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    Petrobras aprova estudos para venda da BR e refinarias em ajuste de plano, dizem fontes

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    Por Marta Nogueira

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Conselho de Administração da Petrobras aprovou uma revisão do Plano de Negócios e Gestão 2019-2023 nesta sexta-feira, que prevê estudos para a privatização da BR Distribuidora, reduzindo a participação da estatal na companhia dos atuais 71,25 para até 40 por cento, disseram duas fontes a par das negociações.

    Na semana passada, um executivo da Petrobras havia dito que a fatia na BR, maior distribuidora de combustíveis do Brasil, provavelmente seria reduzida para menos de 50 por cento.

    Em esclarecimento ao mercado nesta semana, a empresa informou que avaliava diversas alternativas para a venda, inclusive a opção de uma oferta pública secundária de ações. Alguns bancos já teriam sido 'engajados'.

    A forma e o cronograma para a venda da participação na empresa ainda serão estudados, informaram as fontes, na condição de anonimato.

    A partir dos ajustes, o plano também prevê a venda de refinarias da Petrobras fora do eixo Rio-São Paulo, segundo as fontes. Mas estudos para modelo, cronograma e demais detalhes ainda serão realizados pela companhia.

    No plano anterior para a área de refino, lançado ano passado, a empresa previa a venda de 60 por cento da participação em ativos de refino e logística no Nordeste e Sul do país.

    Mas o atual presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, vem defendendo a venda de refinarias inteiras, como parte de um plano de desinvestimentos mais ousado.

    Atualmente, a companhia tem 13 refinarias, responsáveis por quase 100 por cento da capacidade de refino do Brasil.

    Procurada, a Petrobras não respondeu imediatamente a um pedido de comentários.

    MAIS RESILIÊNCIA

    Com o ajuste no plano, a Petrobras busca ficar mais resiliente para poder enfrentar cenários mais adversos no setor de petróleo global, caso ocorra uma piora de preços.

    Segundo uma das fontes, o plano da empresa irá prepará-la para atuar em um cenário de preços de até 50 dólares por barril.

    'Tentar olhar tudo com petróleo a 50 dólares para se preparar para o pior e, depois, se vier coisa melhor, ótimo. Mas a empresa tem que estar focada em estar preparada para tudo funcionar se o petróleo cair até 50 dólares', afirmou.

    Com a venda de ativos, a Petrobras vai estar cada vez mais dependente da produção de petróleo e gás, na medida em que centraliza investimentos na produção do pré-sal.

    Escrito por Thomson Reuters

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