Mas a aliança - na qual Estados Unidos, Reino Unido e França também são potências nucleares - frustrou as esperanças de ajuda imediata que Kiev diz que poderia virar o jogo na guerra.

    'Não devemos ter aviões da Otan operando no espaço aéreo ucraniano ou tropas da Otan operando em território ucraniano', disse Stoltenberg.

    O apoio à Ucrânia até agora veio na forma das mais pesadas sanções econômicas internacionais contra a Rússia até o momento, bem como suprimentos de armas dos Estados da Otan.

    Os países da UE disseram que mais punições estão por vir, depois que o bloco já cortou vários credores russos do sistema bancário Swift, restringiu o comércio com Moscou e mirou parte da riqueza de oligarcas russos no Ocidente.

    Escrito por Reuters

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