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Partido de Netanyahu diz que ele tentará reeleição, após Trump levantar dúvidas

Partido de Netanyahu diz que ele tentará reeleição, após Trump levantar dúvidas

Reuters

10/06/2026

Placeholder - loading - Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em coletiva de imprensa em Jerusalém 19 de março de 2026 REUTERS/Ronen Zvulun
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em coletiva de imprensa em Jerusalém 19 de março de 2026 REUTERS/Ronen Zvulun

Atualizada em  10/06/2026

TEL AVIV, 10 Jun (Reuters) - O primeiro-ministro ​de Israel, Benjamin Netanyahu, concorrerá à reeleição neste ano, anunciou seu partido nesta quarta-feira, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou não ter certeza se o primeiro-ministro israelense voltaria a se candidatar.

Em uma breve declaração, o Partido Likud, de Netanyahu, afirmou que ele concorreria às eleições e, se Deus quiser, vencerá. As eleições ainda não foram anunciadas formalmente, mas devem ocorrer até outubro.

Anteriormente, o correspondente-chefe da ABC News em Washington, Jonathan Karl, postou no X que Trump ⁠havia ⁠lhe dito que não sabia se ​Netanyahu se ‌candidataria.

“Não sei, ele teve uma carreira incrível. Será que ele quer continuar?”, citou o jornalista, referindo-se às palavras de Trump.

A eleição israelense será a primeira desde o ataque do Hamas em 7 de outubro ⁠de 2023, a pior falha de segurança do país, que precipitou ​o ataque de Israel à Faixa de Gaza.

Netanyahu tem enfrentado um mandato ​tumultuado desde que voltou ao poder em dezembro ‌de 2022 à ​frente da ⁠coalizão mais à direita da história de Israel. Ele enfrentou protestos antigovernamentais em massa antes das guerras em Gaza, no Líbano e no Irã.

As pesquisas têm indicado ​repetidamente que sua coalizão não conseguiria obter a maioria nas próximas eleições. Uma pesquisa publicada pelo think tank Israel Democracy Institute, com sede em Jerusalém, em 9 de junho, revelou que 61% da população israelense acredita que ​ele não deveria concorrer.

No entanto, as pesquisas também mostram que uma possível coalizão de partidos da oposição não alcançaria a maioria parlamentar, a menos que formasse uma coalizão com partidos árabes, o que alguns líderes da oposição descartaram.

Autoridades norte-americanas e israelenses afirmam que Trump e Netanyahu, que lançaram juntos a guerra contra o Irã em fevereiro, ainda mantêm uma relação próxima, embora ela tenha passado por ​momentos de tensão, inclusive nas últimas semanas, quando Trump exigiu que Israel restringisse ‌as ações militares no Líbano enquanto ⁠Washington negocia um acordo de paz com Teerã.

Na semana passada, Trump reconheceu ter chamado Netanyahu de “louco pra caramba” em uma ligação telefônica acalorada, embora também ⁠tenha dito que eles se dão bem. Ele ⁠tem repetidamente pedido ao presidente de ⁠Israel que perdoe ⁠Netanyahu ​pelas acusações de corrupção pendentes que Netanyahu nega.

(Reportagem de Alexander Cornwell e Steven Scheer)

Reuters

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