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Papa Leão diz que cristãos que iniciam guerras deveriam se confessar

Papa Leão diz que cristãos que iniciam guerras deveriam se confessar

Reuters

13/03/2026

Placeholder - loading - Papa Leão no Vaticano  11/3/2026   REUTERS/Yara Nardi
Papa Leão no Vaticano 11/3/2026 REUTERS/Yara Nardi

Por Joshua McElwee

CIDADE DO VATICANO, ​13 Mar (Reuters) - O papa Leão 14 sugeriu na sexta-feira que os líderes políticos cristãos que iniciam guerras deveriam se confessar e avaliar se estão seguindo os ensinamentos de Jesus, sem citar nenhum líder ou conflito específico.

'Será que os cristãos que têm grande responsabilidade em conflitos armados têm a humildade e a coragem de fazer um sério exame de consciência ⁠e ⁠de se confessar?', perguntou o ​papa em ‌um discurso aos sacerdotes.

Embora Leão não tenha nomeado ninguém na sexta-feira, nos últimos dias ele tem aumentado os apelos para o fim da guerra em ⁠curso contra o Irã, que começou com ataques aéreos ​conjuntos dos EUA e de Israel em 28 de ​fevereiro.

O presidente dos EUA, Donald ‌Trump, foi criado ​na fé ⁠cristã presbiteriana. Vários de seus principais auxiliares, incluindo o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, são ​católicos.

Jesus ensinou seus seguidores a não serem violentos. A Igreja Católica em geral se opõe à guerra.

Durante séculos, a Igreja avaliou conflitos de acordo com a tradição ​da guerra justa, que usa uma série de critérios para avaliar se um conflito pode ser considerado moralmente justificável, por exemplo, repelir uma invasão injusta.

O cardeal Robert McElroy, de Washington, D.C., disse nesta semana que os ataques conjuntos de EUA e Israel contra o Irã 'não eram moralmente legítimos' porque ​não atendiam aos critérios de guerra justa da Igreja.

Leão estava ‌falando na sexta-feira em uma ⁠conferência do Vaticano sobre a prática da confissão, na qual os católicos admitem seus pecados a um padre ⁠e pedem o perdão de Deus.

O ⁠papa disse que o ⁠ritual ajuda os ⁠católicos ​individualmente e promove a paz e a unidade na sociedade.

Reuters

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