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    Pentágono afirma que comandante iraniano Soleimani desenvolvia planos para atacar EUA

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    Protesto em Teerão contra assassinato de Soleimani 3/1/2020 WANA (West Asia News Agency)/Nazanin Tabatabaee via REUTERS

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    WASHINGTON (Reuters) - O ataque dos Estados Unidos que matou o comandante da força Quds do Irã, Qassem Soleimani, teve como objetivo impedir futuros planos iranianos de ataques e proteger cidadãos norte-americanos no Oriente Médio, informou o Pentágono.

    'Sob a ordem do presidente (Donald Trump), as Forças Armadas dos EUA agiram defensivamente para proteger os cidadãos norte-americanos no exterior ao matar Qassem Soleimani', afirmou o Pentágono em um comunicado.

    'Este ataque teve como objetivo impedir futuros planos iranianos de ataque', informou, reiterando que os EUA continuarão a tomar as medidas necessárias para proteger seus cidadãos e os interesses em todo o mundo.

    De acordo com o Pentágono, Soleimani 'orquestrou' ataques em bases de coalizão no Iraque ao longo dos últimos meses e aprovou os 'ataques' na embaixada dos EUA e Bagdá, ocorridos no início desta semana.

    Uma autoridade norte-americana, que falou na condição de anonimato, disse que o Pentágono estava ciente da possibilidade de uma resposta iraniana, enquanto autoridades militares estavam prontas para se defender.

    O senador democrata Chris Murphy disse que, embora Soleimani fosse 'um inimigo dos Estados Unidos', o assassinato poderia colocar mais norte-americanos em risco.

    'Uma das razões pelas quais geralmente não matamos autoridades políticas estrangeiras é a crença de que tal ação matará mais e não menos norte-americanos', tuitou Murphy.

    A ex-embaixadora dos EUA na Organização das Nações Unidas (ONU), Nikki Haley, disse que a morte de Soleimani 'deve ser aplaudida por todos que buscam paz e justiça'.

    Antes do ataque, o secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, afirmou que havia indícios de que o Irã ou forças que o país apoia poderiam estar planejando ataques adicionais, alertando que o 'jogo mudou' e que é possível que os EUA tivessem que tomar medidas preventivas para proteger vidas norte-americanas.

    (Reportagem de Idrees Ali, Eric Beech e Arshad Mohammed)

    Escrito por Reuters

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