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    Petrobras espera ofertas pela Liquigás em agosto; governo vê privatizações constantes

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    Presidente da BR Distribuidora, Rafael Grisolia, e presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, tocam campainha da B3 em cerimônia de oferta de ações da distribuidora 25/07/2019 REUTERS/Amanda P

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    Por Gabriel Araujo

    SÃO PAULO (Reuters) - A próxima empresa a ser vendida pela Petrobras em meio a seu plano de desinvestimentos será a subsidiária de distribuição de botijões de gás Liquigás, disse nesta quinta-feira o presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

    A petroleira, que detém 100% da Liquigás, abriu processo para se desfazer da companhia em abril. Antes, a Petrobras havia chegado a anunciar a venda da empresa para o Grupo Ultra, mas o negócio foi vetado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em fevereiro de 2018.

    'A próxima (empresa) a deixar o Estado será a Liquigás, agora no mês de agosto... a Petrobras está vendendo 100% da Liquigás e deve receber as ofertas vinculantes finais no dia 7 de agosto', disse Castello Branco em cerimônia de oferta de ações da BR Distribuidora na bolsa paulista B3.

    A Liquigás, que possui 20 milhões de clientes e cinco mil pontos de venda, teve receita de 5,6 bilhões de reais e lucro líquido de 147,5 milhões de reais em 2018.

    Em junho, Castello Branco já havia indicado que a Petrobras deixaria o setor de transporte e distribuição de gás, destacando que aguardava os próximos passos da venda da Liquigás.

    PRIVATIZAÇÃO DA BR

    A operação realizada na noite de terça-feira envolvendo a BR Distribuidora, até então controlada pela Petrobras, foi o motivo da cerimônia nesta quinta-feira.

    Nela, o CEO da petroleira confirmou que desde então a empresa já vendeu um lote extra de ações da distribuidora, reduzindo ainda mais sua parcela, para 37,5%, em operação que totaliza cerca de 9,6 bilhões de reais.

    'Para a oferta-base e o 'greenshoe', a demanda foi quatro vezes superior à oferta. A operação foi um sucesso', disse Castello Branco, acrescentando que, como acionista, a Petrobras vai cobrar resultados da BR.

    'Queremos uma empresa leve, ágil e de custos baixos.'

    Por sua vez, o presidente da BR Distribuidora, Rafael Grisolia, disse que a partir de agora o objetivo da empresa, que não tem mais o controle da estatal, é se tornar a mais rentável do setor, no qual já é a maior companhia no Brasil.

    Para Grisolia, a gestão privada dá um 'grau de eficiência' ao ativo em um mercado de competidores 'sofisticados'.

    DESINVESTIMENTOS DA PETROBRAS

    Roberto Castello Branco destacou os desinvestimentos já realizados pela Petrobras, afirmando que a empresa acumula no ano 15 bilhões de dólares em vendas de ativos, e prometeu que há 'muito mais' por vir.

    'Neste mês de julho completamos 15 bilhões de dólares em desinvestimentos, e vem muito mais', disse o executivo, classificando a primeira privatização brasileira via mercado de capitais como histórica, no que chamou de 'verdadeiro capitalismo'.

    'Temos um amplo programa de desinvestimentos... Outros farão melhor que a Petrobras. Nós faremos nosso trabalho muito bem na exploração e produção de petróleo e gás.'

    Além de Liquigás e BR Distribuidora, a Petrobras já encaminhou neste ano, por exemplo, desinvestimentos em campos petrolíferos, refinarias e gasodutos, com vendas como a da Transportadora Associada de Gás (TAG) e dos campos de Pampo e Enchova.

    ESTADO MENOR

    Também presente ao evento, o secretário Especial de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, celebrou a privatização da BR Distribuidora, dizendo que o fato deve ser encarado como uma sinalização do governo de Jair Bolsonaro em direção à diminuição do Estado e ao foco no social.

    'Nós estamos começando a fazer um novo modelo, em que a iniciativa privada deve ser protagonista do mundo dos negócios, e não mais o Estado-empresário', afirmou Mattar, acrescentando que o país sente os primeiros passos em direção a uma economia de livre mercado.

    Para ele, a sociedade mudou e hoje conclama que certas organizações devam ser privatizadas, com o governo destinando seus recursos para a 'qualidade de vida do cidadão'.

    Perguntado sobre quais seriam os próximos focos para privatizações do governo, o secretário preferiu não mencionar companhias específicas, mas disse que há uma série de empresas sendo preparadas para isso.

    'As privatizações vão acontecer lenta e gradualmente, mas de forma constante', decretou, ponderando que as companhias que ficarão no Estado são as 'estratégicas'.

    'O presidente (Jair Bolsonaro) possui uma forte intuição, e ele saberá, juntamente com o ministro (Paulo) Guedes, escolher aquelas empresas que deverão ser as primeiras a serem privatizadas', afirmou.

    Escrito por Reuters

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