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Portugal, ao contrário da Espanha, rejeita Exército europeu separado

Portugal, ao contrário da Espanha, rejeita Exército europeu separado

Reuters

15/04/2026

Placeholder - loading - Ministro da Defesa de Portugal, Nuno Melo, fala com a ministra da Defesa da Espanha, Margarita Robles, em Lisboa  1º de abril de 2025   REUTERS/Pedro Nunes
Ministro da Defesa de Portugal, Nuno Melo, fala com a ministra da Defesa da Espanha, Margarita Robles, em Lisboa 1º de abril de 2025 REUTERS/Pedro Nunes

Por Sergio Goncalves

LISBOA, 15 Abr (Reuters) - Portugal ​é contra a criação de um Exército europeu separado e, em vez disso, apoia o fortalecimento e a modernização de suas Forças Armadas dentro da aliança da Otan liderada pelos EUA, disse o ministro da Defesa do país, contrastando com a posição da vizinha Espanha.

Nuno Melo disse no final da terça-feira que Portugal é um membro fundador da Otan que valoriza os Estados Unidos, descrevendo Washington como ⁠um ⁠parceiro transatlântico fundamental.

'Não somos a favor ​de ‌um único Exército europeu', declarou ele a um comitê parlamentar, acrescentando que Portugal precisa investir em suas Forças Armadas para garantir que elas sejam capazes de cumprir suas missões designadas ⁠dentro da Otan.

Em meio a dúvidas sobre o compromisso do ​presidente dos EUA, Donald Trump, com a segurança da Europa, ​a Espanha pediu à União Europeia ‌que avance na criação ​de ⁠um Exército conjunto separado como forma de dissuasão.

O chefe da Otan, Mark Rutte, rejeitou os apelos por um Exército europeu, argumentando que isso ​custaria aos Estados membros muito mais do que os 5% do produto interno bruto que os países da Otan -- exceto a Espanha -- concordaram em gastar em defesa e investimentos relacionados até 2035. ​Madri afirmou que poderia cumprir seus compromissos gastando 2,1% do PIB.

Melo disse que Portugal aumentou seus gastos com defesa, de acordo com os critérios da Otan, para 6,12 bilhões de euros -- ou 2% do PIB -- em 2025, quatro anos antes do cronograma original. Em 2024, os gastos foram de cerca de 4,5 bilhões de euros, ou ​1,58% do PIB.

A Espanha também atingiu sua meta de 2% do PIB ‌no ano passado, gastando 33,5 ⁠bilhões de euros, um aumento de 44,5% em relação a 2024.

Portugal solicitou 5,8 bilhões de euros em empréstimos de baixo custo ⁠da UE para fortalecer suas Forças Armadas, ⁠disse Melo. Os novos equipamentos, ⁠incluindo fragatas, veículos ⁠blindados, ​satélites e drones, deverão ser entregues até 2030, 'se tudo correr bem', acrescentou.

Reuters

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