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    Pacheco diz que Congresso vai buscar valor mais digno para as pessoas no auxílio emergencial

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    02/02/2021 REUTERS/Adriano Machado

    Publicada em  

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou nesta quinta-feira que, dentro das limitações impostas pela chamada PEC Emergencial, o Congresso vai buscar o valor mais digno para o pagamento dos beneficiários do auxílio emergencial que deverá ser retomado.

    'Dentro da responsabilidade fiscal, das limitações agora impostas pela PEC, obviamente o objetivo do Congresso Nacional é sempre ter o valor mais digno para as pessoas', disse ele, em entrevista coletiva após o Senado aprovar, em segundo turno, a PEC Emergencial.

    Essa proposta, que segue agora para apreciação da Câmara, prevê uma reserva de recursos da ordem de 44 bilhões de reais para viabilizar a retomada do benefício que foi encerrado em dezembro do ano passado.

    Inicialmente, o governo pagou 600 reais e depois reduziu para 300 reais. O presidente Jair Bolsonaro já disse que a nova etapa do benefício deve ser de 250 reais com duração de 4 meses.

    Na entrevista, Pacheco destacou que o país tem limitações fiscais e que é preciso encará-las e buscar fazer algo 'muito equilibrado' em relação ao auxílio de forma a assistir o maior número possível de pessoas no Brasil.

    O presidente do Senado afirmou que o país vive um 'ápice da pandemia' --na véspera, o Brasil registrou pelo segundo dia consecutivo o recorde de mortes por Covid-19, com 1.910 óbitos.

    Pacheco disse que, após a aprovação do auxílio emergencial, é preciso discutir um novo programa de assistência social para as pessoas.

    (Reportagem de Ricardo Brito)

    Escrito por Reuters

    Vulcão Nyiragongo: Crianças esperam reencontrar famílias

    Transcrito: 
    Centenas de milhares de pessoas fugiram após a erupção do vulcão Nyiragongo. Naomi perdeu de vista a família no meio do caos. Ela jamais esquecerá o momento em que o céu ficou vermelho.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Disse à minha mãe: ’Olha, mãe, o vulcão entrou em erupção.’ Nós saímos e muitos estavam a fugir. Foi aí que nos perdemos uns dos outros. Eu estava apavorada. Estava a tremer. Não conseguia sequer correr para casa.”
     
    Muitas das 400 mil pessoas que fugiram vieram para a cidade de Sake. De acordo com a ONU, há quase mil crianças desaparecidas. Bahati Batitsie trabalha como voluntário para a Cruz Vermelha. Ate agora, ele e os colegas conseguiram encontrar as famílias de 700 crianças. Bahati tem 6 filhos e acolhe outras 3 crianças. São muitas bocas para alimentar.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “Eu sacrifico o pouco que tenho, o que Deus me deu. É assim que alimento as crianças, mas é uma luta.”
     
    Muitas pessoas estão desesperadas. Bebem a água do lago que pode causar cólera. A equipe humanitária tenta oferecer o básico, como farinha.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “As condições de vida são muito más. Não há comida nos mercados. Pessoalmente, não estou a ganhar nada, sou pobre.”
     
    Naomi acha que sabe onde podem estar os seus pais. Mas esse sítio fica longe e o transporte é caro.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Depois de encontrar a minha mãe e o meu pai, gostaria de me mudar para cá, porque gosto de aqui estar."

    A brincar sobre a lava de uma antiga erupção. As crianças esperam rever as suas famílias em breve. 
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