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Petroleiros são incendiados perto do Iraque; ataques iranianos desafiam afirmação de Trump de ter vencido guerra

Petroleiros são incendiados perto do Iraque; ataques iranianos desafiam afirmação de Trump de ter vencido guerra

Reuters

12/03/2026

Placeholder - loading - Navio-tanque danificado após pegar fogo em águas iraquianas perto de Basra  12/3/2026    REUTERS/Mohammed Aty
Navio-tanque danificado após pegar fogo em águas iraquianas perto de Basra 12/3/2026 REUTERS/Mohammed Aty

Por Parisa Hafezi e Bo Erickson

DUBAI/HEBRON, 12 Mar (Reuters) - Dois ​navios-tanque foram incendiados em águas iraquianas na quinta-feira, uma aparente escalada nos ataques iranianos que têm abalado o fornecimento de energia no Oriente Médio, desafiando a alegação do presidente dos EUA, Donald Trump, de já ter vencido a guerra que lançou há duas semanas.

As imagens, verificadas pela Reuters como tendo sido filmadas da costa do porto de Basra, mostraram os navios envoltos em enormes bolas de fogo laranja que iluminaram o céu noturno.

Autoridades iraquianas disseram que os navios foram atacados durante a noite por barcos iranianos carregados de explosivos. Pelo menos um membro da tripulação foi morto.

Horas antes, três outros navios haviam sido atingidos ⁠no Golfo. ⁠A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou a ​responsabilidade por ‌pelo menos um desses ataques, contra um graneleiro tailandês incendiado que, segundo a Guarda, havia desobedecido às suas ordens.

Outro navio porta-contêineres relatou ter sido atingido por um projétil desconhecido perto dos Emirados Árabes Unidos na quinta-feira, segundo uma autoridade de segurança marítima.

A guerra, que foi lançada ⁠por Estados Unidos e Israel e até agora matou cerca de 2.000 pessoas, causou ​a maior interrupção no fornecimento global de energia desde os choques do petróleo na década de ​1970.

Minando as alegações dos Estados Unidos e de Israel ‌de que eliminaram grande parte ​do ⁠estoque de armas de longo alcance do Irã, houve relatos de mais drones na quinta-feira voando para Kuweit, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Barein e Omã.

Os preços do petróleo, que haviam caído no início da semana depois que ​Trump disse que a guerra acabaria em breve, voltaram a subir acima de US$100 por barril.

O Irã disse que não permitiria a passagem de petróleo pela rota de comércio de energia mais importante do mundo -- o Estreito de Ormuz, que corre ao longo de sua costa -- até que os ataques ​de EUA e Israel cessassem, e que não conduziria nenhuma negociação com Washington.

O Citibank anunciou na quinta-feira que fecharia temporariamente suas agências nos Emirados Árabes Unidos, um dia depois que o Irã disse que considerava os bancos alvos legítimos e advertiu os residentes do Oriente Médio a ficarem a 1.000 metros deles. O HSBC fechou agências no Catar.

O aumento dos preços do petróleo na quinta-feira ocorreu apesar do anúncio feito no dia anterior de que os países desenvolvidos liberariam 400 milhões de barris de petróleo ​de suas reservas estratégicas, quase metade dos Estados Unidos.

Essa é, de longe, a maior intervenção coordenada já realizada ‌nos mercados de petróleo. Mas levaria meses para ⁠ser realizada e representaria apenas três semanas de fornecimento do estreito bloqueado.

'A única maneira de ver os preços do petróleo serem negociados em baixa de forma sustentada é fazendo com que o ⁠petróleo flua pelo Estreito de Ormuz', disseram os analistas do ING. 'Se ⁠isso não for feito, significa que as altas ⁠do mercado ainda estão ⁠à ​nossa frente.'

(Reportagem de Parisa Hafezi em Dubai, Alexander Cornwell em Tel Aviv e Bo Erickson em Hebron, Kentucky)

Reuters

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