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    PODCAST LADO PESSOAL – PAULO SAMIA – CEO UOL

    Com Millena Machado

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    Podcast Lado Pessoal. Podcast semanal com Millena Machado. Crédito da imagem: Antena 1

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    Apresentado pela Millena Machado, Lado Pessoal vai te levar até o universo particular dos CEOs. Com um formato descontraído, você vai conhecer aspectos da vida pessoal, decisões impactantes, mudanças de localidade, e, ainda, qual música inspirou os momentos importantes na vida de cada um dos CEOs.

    Transcrito:

    Legendas: 

    MM: = Millena Machado (Apresentadora do podcast, Lado Pessoal). 

    PS = Paulo Samia (Entrevistado) 

     

    Está no ar... Lado Pessoal, com Millena Machado, o podcast de entrevistas da Rádio Antena 1! Vinheta da Antena 1. 

    Música de introdução deste podcastAmazing –Aerosmith 

     

     

    [0:00:29] - MM: Olá!!!! Sejam todos bem-vindos... Bem-vindas! Está no ar, Lado Pessoal, o podcast da Rádio Antena 1 que bate um papo sincero e descontraído com os executivos que comandas as mais importantes empresas do país. Eu sou Millena Machado, e hoje, revelando o seu lado pessoal pra gente, o CEO do UoL, a maior empresa brasileira de conteúdo, tecnologias e serviços digitais, Paulo Samia. Paulo, seja muito bem-vindo! 

    [0:00:56] – PS:  Obrigado, Millena! Um prazer estar aqui e um prazer estar com todos os seus ouvintes. 

    [0:01:00] – MM: E eu já começo, curiosa, pra saber porque a música Amazing do Aerosmith é uma das suas favoritas. Você já teve esse momento de despertar, aí, da lucidez num piscar, enxergar a luz no fim do túnel? Isso é comum na sua vida? 

    [0:01:15 – PS: Acho que é muito comum, acho que...por mais de um momento na vida a gente passa por isso né; a gente... de uma forma, uma parte importante dessa música que eu acho que é... You have to learn to crawl, before you learn to walk, ou seja, você tem que primeiro caminhar, é aprender a rastejar, pra depois aprender a andar; então, eu acho que é um crescimento contínuo, né, em todas as etapas da vida, tanto profissionalmente como pessoalmente, você tem que começar aos poucos e aos poucos você ir crescendo, você colocando tijolinho em cima de tijolinho pra aí, com isso, você conseguir passar pros mais altos. 

    [0:01:48] – MM: Isso, então, já é um indício da sua personalidade, assim, você gosta de planejar, você gosta de enxergar significado nas coisas, tudo tem que ter um aprendizado, ser uma coisa que te envolve, que te surpreende. 

    [0:02:03] – PS: Sim. Eu acredito muito nisso, eu acredito na preparação, é... no sentimento de curiosidade, acho que a gente tem que ter muita curiosidade sobre tudo aquilo que a gente vai desempenhar; a curiosidade no sentido de você buscar, cada vez mais aprender, cada vez mais se aprofundar... é... em todas as... todas as vertentes que você busca né, dentro de seu desenvolvimento, tanto desenvolvimento de carreira, naturalmente, como também desenvolvimento pessoal, desenvolvimento familiar; acho que é muito importante a gente estar... é... ter essa curiosidade, nata, sobre... sobre tudo aquilo que a gente se envolve. 

    [0:02:38] – MM: E o aprendizado, quais são as formas de aprender que você mais usa, assim, no seu dia a dia? Você vai lá e aprende como, com quem, e em que situações? 

    [0:02:50] – PS: Eu tenho... É uma posição privilegiada né, que a gente tem enquanto dirigente de empresa, que a gente tem essa capacidade de conversar com outras pessoas de diferentes áreas, não só dentro da empresa como de outras empresas, também. Então, essa é a melhor forma de você aprender, é você estar sempre em contato de pessoas que pensam diferente de você, pessoas que têm experiências diferentes, pessoas que têm culturas diferentes, é.... e eu acho que isso aí só enriquece o seu conhecimento e o seu crescimento, também. Então eu acho que, pra mim, é sempre muito importante estar circulando em todos os níveis e... em todos os grupos possíveis, eu busco, sempre, extrair o melhor das pessoas, extrair o melhor no sentido de... de conhecimento mesmo, no sentido de buscar aprender com a experiência dos outros e, com isso, eu consigo encurtar etapas no meu crescimento. 

    [0:03:48] – MM: Muito bem! Pra você que está nos ouvindo, acompanhando essa entrevista, fica aqui, já, um primeiro poderoso insight pra você né; a importância do networking. Pra você, então, valorizar e agregar, cada vez mais, sair pra sua rede de contatos, como é que você organiza a sua rotina pra que você possa ter esses momentos de sociabilidade que acabam refletindo tanto no seu desenvolvimento pessoal quanto profissional? De segunda à sexta, o que acontece na agenda do Paulo? Sábado e Domingo também, queremos saber! 

    [0:04:16] – PS:  Pôxa, que pergunta... completa [risos]. Mas eu procuro... um hábito interessante que eu tenho, já, há algum tempo, né, desde que eu comecei minha carreira profissional, é separar o final do mundo pra planejar a próxima semana, e isso daí parece que não, mas é um momento calmo, um momento em que você não tem outras distrações, e aí com isso a gente consegue planejar, bem detalhadamente, a agenda da próxima semana, e... e.. depois é questão de você executar com disciplina, essa agenda.  E eu procuro sempre mesclar na minha agenda os compromissos profissionais internos né, eu tenho... é....teno dates semanais com cada um dos meus diretores né, eu tenho uma reunião diária com todos os diretores do UoL,  e aí, com isso, a gente consegue realizar todas as atividades do dia. Nesse momento, principalmente, nesse momento de distanciamento, nesse momento de pandemia, que a gente está todo mundo em home office, é muito importante ter essa disciplina de ter um contato mais periódico, porque, quando a gente estava no dia a dia no escritório era muito fácil, né, a gente ter esse contato, a gente encontrava as pessoas em todos os momentos, em todos os locais, no almoço, no café, passava na mesa de um, na mesa de outro pra conversar e, agora, com esse isolamento eu procurei, desde o primeiro dia de home office, manter essa disciplina diária  e eu pedi pra eles fazerem isso com as equipes deles também. Então, com isso o Uol conseguiu manter é... é... quase que a mesma, ou até mais, agilidade em termos de comunicação que a gente estava conseguindo com... com o modelo presencial.  Fora isso, eu procuro, também, coordenar a minha semana com atividades internas né, então, reuniões com todos os diretores individualmente, não semanais, e eu procuro mesclar, também, com... conversas com executivos de outras empresas, pelo menos uma ou duas conversas por semana, ou eu marco com executivos de outras empresas pra conhecer, pra trocar experiências, pra saber o que eles estão fazendo, o que eles estão planejando, como estão vendo o mercado, como estão vendo, principalmente, o futuro, né, que é... nesse momento eu acho que todo mundo busca saber como vai ser o novo normal. Mas eu acho que, o novo normal, na verdade, é... basicamente com a continuidade de tudo aquilo que a gente tem feito; a gente tem que entender que as realidades mudam periodicamente, quer seja por pandemia ou sem pandemia, sempre teve uma mudança constante nas relações profissionais, nas relações empresariais; eu acho que isso aí é só mais um... uma etapa que a gente vai passar em termos de mudanças é... para o bem ou para o mal, e isso é muito importante a gente estar se mantendo atualizado. Eu procuro participar, também, de fóruns e discussões, de eventos, de lives com outras empresas, também, e, mais uma vez, sempre me preocupo, não tanto de explicar ou de falar, mas muito mais até de aprender. Então, mesmo aqui com você, eu aprendo muito quando eu estou revisitando tudo isso, tudo isso que eu tenho vivido, tudo isso que eu tenho passado; acho que cada vez que você revisita, cada vez que você... é... coloca pra fora todas essas experiências, você, de alguma forma, aprende um pouco mais aquilo que você já tinha passado. 

    [0:07:41] – MM: Você participa do conteúdo, você fica mais na estratégia... como é que é essa questão do conteúdo, é pra você? 

    [0:07:50] – PS: É muito importante essa pergunta aí, é importante a gente ter bem claro como funciona né, uma empresa de produção de conteúdo, eu enquanto CEO do UoL, eu sou responsável pelo negócio como um todo, então, todas as áreas de negócios do UoL, área de produtos digitais, que a gente vende todos os nossos... nossos produtos de modelo de assinatura como também a assinatura de conteúdo do UoL, e também a questão de publicidade. Então, a minha participação dentro da área de conteúdo é muito mais prover recursos para a estrutura completa de conteúdos que a gente têm, a gente tem a maior desenformia digital do Brasil, que são 400 pessoas comandadas por um diretor de conteúdo, no modelo da Anatel, é... E a equipe de conteúdo é soberana na decisão do conteúdo, na decisão da linha editorial, e... enquanto .... enquanto gestor, enquanto CEO UoL, eu tenho uma.... uma... a gente fala uma segregação entre Igreja e Estado, ou seja, não se mistura área de negócio com a de conteúdo. Área de conteúdo tem autonomia total pra decidir a sua linha editorial. Claro que, dito isso, a gente, em conjunto, determina como achar a nossa estratégia de longo prazo, principalmente em termos de editorias, porque  a Universa foi a nossa primeira iniciativa há 3 anos, engrossar uma editoria, uma vertical, específica pra o....pra interesse específico, ou seja, o Universa, ele é um conteúdo aonde a gente traz... é... então, de uma vertical onde a gente traz conteúdos pra o empoderamento da nova mulher né, da mulher moderna, de uma mulher que trabalha, a mulher independente... é.... a mulher que está antenada com todos os problemas e questões do dia a dia, com política, com economia e com causas sociais, etc. 

    [0:09:39] – MM: Muito bem! Eu adoro a Universa; um beijo pra Dolores Ferreira também, um beijo aí pro Murillo, pra toda equipe; é muito bacana. Sem querer, o desenvolvimento da tecnologia acabou criando muros digitais, porque, claro, não dá pra gente expor toda a informação pra todo mundo né, como seriam aí as buscas e... que computadores ....rs.... imensos a gente deveria ter pra poder todo mundo conseguir buscar e acessar a mesma informação; então, os algoritmos, sem querer, acabam elevando muros digitais, mas aí quando chega um conteúdo preparado nesse sentido, como você está falando, na verticalização, eu consigo ter acesso a assuntos que eu nem imaginava e que são importantes pra mim, e que eu mereço saber, que eu preciso saber; então aí é um jeito de... de realmente de burlar ou até de complementar essa racionalidade da informática pra fazer tudo acontecer. Então, vocês estão de parabéns, mesmo! 

    [0:10:33] – PS: Sem dúvida nenhuma. Deixa... até complementando.... desculpa Millena, então complementando, a importância de produção de jornalismo de feminilidade, é que nesse momento, inclusive, até com a difusão né, talvez mais de cunhos sociais, de as pessoas consumindo informação através de redes sociais e de grupos de mensagens, etc., cada vez mais importante empresas que produzem conteúdos com responsabilidade, que checam os fatos, então a gente participa de um consórcio de fact-checking né, que é o “Comprova”,  e de diversas outras frentes também, na iniciativa de... é... nesse momento de tanta incerteza, de tanta polarização de informações, a gente busca  ser um ponto de referência em termos de conteúdo confiável na internet. 

    [0:11:27] – MM: Sim, sim! Está fortalecendo né? Ou ganha espaço; os influenciadores ganham espaço, as mídias sociais também ganham o seu espaço e, cada vez mais, o jornalismo, os profissionais específicos né, formados, especializados, também ganham a sua credibilidade, comprovam aí a sua .... a sua necessidade na sociedade, vai organizando a sociedade né, no meio do...rsrs... 

    [0:11:53] – PS: Sem dúvida nenhuma... 

    [0:11:54] – MM:...do caos, a gente vai se organizando. Agora, não é a primeira vez que você ocupa um posto de liderança como esse. Na Argentina você chegou a ser diretor geral do UoL lá. Eu queria saber, fiquei curiosa, como é que é assumir um cargo de liderança num outro país? Aqui, no seu país, no Brasil, a gente tem um pouco do conforto, eu imagino, de você entender as especificidades da língua, a história do país, quando você vai pra um outro país, aí você tem que liderar a estratégia, ainda mais uma empresa de conteúdo, qual foi o maior desafio que apareceu pra você lá naquele momento? 

    [0:12:29] – PS: Foi uma experiência muito interessante. Do UoL desde... Na verdade, a minha história no UoL começou em janeiro de 2000, ou seja, 21 anos né, então, desde 2005 eu vivi boa parte da história do UoL, é.... é minha segunda passagem, fiquei 7 anos nesse primeiro momento no UoL e agora já estou há 5 anos, então o total tem 12 anos dentro do grupo, mas, 21 anos de história. E , no final de 2005, eu fui convidado a assumir a gerência geral do UoL Argentino, que era uma das filiais do UoL naquela época; naquela época a gente... no começo dos anos 2000, a gente tinha uma estratégia de CEO né, generalizava completamente, então a gente abria escritórios em todos os países da América Latina, abria escritórios nos Estados Unidos, em Portugal e, depois, com a crise da internet, no começo dos anos 2000 mesmo, foi uma das várias crises que o UoL passou e conseguiu superar, a gente fechou quase todos os escritórios, manteve o escritório na Argentina. Foi uma aquisição grande que a gente fez lá, o Uol Sinectis, o segundo maior provedor de internet na Argentina, é.... e naquele momento estava passando.... a própria Argentina estava passando por um momento complicado, um momento de economia complicado, e.... e também, o Uol estava passando por um momento de mudança, de regulamentação, de mudança de tecnologia, saindo da banda... linha discada né, acesso discado  rumo à banda larga, e aí isso você tinha a entrada muito forte das operadores né, da telefônica e da Telecom Itália, que eram as duas grandes operadoras de telefonia da Argentina. Eu acho que foi um desafio muito grande naquele momento em termos de mercado, e eu acho que, em termos de experiência profissional, em termo de gestão de pessoas foi mais ainda, porque eu busquei conhecer muito as pessoas, eu busquei conversar muito com as pessoas, é.... tanto da empresa como dos concorrentes lá da Argentina, com os provedores, dos fornecedores da Argentina também, então eu buscava, cada vez mais, fazer muitas reuniões, entender bastante a cultura, entender como eles faziam negócios na Argentina, naquela época, e aí com isso foi...foi tranquilo. No fim os hábitos de gestão são os mesmos em qualquer lugar, você tem que escutar as pessoas, você tem que entender o momento de evolução que a pessoa faz carreira, e aí você tem que decidir se você tem que direcionar mais as ações da pessoa, mais na atividade da pessoa ou se, basicamente, a pessoa já está num grau em que você.... que precisa só do seu apoio, do seu suporte, né; então você só tem que definir como gerir as pessoas com base no grau de desenvolvimento dessas pessoas, elas têm que ser mais dirigidas ou mais suportadas, no sentido de dar suporte; e isso serve pra qualquer cultura. 

    [0:15:18] – MM: Quero saber se você adquiriu novos hábitos lá, hábitos Argentinos, aprendeu a dançar tango, começou a comer mais...[risos],... carne?...rsrs. 

    [0:15:28] - PS:  Tango não, mas eu me apaixonei pelo churrasco argentino, pela parrilla, e hoje, churrasco pra mim tem que ser na parrilla. Então, na minha casa eu tenho uma parrilla argentina, aliás. 

    [0:15:42] – MM: E você sabe fazer, sabe cozinhar? 

    [0:15:45] – PS: Sei.... Cozinho muito bem... Churrasco, qualquer coisa... Massa! Até, massa, eu gosto de fazer a massa com.... faço a massa e ponho.... faço o recheio, o molho, eu gosto, gosto bastante de cozinhar 

     [0:16:01] – MM: Olha, que legal! Que bom!  E aí nesses momentos que você se dedica ao fazer comida, é mais pra família ou você costuma chamar amigos, também, os parentes... Como é essa sua relação com a comida? Porque dizem que comida é um ato de amor né?  

    [0:16:15] – PS: Comida é... 

    [0:16:16] – MM: A gente está ali, fazendo, e não é só pra você né, é pros outros...rsrsrs.., 

    [0:16:20] – PS: Exato!  É... É difícil  né, é muito difícil, mas normalmente é quando... quando têm visitas ou quando vão a família, é.... ou amigos, aí eu gosto de cozinhar, mas sempre quando é aquele momento de interação né, de integração também,  então quando você está próximo das pessoas; eu não gosto de me meter das pessoas, ficar lá, parado, sair com a comida pronta...rs... eu gosto de interagir; então, acho que o churrasco é muito gostoso porque você está junto das pessoas, você vai fazendo ao longo do tempo, uma...paella, eu gosto de fazer paella também, é gostoso, você faz junto com as pessoas, é um negócio que demora uma hora e meia, duas horas pra ficar pronto, e em tudo isso você vai conversando, vai bebendo e vai... e vai interagindo; eu acho um momento muito gostoso isso aí na vida social. 

    [0:17:09] – MM: Eu queria saber das suas..... dos seus hábitos aí do dia a dia, o que você definitivamente já digitalizou ou o que você ainda realiza analogicamente, assim: agenda, médico, teleconsulta, você já fez alguma, por exemplo? 

    [0:17:24] – PS: Nossa! Eu nunca fiz nenhuma teleconsulta, viu! Ainda sou tradicional [risos], médico ainda ... ainda é tradicional, mas... Mas hoje em dia é é... pelo jeito você começa a fazer isso sem perceber, por exemplo, meus filhos, é.... eu tenho uma filha de 11 anos e ela tem muita alergia, não muita alergia, mas ela tem alergia a nozes, à castanhas, essas coisas, e vira e mexe a gente está viajando e ela tem alguma crise alérgica e aí é.... é telefone e whatzapp, principalmente, né, agora com médico!  Num aniversário... O quadro dela é muito fácil medicar reguladamente, mas neste instante eu nunca fiz nenhuma telemedicina, pra mim, especificamente. 

    [0:18:07] – MM: Happy Hour virtual? Abre um vinho.... conecta com os amigos... 

    [0:18:14] – PS: Amigos e parentes distantes, a gente faz um vídeo.com e é muito prático, você nem percebe que está distante. Eu já tive esse hábito quando eu morei dois anos em Nova Iorque, né, quando eu saí do Uol, dois anos em Nova Iorque estudando, e aí... só estava eu, a minha esposa, naquela época lá, e ficamos dois anos sozinhos, então, o nosso contato com a família e com amigos era, basicamente, por...na época, era Skype né, não existia outra ferramenta que não o Skype. Então, hábito já antigo de a gente estar cada vez mais presente usando as possibilidades do mundo digital hoje em dia. 

    [0:18:55] – MM: Olha, eu sei que você ama fazer esportes, vários esportes, inclusive, mas, entre as suas atividades favoritas físicas, o golfe me chama atenção, porque ele tem algumas especificidades. Eu vou pontuar aqui algumas delas, assim, pra tentar ver se eu consigo conhecer mais de você, por exemplo: no golfe o maior adversário do jogador é ele mesmo né, porque ele tem que acertar os buracos com menos tacadas possível; então, quer dizer, o resultado dele depende dele, do esforço individual dele, do que ele desenvolveu pra ele mesmo. Como é que é isso pra você no seu dia a dia? O seu grau de exigência consigo mesmo e com os outros? Quero saber: como é que é você conviver com você mesmo, e como é que é trabalhar com o Paulo Samia? Como é que é ser amigo do Paulo Samia, é muito exigente? 

    [0:19:45] – PS: Acho que é uma exigência saudável né, acho que você citou o golfe e é interessante porque o golfe é o único esporte que não tem como você atrapalhar o seu adversário, é você com você mesmo. Então, é uma questão de concentração, é uma questão de treino, é uma questão de prática, é..... e é uma questão de você estar sempre... buscando se aprimorar nos pequenos detalhes;  o pequeno detalhe no golfe dá muita diferença quando você está pensando que a bolinha vai a 200, 220 metros, então se você... é um milímetro de variação na... na tacada, a bolinha vai 10, 20 metros diferente lá na frente. Então, acho que a precisão é muito importante, e eu procuro ser assim, também, no trabalho, eu sou muito criterioso, as pessoas, às vezes, brincam comigo que é.... quando se está passando uma apresentação rápida, vejo um número errado, eu falo: “—esse número não está batendo com o número de três slides anteriores”; então, eu sou muito detalhista nesse sentido e, com isso, as pessoas, elas vão se acostumando a trabalhar comigo; mas é um detalhe que não é aquele detalhe chato, do tipo: “— ah, você fez a cor diferente da outra cor”; não! Esse tipo de coisa não, eu acho que isso tipo de coisa as pessoas têm que ter total liberdade pra inovar; mas, em termos de qualidade da informação, de credibilidade da informação, ainda mais que a gente está com um veículo que trabalha com credibilidade da informação, mas é... pra tomada de decisão é muito importante você ter informações corretas, e eu sou muito exigente nesse sentido, né. Outras coisas do tipo criação, formato de apresentação, ou mesmo até como cada um vai gerir a sua... a sua estratégia dentro da sua área, eu deixo isso 100% a critério de diretores, de gerentes, porque é com isso que eles conseguem inovar, com isso que eles conseguem trazer coisas novas, e eu acredito muito que... é... a gente tem que cercar de pessoas boas né, é... não sei quem foi, eu escutei em algum lugar um dia, acho que foi o Steve Jobs que falou: “— não adianta nada a gente se cercar de pessoas boas e dizer pra eles o que eles têm que fazer”; eu me cerco, sim, de pessoas boas pra eles me dizerem o que têm que fazer, o que eu tenho que fazer, e é isso que eu busco com pessoas boas no meu time. Acho que eu incentivo todas as equipes a buscarem, cada vez mais, pessoas boas, pessoas que contribuam para o desenvolvimento do gestor, e não o contrário. 

    [0:22:24] – MM: Olha! 

    [0:22:25] – PS: Eu acho que é isso o... É isso que eu busco quando eu construo, busco construir times né, times que tenham muito a agregar a mim, principalmente, não só eu agregar a eles. 

    [0:22:36] - MM: Nisto você acaba, naturalmente, elevando a régua né, porque a pessoa pra trabalhar com você, então, ela precisa, também, te surpreender, te envolver, te inspirar, pra que ela também receba isso de você, esse apoio, esse suporte ou engajamento né, não deixa de ser uma exigência, seria mais uma condição, vamos dizer assim, que você propõe pra você mesmo né, qual é o ambiente de trabalho que você deseja se desenvolver? É assim, então, quem está dentro, está dentro. 

    [0:23:00] – PS: É... É uma troca né, eu acho que no ambiente de trabalho a gente passa a maior parte da nossa vida, quase, num ambiente de trabalho; então tem que ser uma troca, tem que ser uma aprendizagem constante, tem que ser uma troca de... de informações, mas, principalmente, troca de ideias, e eu brinco aqui no Uol, eu falo que nunca ninguém vai ser demitido por falar besteira, você pode ser demitido por não falar nada, mas por falar besteira nunca ninguém vai ser demitido. Então é um pouco da cultura.... É o principal ponto da cultura que eu busco ... é... eu busco trazer aqui por Uol que é isso, é ... as pessoas não têm que ter medo nenhum de trazer ideias novas, não têm que ter medo nenhum de lobar, nem de que fale a maior besteira, sempre vão ser recompensados por trazer coisas novas, mesmo que seja uma coisa... absurda, que não dê pra gente fazer agora...”Ah, vamos fazer um carro voador”...rs.... Ok! Talvez não agora, talvez daqui um tempo, mas a ideia é boa, vamos guardar essa ideia. Agora, a pessoa que não traz ideia, que não participa e que não interage nas trocas entre... entre os diferentes times, entre as diferentes unidades de negócio, isto é uma coisa também que, pra mim, é fundamental,  não pode existir CEO’s na empresa, a empresa toda tem que trabalhar como uma empresa só, então, não pode uma área olhar só pro seu lado, independente e esquecer a outra área, não; enquanto eu estou cuidando de uma área eu tenho que pensar como isso vai impactar as outras áreas que estão também na empresa e como a minha área pode alavancar o negócio de outra área ou outra unidade de negócio, e aí com isso a empresa como um todo cresce e todo mundo se beneficia, a gente sabe disso, empresa que cresce e empresa que tem resultado é uma empresa feliz, todo mundo fica feliz dentro da empresa, eu costumo falar isso de todas as maneiras. 

    [0:24:49] – MM: E esse ambiente que você descreveu, é livre pra criar, pra participar e, ó, a única grande regra seria contribuir, vamos dizer assim,  tem um pouco, também, do golfe, porque é um esporte que não tem aquele campo delimitado e tem o objetivo traçado e como você fazer, enfim, depende de você agora, se zuar muito, se jogar a bola no lago, por exemplo, né, tem penalidade, a gente não está aqui o dia inteiro pra esse jogo, o jogo pode durar o quanto for, mas, desde que todo mundo esteja no jogo né...rsrsrs 

    [0:25:18] – PS: Exatamente... 

    [0:25:18] – MM: Não vai brincar comigo, né...rsrsrs... 

    [0:25:21] – PS: Exatamente! E é engraçado essa analogia, eu nunca tinha pensado nessa analogia, mas tem todo sentido, porque, apesar de ser um esporte onde você está jogando consigo mesmo, mas é um esporte que você sempre joga com outras pessoas e com outros grupos que vêm atrás de você; então, você tem que ter aquela... aquela fluidez no jogo, você tem que ter aquela... aquele ritmo de jogo pra, principalmente, você não atrapalhar o outro grupo que está vindo atrás de você; então é, tem toda essa analogia com a empresa também, a gente tem que manter a fluidez na conversa, a fluidez no diálogo, a fluidez nas decisões pra não atrapalhar as outras pessoas que estão vindo; e mesmo na equipe, também, né?  A gente, enquanto diretor, a gente tem que estar sempre evoluindo, sempre crescendo, porque embaixo tem... tem gente que está vindo, atrás está vindo gente, estão vindo coordenadores, estão vindo os analistas que estão entrando agora que vão ser os diretores daqui a pouco tempo. E eu gosto que eles nos empurrem, eu não gosto de puxar ninguém; de novo, as pessoas têm que trazer, têm que trazer. As pessoas que são responsáveis por construir a sua carreira, dentro ou fora da empresa; eu acredito muito nisso, e eu gosto muito das pessoas que nos empurram e não aquelas que a gente tem que puxar. 

    [0:26:38] – MM: Rsrs....Com certeza!  Está fazendo, então, analogia com os carrões aí, tração traseira né, tudo de bom né! rsrsrs 

    [0:26:45] – PS: Isso!...Isso é uma coisa que você conhece bastante né? [risos]. 

    [0:26:49] – MM: Rsrs.... É melhor assim, né, melhor quando tem potência... 

    [0:26:52] – PS: Por certo, lógico... sem dúvida!! 

     [0:26:52 ] MM: ... o négocio empurra, do que... tração dianteira, não tem que ficar puxando o carro...rsrs 

    [[0:26:55] – PS: Não..... Tração traseira... Não é só o carro né, nos anos 50, anos 60, Estados Unidos, o Corvette.... 

    [0:27:03 – MM: Aiii... Olha, eu sinto na sua voz, assim, que você tem muito orgulho da sua trajetória, que você está super feliz, realizado aí no Uol, você curte o trabalho que você faz; você tem a formação em Administração de Empresas na FGV, você depois foi fazer MBA em Columbia University lá nos Estados Unidos, e essa dedicação, esses anos todos que você contou, pra uma indústria de comunicação percebo o quanto isso te preenche, mas eu quero saber se você ainda tem um grande sonho profissional a realizar, e se não um dos seus maior sonho pessoal, qual seria? 

    [0:27:39] – PS: Olha, Millena, acho que você resumiu bem, o meu sonho profissional está se realizando, ele se realizou nesses últimos dois anos quando eu assumi é... a direção do Uol, na verdade é um sonho que começou há 21 anos, como eu te falei, quando eu entrei no Uol, já entrei como gerente, gerente da área financeira, e... e eu me preparei em toda minha carreira pra isso, pra assumir uma posição de liderança dentro do Uol, principalmente, esse era o meu plano inicial, até quando eu saí do Uol, em 2006, e fui fazer MBA em Columbia, o meu plano de carreira era justamente esse. Quando a gente entra numa faculdade dessa você tem que apresentar qual o setor de carreira, você faz diversos ... é... diversas... diversos essays, o que eles falam né, são redações aonde você apresenta os seus planos de carreira futura, seus desafios, etc., e meu plano de carreira, desde aquela época, já era assumir uma direção sênior dentro do Uol,  que era o grupo que eu estava naquela época, saí pra me preparar, pra  ter mais coragem, pra ter uma experiência internacional mais completa, pra ter uma experiência acadêmica, também né, mais profunda, pessoalmente na área financeira e na área de mídia; então eu fiz especialização em finanças e na indústria de mídia lá em Columbia, que é referência lá, é referência mundial né,  Nova Iorque é onde estão todas as grandes redes de mídia  e supervisão, etc.,  e eu tive possibilidade de interagir dentro da faculdade com executivos de todas essas redes, todas essas empresas de mídia, e era um momento muito interessante, isso foi em 2006, era o momento onde o facebook estava surgindo, o facebook surgiu em 2004, então, eu acho que... naquela época a gente.... No final da faculdade a gente criou um grupo no facebook, mas ninguém nem sabia direito o que era facebook, é... o Google já existia, mas também ainda era uma empresa relativamente jovem né; então era um momento de muita modificação nesse mercado de mídia, e isso me apaixonou, e aí eu decidi buscar minha carreira, desenvolver minha carreira, cada vez mais, dentro desse mercado de mídia, tecnologia, sempre com viés financeiro. 

    [0:29:49] – MM: Então, agora, só falta um sonho pessoal né? Pra você ser feliz como pessoa, então, será que falta alguma coisa ou já está realizado? 

    [0:29:56] – PS: Ah, eu acho que o sonho pessoal.... o sonho pessoal é muito simples, é ver meus filhos crescerem cada vez mais.... mais felizes, mais bonitos, se formarem na faculdade e terem uma família também; eu acho que esse é o sonho de qualquer pessoa, e logo logo correr atrás disso daí. Eu comecei um pouco tarde, eu estou.... eu tenho uma filha de 11 e um filho de 7, então, vou ter que esperar um pouquinho isso, mas... mas está no tempo ainda...rs 

    [0:30:21´] – MM: Rsrs... Sorte que... 

    [0:30:24] – PS: Vai ser gosto, vai ser gostoso acompanhar. 

    [0:30:25] – MM: Com certeza! Sorte que a expectativa de vida da gente só aumenta, graças a Deus né? Então, imagina tem... 

    [0:30:31] – PS: Não tenha dúvidas! 

    [0:30:31] – MM: Rsrs... Tem muito tempo pra viver...rsrs 

    [0:30:35] – PS: Concordo. Sim, os 50 são os novos 30. 

    [0:30:37] – MM: É... Daqui a pouco a gente vai concluir que são os novos 20, etc., enfim... 

    [0:30:42] – PS: Exato! 

    [0:30:42] – MM: Nem faço mais conta...[risos]. Tá certo. Paulo, amei o nosso bate papo, a gente caminha pro encerramento, e a gente tem a oportunidade encerrar com uma música, e entre as suas favoritas eu vejo aqui que Your Song do Elton John é uma delas; é uma música muito bonita mesmo. Então, eu vou chamar essa música pra gente encerrar o nosso bate papo. Você tem alguma... alguma lembrança dessa música que você gostaria de dividir com a gente ou não? A gente fecha com esse... 

    [0:31:09] – PS: Eu acho que... Eu gosto muito da música, não só por ser uma música muito bonita, eu gosto muito da trajetória do Elton John mesmo né, eu acho que uma pessoa que passou por várias fases né, do mundo né, e é uma referência em termos de realização, de superação, é.... Eu tive uma oportunidade de estar num concerto dele nos 60 anos lá em Nova Iorque, em 2006, e desde lá eu comecei a admirar muito ele, e... essa uma das melhores música dele eu acho que é essa; adoraria fechar com essa música. 

    [0:31:43] – MM: Que privilégio! Muito bem, muito bem escolhido mesmo. A gente quando tem oportunidade de destacar pessoas que, realmente, conseguem impressionar né, e... e serem humanas, mesmo, no sentido literal, ali, e ele passou por tanta coisa, e conheceu tanta coisa, enfrentou tanta coisa, muito bem lembrado, o Elton John, gostei, inspirador esse nosso final! Obrigada pela sua presença, pela sua participação aqui no nosso podcast, foi muito legal ter você, eu amei saber mais de você, conhecer o seu lado pessoal. Quero te desejar cada vez mais sucesso, mais

    Escrito por Millena Machado

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