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Petrobras permite que parte da alta do preço do QAV seja parcelada em 6 vezes a distribuidoras

Petrobras permite que parte da alta do preço do QAV seja parcelada em 6 vezes a distribuidoras

Reuters

01/04/2026

Placeholder - loading - Aviões das companhias aéreas Gol e Azul são fotografados no Aeroporto Internacional Luis Eduardo Magalhães em Salvador, Brasil, em 3 de fevereiro de 2025. REUTERS/Ueslei Marcelino
Aviões das companhias aéreas Gol e Azul são fotografados no Aeroporto Internacional Luis Eduardo Magalhães em Salvador, Brasil, em 3 de fevereiro de 2025. REUTERS/Ueslei Marcelino

RIO DE JANEIRO, 1 ​Abr (Reuters) - A Petrobras permitirá que distribuidoras que atendem a aviação comercial paguem um aumento de apenas 18% em abril no preço do querosene de aviação (QAV), abaixo do reajuste de 54,8% previsto em contrato para este mês, informou a companhia em comunicado nesta quarta-feira.

A diferença poderá ser parcelada em seis ⁠vezes ⁠pelos clientes da Petrobras, ​com primeira ‌parcela prevista para julho de 2026, informou a companhia.

A medida, segundo a petroleira, visa preservar a demanda pelo produto e ⁠mitigar os efeitos do reajuste sobre setor de ​aviação brasileiro.

'Esse instrumento contribui com a saúde financeira ​dos clientes da companhia ao ‌mesmo tempo ​em que ⁠preserva neutralidade financeira para a Petrobras, considerando o cenário de forte elevação das cotações internacionais dos derivados ​de petróleo, intensificado por tensões geopolíticas recentes no Oriente Médio', disse a companhia no comunicado.

O avanço dos preços ocorre como consequência da ​disparada dos preços do petróleo Brent em março, diante da escalada de conflitos no Oriente Médio. Os ajustes do QAV da Petrobras ocorrem no começo de cada mês, conforme previsto em contratos, e levam em consideração indicadores de preços do petróleo ​e a cotação do dólar.

Mais cedo, a Associação ‌Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) ⁠afirmou em nota que o reajuste teria 'consequências severas sobre a abertura de novas rotas e ⁠a oferta de serviços, restringindo ⁠a conectividade do país ⁠e a ⁠democratização ​do transporte aéreo'.

(Por Marta Nogueira; edição de Letícia Fucuchima)

Reuters

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