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    Pazuello diz que governo pretende iniciar vacinação da Covid-19 com uma dose

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    Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello 09/06/2020 REUTERS/Adriano Machado

    Publicada em  

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta segunda-feira que o governo pretende iniciar a vacinação contra Covid-19 aplicando uma única dose, em um primeiro momento, de forma a ampliar o número de pessoas vacinadas e reduzir a pandemia, e somente mais adiante realizar a segunda aplicação do imunizante.

    Em pronunciamento durante visita a Manaus, que passa por uma grave segunda onda da doença, Pazuello afirmou que o ministério avalia adotar essa estratégia com a vacina da AstraZeneca/Oxford, que será produzida no país em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

    Segundo o ministro, a aplicação de uma única dose permitiria a proteção de 71% e de duas doses acima de 90%.

    'Talvez a gente entre para imunização em massa, é uma estratégia que a SVS (Secretaria de Vigilância em Saúde) vai fazer para reduzir a pandemia. Talvez o foco não seja na imunidade completa e sim na redução da contaminação, e aí a pandemia diminui muito, podendo aplicar a segunda dose na sequência e vai para imunização de 90 e tantos por cento alto', disse.

    A estratégia de dar um intervalo maior entre as aplicações da duas doses já está sendo adotada no Reino Unido, que decidiu estipular um prazo de 3 meses entre a primeira e a segunda doses da vacina da AstraZeneca. Inicialmente as duas doses da vacina teriam intervalo de 21 dias.

    No pronunciamento, Pazuello reforçou que o governo trabalha com três períodos de início da vacinação no país, sendo o mais otimista com começo a partir de 20 de janeiro e o mais demorado de 10 de fevereiro ao início de março.

    O ministro disse que o governo federal já adquiriu 2 milhões de doses da AstraZeneca e outras 6 milhões da CoronaVac, que tem o Instituto Butantan como parceiro no país, para uso emergencial, pendente a autorização de uso pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No caso da vacina da AstraZeneca, o governo ainda aguarda a chegada de doses da Índia, enquanto as doses da CoronaVac estão em São Paulo.

    Mesmo sem o Brasil ter iniciado sua vacinação e ostentando altos índices de contaminação e mortes por Covid-19, Pazuello fez um discurso otimista. Disse que todos os Estados vão receber simultaneamente as vacinas e que o país vai dar 'exemplo para o mundo'.

    'Todos os Estados receberão simultaneamente as vacinas, no mesmo dia. A vacina vai começar no dia D, na hora H. No dia D, na hora H, no Brasil. No primeiro dia que chegar a vacina ou que a autorização for feita, a partir do terceiro ou quarto dia já estará nos Estados e municípios para iniciar a vacinação no Brasil. A prioridade já está dada, o Brasil todo e vamos fazer como exemplo para o mundo', disse.

    'Os grupos prioritários já estão distribuídos, os números já estão distribuídos pelas hipóteses 2, 6 ou 8 (milhões) agora para janeiro. Se começar que for 8 (milhões de doses emergenciais), vamos ser o país que mais vai vacinar no mundo. E aí eu quero ver o que vão dizer, qual vai ser a próxima etapa', emendou ele, numa referência a críticas que o governo tem recebido ao programa de imunização do governo.

    O ministro defendeu a estratégia de se adquirir vacinas que possam ser fabricadas no país e o tratamento precoce contra o Covid-19.

    Escrito por Reuters

    Vulcão Nyiragongo: Crianças esperam reencontrar famílias

    Transcrito: 
    Centenas de milhares de pessoas fugiram após a erupção do vulcão Nyiragongo. Naomi perdeu de vista a família no meio do caos. Ela jamais esquecerá o momento em que o céu ficou vermelho.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Disse à minha mãe: ’Olha, mãe, o vulcão entrou em erupção.’ Nós saímos e muitos estavam a fugir. Foi aí que nos perdemos uns dos outros. Eu estava apavorada. Estava a tremer. Não conseguia sequer correr para casa.”
     
    Muitas das 400 mil pessoas que fugiram vieram para a cidade de Sake. De acordo com a ONU, há quase mil crianças desaparecidas. Bahati Batitsie trabalha como voluntário para a Cruz Vermelha. Ate agora, ele e os colegas conseguiram encontrar as famílias de 700 crianças. Bahati tem 6 filhos e acolhe outras 3 crianças. São muitas bocas para alimentar.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “Eu sacrifico o pouco que tenho, o que Deus me deu. É assim que alimento as crianças, mas é uma luta.”
     
    Muitas pessoas estão desesperadas. Bebem a água do lago que pode causar cólera. A equipe humanitária tenta oferecer o básico, como farinha.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “As condições de vida são muito más. Não há comida nos mercados. Pessoalmente, não estou a ganhar nada, sou pobre.”
     
    Naomi acha que sabe onde podem estar os seus pais. Mas esse sítio fica longe e o transporte é caro.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Depois de encontrar a minha mãe e o meu pai, gostaria de me mudar para cá, porque gosto de aqui estar."

    A brincar sobre a lava de uma antiga erupção. As crianças esperam rever as suas famílias em breve. 
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