Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Powell retorna ao Congresso com dados que mostram um salto na inflação em janeiro

Powell retorna ao Congresso com dados que mostram um salto na inflação em janeiro

Reuters

12/02/2025

Placeholder - loading - Chair do Federal Reserve, Jerome Powell  12/02/2025. REUTERS/Nathan Howard
Chair do Federal Reserve, Jerome Powell 12/02/2025. REUTERS/Nathan Howard

Por Howard Schneider

WASHINGTON (Reuters) - O chair do Federal Reserve, Jerome Powell, repetiu nesta quarta-feira durante audiência no Congresso, convocada logo após dados mostrarem que os preços ao consumidor dos Estados Unidos subiram mais rápido do que o esperado em janeiro, que o banco central não tem pressa em cortar a taxa de juros.

'Estamos perto, mas não chegamos lá em relação à inflação. O dado de inflação de hoje... diz a mesma coisa', disse Powell ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara. 'Fizemos um grande progresso... mas ainda não chegamos lá'.

'Queremos manter a política monetária restritiva por enquanto', disse Powell em referência aos planos do Fed de manter sua taxa de juros de referência até que esteja claro que a inflação cairá para a meta de 2% do banco central.

O aumento dos preços de moradia, alimentos e energia, com uma alta acentuada também dos automóveis usados, fez com que o índice de preços ao consumidor subisse a uma taxa anual de 3% em janeiro, contra 2,9% no mês anterior.

A variação ficou um pouco acima das expectativas dos analistas e provavelmente reforçará a relutância do Fed em reduzir ainda mais a taxa de juros, já que as autoridades aguardam sinais de que as pressões dos preços na economia continuarão a diminuir.

Sob questionamento dos parlamentares, Powell reiterou que concorda que o Fed estava atrasado quando começou a aumentar a taxa de juros quando a inflação subiu em 2021, mas 'não sei quanta diferença isso teria feito', dado o eventual ritmo de aumento dos juros e a subsequente queda da inflação.

Uma próxima revisão da estratégia de política monetária do Fed, no entanto, examinará a experiência dos últimos anos e 'estaremos abertos a críticas e faremos ajustes discretos e apropriados', disse ele.

A inflação ao consumidor já subiu por quatro meses seguidos, o que levou operadores a apostarem que o Fed não cortará novamente a taxa básica de juros até setembro, e agora esperam que essa seja a única redução este ano.

Nas mídias sociais, o presidente Donald Trump pediu novamente que juros mais baixos andem 'de mãos dadas' com aumentos de tarifas que ele impôs e está planejando, um comentário repetido que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que se referia aos rendimentos dos títulos de longo prazo, e não à política monetária do Fed.

Mas as taxas de longo prazo também subiram com as notícias sobre a inflação, com o rendimento do Treasury de 10 anos subindo cerca de 10 pontos-base, para 4,6%.

No depoimento ao painel da Câmara, Powell repetiu a mesma declaração de abertura feita em uma audiência na terça-feira perante o Comitê Bancário do Senado.

A inflação tem sido a principal preocupação do banco central desde que começou a subir em 2021 para os níveis mais altos desde a década de 1980 e levou o Fed a aprovar uma série rápida de aumentos dos juros.

Desde então, a inflação voltou a se aproximar da meta de 2% do banco central. Porém, depois de começar a reduzir os juros no ano passado, o Fed passou a ficar em modo de espera, com as autoridades dizendo que estão preparadas para permanecer assim até que a inflação retome seu declínio e elas tenham mais clareza sobre a direção da economia sob o novo governo Trump.

'Não precisamos ter pressa', disse Powell ao Comitê Bancário do Senado na audiência de terça-feira.

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.