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    Polícia prende dezenas em confrontos em Jerusalém, nacionalistas gritam 'morte aos árabes'

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    Policiais israelenses a cavalo durante confrontos em Jerusalém 22/04/2021 REUTERS/Ammar Awad

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    Por Stephen Farrell e Rami Ayyub

    JERUSALÉM (Reuters) - Após uma noite de violência em Jerusalém, a polícia israelense fez mais de 50 prisões e médicos palestinos disseram que 100 pessoas ficaram feridas durante confrontos no Ramadã na cidade disputada entre israelenses e palestinos que é o epicentro da disputa israelo-palestina.

    Da noite de quinta-feira até a manhã desta sexta, a tropa de choque e a cavalaria da polícia tentaram manter separados os dois grupos de manifestantes --jovens palestinos com rojões e incendiando latas de lixo, e ultra-nacionalistas israelenses entoando slogans contra os árabes.

    A polícia posicionou veículos blindados lançando jatos de água misturada com uma substância de odor desagradável contra os dois grupos --os palestinos se reuniram no histórico Portão de Damasco e centenas de israelenses de extrema direita a alguns metros de distância.

    Confrontos e outros incidentes violentos entre palestinos e israelenses aconteceram durante todas as noites desde o início do mês sagrado muçulmano do Ramadã.

    Palestinos disseram que a polícia tentou impedi-los de realizar suas reuniões noturnas tradicionais do Ramadã no Portão de Damasco, um local histórico na parte norte da Cidade Velha e próxima a vários bairros palestinos.

    Enquanto isso, um vídeo publicado em rede social que mostraria um palestino estapeando um judeu ultra-ortodoxo em um trem de Jerusalém gerou protestos de israelenses e pedidos de políticos de extrema direita por uma ação mais dura da polícia.

    Os incidentes ameaçaram encerrar um longo período de relativa calma na cidade sagrada.

    Na noite de quinta, centenas de ultra-nacionalistas israelenses --muitos deles jovens e religiosos-- marcharam do centro de Jerusalém até o Portão de Damasco, onde a polícia havia montado uma barricada como precaução.

    Enquanto caminhavam, muitos gritaram 'morte aos árabes' e alguns balançavam bandeiras com a frase: 'Morte aos terroristas'.

    Um dos participantes da marcha, David, de 40 anos, disse que mora longe de Jerusalém, mas 'vim aqui para apoiar o meu povo'.

    'Sou judeu, sou um patriota e tenho orgulho do meu país', disse.

    Israel reivindica toda a cidade de Jerusalém, incluindo a parte oriental capturada em uma guerra em 1967, como sua capital. Os palestinos querem fazer de Jerusalém Oriental --que inclui locais sagrados para judeus, muçulmanos e cristãos-- a capital de seu futuro Estado.

    Escrito por Reuters

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