Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Petrobras amplia oferta de diesel e gasolina a distribuidoras via contratos

Petrobras amplia oferta de diesel e gasolina a distribuidoras via contratos

Reuters

26/03/2026

Placeholder - loading - Refinaria da Petrobras em Minas Gerais 20/03/2026 REUTERS/Washington Alves
Refinaria da Petrobras em Minas Gerais 20/03/2026 REUTERS/Washington Alves

Atualizada em  26/03/2026

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO, 26 Mar (Reuters) - A Petrobras ampliou ​a oferta de gasolina e diesel aos seus clientes para entrega em abril, dentro da dinâmica de atendimento de contratos comerciais, após distribuidores terem alertado para riscos de abastecimento com a recente disparada nos preços do petróleo.

Em nota nesta quinta-feira, a companhia confirmou reportagem da Reuters publicada na quarta-feira.

Os volumes adicionais que serão incorporados a compromissos assumidos para o próximo mês junto a distribuidoras somam 70 milhões de litros de diesel S10 e 95 milhões de litros de gasolina, disse a Petrobras, nesta quinta-feira.

A decisão da Petrobras por ampliar as entregas via contratos ocorre após a reguladora ANP ter notificado a companhia na semana passada para que ⁠ela ofertasse 'imediatamente' ⁠volumes referentes a leilões de combustíveis da ​estatal que ‌haviam sido cancelados.

A oferta via contratos existentes permitirá que os preços cobrados sejam mais baixos do que se de fato fossem levados a leilões, disseram fontes do mercado à Reuters, em medida que ajuda atenuar efeitos de alta de preços nas bombas em meio a disparada dos valores ⁠internacionais.

Alguns leilões realizados pela Petrobras em março chegaram a negociar diesel entre R$1,80 e ​R$2,00 por litro acima do preço de referência nas refinarias da própria companhia, disseram entidades do ​setor de combustíveis em uma nota na semana passada.

A paralisação ‌dos certames, feita sem explicação ​no ⁠início da semana passada, havia acendido um alerta vermelho para o mercado, que via riscos ao abastecimento nacional de combustíveis, principalmente para abril, enquanto havia um cenário indefinido de estoques e prazo curto para importações.

RISCOS AO ABASTECIMENTO

Os ​riscos ao abastecimento, sobretudo de diesel, têm sido levantados uma vez que o mercado brasileiro é atendido com cerca de 25% de produto importado e a Petrobras tem mantido seus preços com ampla defasagem ante o combustível no exterior ao longo de março, tornando-se arriscado para que muitos agentes realizem importações.

A Petrobras ​também enfrenta impedimentos estatutários para que possa vender seus produtos no mercado interno com prejuízo.

No fechamento de quarta-feira, o preço médio do diesel da Petrobras vendido em suas refinarias estava cerca de 60% abaixo do preço de paridade de importação, segundo cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

Fontes da Petrobras afirmaram que a companhia está comprometida em não deixar um desabastecimento acontecer, nem que para isso precise aumentar as importações para atender o mercado interno.

'A Petrobras não vai deixar faltar, e se precisar vai importar mais', disse ​uma fonte da empresa, na condição de anonimato.

'As importações têm que ser planejadas, ainda mais em tempos de guerra, ‌não se dá de uma hora pra ⁠outra. Mas não haverá falta e importar é um caminho', adicionou uma segunda fonte da estatal.

Na tentativa de controlar os preços do diesel, o governo brasileiro eliminou os impostos federais sobre o diesel, e ⁠a ANP tem conduzido uma campanha para combater a cobrança abusiva ⁠de preços nos postos.

A alta é vista como ⁠uma grande preocupação pelo ⁠presidente ​Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição neste ano.

(Por Marta Nogueira; reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.