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Política de juros do BC está mais relacionada a descasamento doméstico entre demanda e oferta, diz Galípolo

Política de juros do BC está mais relacionada a descasamento doméstico entre demanda e oferta, diz Galípolo

Reuters

17/08/2026

Placeholder - loading - Presidente do Banco Central, Gabriel Galipolo, em coletiva de imprensa na sede da instituição, em Brasília, 26 de março de 2026. REUTERS/Adriano Machado
Presidente do Banco Central, Gabriel Galipolo, em coletiva de imprensa na sede da instituição, em Brasília, 26 de março de 2026. REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  17/08/2026

BRASÍLIA, 17 Ago (Reuters) - O atual ​ciclo da política monetária é mais explicado por questões internas do Brasil do que por temas globais, disse nesta segunda-feira o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ressaltando que a demanda vem crescendo mais que a oferta no país.

Em conferência promovida pelo Santander, Galípolo afirmou que o BC atua para que os juros estejam em patamar contracionista, em meio ⁠a ⁠um trabalho para equilibrar os ​dois ‌fatores.

'Tem vários indicadores ali de que essa é uma economia onde que a demanda vem crescendo de maneira mais acelerada do que a oferta', disse.

'Quando você ⁠olha para a política monetária, é óbvio que o ​mandato é você conseguir reequilibrar a oferta e demanda, ​e é por isso que ‌a gente coloca ​a taxa ⁠de juros no patamar restritivo.'

Para Galípolo, também é preciso buscar avanços estruturais no país para que a oferta seja ampliada ​por meio de uma maior produtividade, o que geraria um ciclo de crescimento sustentável da economia.

O Banco Central cortou neste mês a taxa Selic em 0,25 ponto ​percentual, a 14,00% ao ano, e deixou os próximos passos em aberto em meio a uma melhora no cenário corrente, argumentando que manterá “a restrição adequada” para assegurar a convergência da inflação à meta.

Em suas comunicações oficiais recentes, o BC chamou atenção para o lado da demanda, apontando medidas de ​estímulo do governo como fator de pressão com potencial para impactar ‌a curva de juros ⁠do país e a inflação.

Na apresentação desta segunda, porém, Galípolo não atribuiu diretamente ao governo as causas para ⁠essas pressões na demanda, citando crescimento do ⁠consumo puxado por uma ⁠alta da renda ⁠do ​trabalho e do crédito.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)

Reuters

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