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Pás de helicópteros da Nasa rompem barreira do som

Aeronaves serão utilizadas na próxima expedição da agência em Marte, prevista para 2028

Redação

04/06/2026

Placeholder - loading - Pás de helicópteros da Nasa rompem barreira do som (Foto: NASA/JPL-Caltech)
Pás de helicópteros da Nasa rompem barreira do som (Foto: NASA/JPL-Caltech)

As pás das hélices dos helicópteros que serão utilizados na próxima expedição da Nasa em Marte, prevista para 2028, romperam a barreira do som durante testes realizados em março no Laboratório de Propulsão a Jato da agência, no sul da Califórnia.

Os experimentos ocorreram em uma câmara especial capaz de simular as condições ambientais do Planeta Vermelho. Os dados coletados permitirão que os engenheiros projetem aeronaves capazes de transportar cargas mais pesadas, incluindo sensores avançados e baterias maiores para voos prolongados.

“A Nasa teve um ótimo desempenho com o helicóptero Ingenuity em Marte, mas estamos pedindo que essas aeronaves de próxima geração façam ainda mais no Planeta Vermelho”, disse Al Chen, gerente do Programa de Exploração de Marte no JPL.

O Ingenuity realizou o primeiro voo motorizado e controlado em outro planeta há pouco mais de cinco anos, em 19 de abril de 2021. O projeto SkyFall, recentemente anunciado pela agência, será capaz de transportar cargas úteis — incluindo instrumentos científicos e sensores — para coletar dados em apoio a futuras missões humanas e robóticas, aproveitando as vantagens da exploração aérea em baixa altitude.

Necessidade de velocidade

Como a atmosfera de Marte tem apenas 1% da densidade da atmosfera terrestre, as pontas das pás devem se aproximar da velocidade do som para gerar sustentação significativa.

De uma sala de controle a poucos metros da câmara de teste, a equipe observou os monitores enquanto a rotação subia até 3.750 rpm. Nessa velocidade, as pontas das pás viajavam a Mach 0,98. Em seguida, os engenheiros acionaram um ventilador que impulsionava as hélices com vento frontal.

Com isso, a velocidade das pontas das pás foi elevada para Mach 1,08, aumentando a capacidade de sustentação do veículo marciano em 30%.

“O sucesso dos testes desses rotores foi um passo importante para comprovar a viabilidade do voo em ambientes mais exigentes, o que é fundamental para veículos de próxima geração”, disse Shannah Withrow-Maser, especialista em aerodinâmica do Centro de Pesquisa Ames da Nasa, no Vale do Silício.

Redação

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