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    Fed mantém juros e sinaliza que cortes são possíveis este ano

    Por Howard Schneider e Jason Lange

    WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve sinalizou nesta quarta-feira que poderá cortar a taxa de juros em até 0,5 ponto percentual ao longo do resto do ano, respondendo à crescente incerteza econômica e a uma queda na expectativa de inflação.

    O Fed, que nesta quarta-feira manteve os juros após o fim de sua reunião de política monetária de dois dias, disse que 'agirá conforme apropriado para sustentar' uma expansão econômica de quase dez anos e abandonou a promessa de ser 'paciente' em ajustar juros.

    Quase metade das autoridades do banco agora mostra disposição de reduzir os custos de empréstimo ao longo dos próximos seis meses.

    Até mesmo alguns membros do Fed que não previram um corte de juros neste ano acreditam que 'o argumento para uma política de alguma forma mais acomodatícia se fortaleceu', disse o chair do Fed, Jerome Powell, em coletiva de imprensa após a reunião.

    O cenário-base continua 'favorável', disse ele, e 'não havia muito apoio para cortar juros agora nesta reunião'. Porém, acrescentou ele, haverá muitos dados a virem no curto prazo que ajudarão diretores a entender se os riscos de um desfecho menos favorável continuam a crescer.

    'Agiremos conforme o necessário, incluindo imediatamente se isso for apropriado, e usaremos nossas ferramentas para sustentar a expansão', disse ele.

    Enquanto as novas projeções econômicas mostraram que as visões de crescimento e desemprego das autoridades foram praticamente mantidas, eles projetaram inflação de apenas 1,5% no ano, ante 1,8% projetado em março.

    Eles acreditam ainda que a meta de inflação de 2% não será alcançada no próximo ano também.

    Sete dos 17 membros disseram esperar que seja apropriado cortar os juros em 0,5 ponto percentual até o fim de 2019, e um oitavo viu redução de 0,25 ponto como apropriado.

    Isso não foi suficiente para mudar a mediana da projeção de juros do Fed, que as autoridades estimaram que permanecerá na faixa entre 2,25% e 2,5% pelo resto do ano.

    Mas ainda assim representa uma significativa mudança nas visões do Fed. Parece que muitos, talvez a maioria, dos membros reduziram sua perspectiva para os juros em um ponto percentual. Apenas uma autoridade continua a ver alta dos juros como provável em 2019.

    A taxa de juros de longo prazo, medida para a situação da economia no longo prazo, foi reduzida a 2,5%, ante 2,80%.

    Junto com as mudanças no comunicado, as projeções desta quarta-feira abrem a porta para o banco central reduzir os juros no curto prazo se a economia enfraquecer, ou se as disputas comerciais dos EUA com a China e outros países se intensificarem.

    O Fed continuou a considerar o mercado de trabalho como 'forte' e disse que a 'expansão sustentada da atividade econômica' e eventual aumento da inflação ainda são 'os resultados mais prováveis'. A queda na inflação, entretanto, foi um golpe para o banco central, que espera alcançar sua meta em algum momento do próximo ano.

    O presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, que já havia defendido corte dos juros, foi o dissidente na decisão de política monetária desta quarta-feira.

    (Por Howard Schneider, Jason Lange e Ann Saphir)

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    Powell diz que Fed vai agir 'conforme apropriado' diante de riscos de comércio e outros

    Por Howard Schneider e Ann Saphir

    CHICAGO (Reuters) - O Federal Reserve vai responder 'conforme apropriado' aos riscos apresentados por uma guerra comercial global e outros acontecimentos recentes, afirmou nesta terça-feira o chairman do Fed em declarações que parecem abrir a porta sobre a possibilidade de um corte de juros.

    Em um breve comunicado incluído como parte de um discurso sobre questões mais amplas de política monetária, Powell disse que o Fed está 'monitorando de perto as implicações' de uma disputa comercial que tem, desde a última reunião do Fed, afetado os mercados acionários e de títulos globais e apresentado riscos aos EUA e ao crescimento econômico mundial.

    'Não sabemos como ou quando essas questões serão resolvidas', disse Powell. 'Como sempre, vamos agir conforme apropriado para sustentar a expansão, com mercado de trabalho forte e a inflação perto do nosso objetivo simétrico de 2%'.

    As declarações dele não incluíram uma referência à atual taxa de juros do Fed como apropriada, nem uma repetição da promessa de ser 'paciente' antes de elevar ou reduzir os juros de novo --ambas referências padrão nos últimos comunicados do Fed.

    As declarações também refletem uma crença menor no banco central norte-americano de que o governo do presidente Donald Trump vai resolver suas disputas com parceiros comerciais em um cronograma que apresente pouco risco para o crescimento econômico dos EUA.

    A perspectiva de elevadas tarifas globais e uma guerra comercial prolongada levaram o presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, a defender um corte de juros nesta semana, e intensificaram as apostas do mercado de que o Fed deixará de lado sua promessa de paciência e reduzirá os custos de empréstimo.

    O Fed vem mantendo os juros desde dezembro, quando os elevou para a faixa entre 2,25% e 2,5%. Embora em um nível baixo pelos padrões históricos, a taxa está em torno do nível que autoridades sentem ser 'neutra', o que significa não encorajar nem desencorajar os investimentos e os gastos.

    As declarações sobre comércio abriram comentários que dão um tom sombrio sobre o dilema que o Fed enfrenta. Com juros e inflação em níveis tão baixos, disse Powell, contrações futuras devem forçar o banco central a cortar de novos os juros para zero e recorrer a ferramentas 'não convencionais' como compra de títulos para sustentar a economia.

    'Haverá uma próxima vez', disse Powell ao abrir uma conferência de dois dias para discutir se deve-se tentar elevar a inflação e os juros, ou planejar mais rodadas de compras de ativos.

    Juros tão perto de zero 'se tornaram o desafio preponderante de política monetária no nosso tempo', disse Powell. 'Talvez seja a hora de retirar o termo 'não convencional' quando nos referimos a ferramentas que foram usadas na crise. Sabemos que ferramentas como essas deverão ser necessárias de alguma forma no futuro.'

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    Fed mantém taxa de juros após dados mostrarem economia saudável nos EUA

    Por Howard Schneider e Jason Lange

    WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve manteve a taxa de juros ??nesta quarta-feira, à medida que os membros do banco central dos Estados Unidos se animaram com os números de emprego no país e com o crescimento econômico, mantendo a esperança de que a inflação subirá.

    'Achamos que nossa posição de política é apropriada para o momento; não vemos um argumento forte para nos movimentarmos em outra direção', disse o chair do Fed, Jerome Powell, a jornalistas após o fim da reunião de dois dias do órgão. 'Vemos que estamos em um bom caminho para este ano'.

    Os membros do Fed disseram que a economia está em boa forma, com o crescimento contínuo do emprego e da economia, e um eventual aumento da inflação é ainda 'o cenário mais provável', com a expansão dos EUA chegando a 10 anos.

    'O mercado de trabalho continua forte ... a atividade econômica subiu a uma taxa sólida' nas últimas semanas, disse o Fed em comunicado, um dia depois de o presidente Donald Trump pedir redução das taxas em um ponto percentual e outras medidas para estimular a economia.

    O Fed também cortou o juro que paga a bancos sobre as reservas excedentes de 2,4 para 2,35 por cento, em um esforço para garantir que sua principal taxa de empréstimo overnight permaneça dentro da faixa alvo atual.

    A principal preocupação sinalizada na declaração de política é o nível atualmente 'silencioso' de inflação, que continua a ficar aquém da meta de 2 por cento do Fed. A declaração sugere que um declínio recente na inflação pode ser mais persistente do que o esperado, e não deve mais ser culpada simplesmente pela queda nos preços da energia.

    Os dados mais recentes mostraram inflação de cerca de 1,5 por cento anualizada, o que seria um problema se significasse que as famílias e as empresas têm dúvidas sobre a força da economia e estavam menos dispostas a gastar e investir.

    Powell disse a jornalistas que a queda no chamado núcleo da inflação deve-se principalmente a fatores transitórios, e previu que subiria novamente para a meta de 2 por cento.

    'Se virmos a inflação persistentemente abaixo (da meta), isso é algo com que vamos nos preocupar e algo que vamos levar em conta ao estabelecer a política', disse.

    Mas por ora a inflação baixa permite ao banco central ser 'paciente' ao decidir sobre mudanças em sua taxa básica de juros, que ficou na faixa de 2,25 a 2,50 por cento, disse ele.

    Não houve indicação na declaração de política monetária do Fed de que um corte ou aumento da taxa esteja em jogo tão cedo.

    O Fed aumentou as taxas quatro vezes em 2018 e, em dezembro, antecipou novos aumentos nos custos de empréstimos este ano. No início deste ano, interrompeu a campanha diante das preocupações com dados fracos nos Estados Unidos e no exterior.

    A decisão política foi unânime, um sinal de que o Fed segue firme na promessa de manter a taxa de juro inalterada até que dados econômicos dêem razão convincente para fazer o contrário.

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    Fed desiste de altas de juros em 2019 e planeja frear redução de seu balanço

    Por Howard Schneider e Trevor Hunnicutt

    WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) adotou uma postura menos agressiva nesta quarta-feira, sinalizando que não aumentará as taxas de juros neste ano, em meio a uma economia em desaceleração, e anunciando um plano para encerrar seu programa de redução de balanço até setembro.

    O Fed reiterou sua promessa de ser 'paciente' com a política monetária e disse que começará a desacelerar a redução de sua carteira de títulos do Tesouro em maio. A liquidação mensal cairá para 15 bilhões de dólares, ante 30 bilhões de dólares.

    No todo, as informações significam que, depois de apertar a política monetária em duas frentes de uma vez no ano passado, o Fed agora está fazendo uma pausa para se ajustar ao crescimento global mais fraco e a uma perspectiva um pouco mais fraca para a economia americana.

    'Pode levar algum tempo até que as perspectivas de emprego e inflação exijam claramente uma mudança na política (monetária)', disse o presidente do Fed, Jerome Powell, em entrevista coletiva após o final de uma reunião de política de dois dias.

    '(Ser) 'Paciente' significa que não vemos necessidade de apressar o julgamento.'

    A atualização das previsões econômicas, divulgada no final da reunião, também mostrou que os formuladores de política monetária abandonaram estimativas de qualquer aumento de taxa de juros em 2019, passando a ver apenas uma em 2020.

    Os contratos futuros de Fed Funds passaram a indicar probabilidade máxima até aqui de queda de juros em 2020.

    Mas, para Powell, a economia dos EUA está em um 'bom' estado e que a perspectiva é 'positiva'.

    Ainda assim, ponderou Powell, há riscos contínuos, incluindo aqueles relacionados à saída do Reino Unido da União Europeia (UE), a negociações comerciais dos EUA com a China e até mesmo às perspectivas para a economia norte-americana. O Fed está observando esses riscos de perto, segundo Powell.

    'Os dados não estão enviando um sinal de que precisamos nos mover em uma direção ou outra, na minha opinião', disse Powell. 'É um ótimo momento para sermos pacientes.'

    O dólar passou a mostrar firme queda no mundo após a sinalização do Fed.

    'O Fed superou as expectativas 'dovish' dos mercados, o que prejudicou o dólar', disse Joe Manimbo, analista sênior de mercado da Western Union Business Solutions. 'O Fed fez uma grande reviravolta na política. O fato de o Fed ter jogado a toalha em uma subida de taxa de 2019 foi particularmente dovish.'

    As novas projeções econômicas divulgadas mostraram enfraquecimento em todas as frentes em comparação com as previsões de dezembro, com o desemprego sendo um pouco maior neste ano, a inflação caindo e o crescimento econômico também menor.

    'O crescimento da atividade econômica desacelerou em relação à sua sólida taxa no quarto trimestre', disse o Fed em comunicado no qual manteve a taxa básica de juros no intervalo entre 2,25 por cento ao ano e 2,50 por cento.

    'Os indicadores recentes apontam um crescimento mais lento dos gastos das famílias e do investimento fixo das empresas no primeiro trimestre... a inflação global caiu.'

    No entanto, o Fomc ('Copom' dos EUA) disse que considera o crescimento 'sustentado' como o resultado mais provável.

    O Fed informou que encerrará o processo de redução de seu balanço em setembro, antes do que muitos analistas esperavam, desde que a economia e as condições do mercado monetário evoluam como esperado.

    PROJEÇÕES EM BAIXA

    Os formuladores de política monetária do Fed projetam o crescimento do Produto Interno Bruto desacelere para 2,1 por cento neste ano, ante previsão anterior de 2,3 por cento. A taxa de desemprego deve ficar em 3,7 por cento, ligeiramente acima da projeção de dezembro.

    A inflação para este ano deve ser de 1,8 por cento, contra 1,9 por cento estimada em dezembro passado.

    As novas projeções revelaram, de forma geral, um rebaixamento do cenário do Fed para a economia. Pelo menos nove dos 17 formuladores de política reduziram a trajetória esperada para os juros e coletivamente cortaram em 0,5 ponto percentual o juro esperado para o fim deste ano.

    O Fed elevou a taxa de juros sete vezes no período 2017-18 e agora está se aproximando de uma pausa com o juro a 2,6 por cento. Isso deixaria a taxa básica de juros bem abaixo do padrão histórico. As projeções mostram que o Fed não espera mais precisar deixar a política restritiva para combater a inflação.

    A decisão do Fomc nesta quarta-feira foi unânime.

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    Em mudança de política, Fed indica que será 'paciente' sobre futuras altas de juros

    WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve manteve nesta quarta-feira as taxas de juros e, em uma mudança formal de política, prometeu ser paciente em aumentar mais os custos dos empréstimos, o sinal mais claro de que o ciclo de aperto iniciado em 2015 pode ter terminado.

    Citando a crescente incerteza sobre a perspectiva econômica dos Estados Unidos, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que a argumentação para um aumento dos juros se 'enfraqueceu' e, em comunicado, o banco central norte-americano abandonou a expectativa anterior de algum aperto adicional.

    O Fed também adotou uma postura mais dovish sobre em relação à oferta de ativos, dizendo que está preparado para ajustar seus planos com base em desdobramentos econômicos e financeiros.

    Powell, falando a jornalistas após o fim da reunião de política monetária de dois dias do Fed, disse que o órgão deve parar de reduzir seu balanço de 4,1 trilhões de dólares logo, deixando-o com mais ativos do que o esperado anteriormente.

    'A situação agora pede paciência', disse ele, referindo-se à perspectiva de novos aumentos de juros. 'Eu acho que é a coisa certa. Eu sinto fortemente que é.'

    Considerados em conjunto, o anúncio do balanço e a mudança sobre os aumentos de juros visaram transmitir a máxima flexibilidade de um banco central que sofreu nas últimas semanas a volatilidade do mercado financeiro, sinais de desaceleração econômica global e uma paralisação parcial do governo dos EUA que turvou a economia.

    'Isso é uma mudança de 180 graus do que o Fed sinalizava apenas alguns meses atrás', disse Mohamed El-Erian, assessor econômico chefe da Allianz, em Newport Beach, Califórnia.

    Após o comunicado, as bolsas de Wall Street ampliaram ganhos, enquanto o dólar e os rendimentos de curto prazo caíram, à medida que os investidores avaliaram uma probabilidade ainda menor de alta dos juros em breve.

    As expectativas de mercado das taxas futuras caíram ainda mais. Contratos atrelados à taxa básica de juros do Fed apontaram uma chance em quatro de um aumento em 2019, e os contratos com vencimento em 2020 sinalizavam uma chance pequena, porém crescente, de corte de juros.

    O comunicado do Fed deixou a taxa básica de juros em um intervalo de 2,25 a 2,50 por cento ao ano.

    O banco central dos EUA disse que o crescimento continuado da economia e do emprego ainda é o resultado 'mais provável'. Mas removeu a linguagem do comunicado de dezembro de que os riscos para as perspectivas eram 'mais ou menos equilibrados'.

    O Fed elevou a taxa de juros quatro vezes no ano passado, a última delas em dezembro, quando sinalizou que aumentaria mais duas vezes este ano.

    A perspectiva econômica, no entanto, tornou-se mais nebulosa como resultado da recente volatilidade nos mercados financeiros e sinais de que o crescimento está desacelerando no exterior, inclusive na China e na zona do euro. Também há temores de que a paralisação parcial de 35 dias do governo dos EUA possa reduzir os gastos do consumidor.

    'Tendo em vista a evolução econômica e financeira global e as pressões inflacionárias moderadas, o comitê será paciente' na determinação dos aumentos futuros das taxas, afirmou o comitê do Fed que define as taxas de juros, no comunicado.

    O Fed não alterou a rolagem mensal de 50 bilhões de dólares em títulos dos Treasuries e títulos hipotecários de seu balanço. Alguns operadores instaram o banco a desacelerar ou interromper sua saída do mercado de títulos, ao menos por enquanto.

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    Muitos membros do Fed defendem paciência em relação a altas futuras dos juros, diz ata

    Por Jason Lange

    WASHINGTON (Reuters) - Muitos membros do Federal Reserve afirmaram no mês passado que poderiam ser pacientes sobre os futuros aumentos da taxa de juros e alguns não apoiaram o aumento decidido pelo banco central norte-americano no último mês de 2018, mostrou a ata da reunião realizada em 18 e 19 de dezembro.

    A divulgação da ata nesta quarta-feira ocorreu em meio a um crescente coro de membros da autoridade monetária afirmando que o Fed não precisa ter pressa em elevar mais os juros em meio a preocupações com o estresse do mercado financeiro e com a desaceleração da economia global.

    A ata mostrou que os membros do Fed ainda achavam que a economia dos EUA estava em boa forma no mês passado, quando o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) elevou seu intervalo de metas para os empréstimos overnight em 0,25 ponto percentual. Eles também sinalizaram na reunião que estavam no caminho para dois aumentos de taxa em 2019.

    Mas a ata deixou claro que havia preocupações crescentes sobre a turbulência nos mercados financeiros e relatos de uma desaceleração global.

    'Muitos participantes expressaram a opinião de que, especialmente em um ambiente de pressões inflacionárias moderadas, o comitê poderia se dar ao luxo de ser mais paciente em relação a um aperto adicional', de acordo com a ata.

    O documento também mostrou que 'vários' membros disseram que, antes de mudar os juros novamente, era importante para o Fed avaliar os riscos que se tornaram 'mais pronunciados nos últimos meses'.

    Depois de sofrer perdas significativas no quarto trimestre, o mercado de ações do EUA continuava turbulento.

    Os membros do Fed também discutiram a possibilidade de abandonar completamente as orientações futuras para as perspectivas futuras da política de taxas de juros.

    'Vários participantes expressaram a opinião de que pode ser apropriado nas próximas reuniões remover completamente a orientação e substituí-la por uma linguagem que enfatize a natureza dependente de dados das decisões', de acordo com a ata.

    Desde a reunião de dezembro, um crescente número de membros do banco central dos EUA, incluindo o chairman do Fed, Jerome Powell, defendeu parcimônia. Na quarta-feira, vários membros do Fed disseram que seriam cautelosos quanto a novos aumentos nas taxas de juros.

    Os membros do Fed também discutiram na reunião de dezembro uma série de opções para mudanças na estrutura do BC norte-americano para a execução da política monetária, de acordo com a ata. Entre essas opções, uma incluía a possibilidade de uma maior 'reserva' de títulos.

    Atualmente, o Fed está reduzindo o tamanho de seu balanço e seu plano de longo prazo é 'não ter mais títulos do que o necessário para implementar a política monetária de forma eficiente e eficaz'.

    Mas os membros do Fed discutiram como 'pode ??ser apropriado, em vez disso, fornecer um colchão de reservas suficiente para garantir que o Federal Reserve opere consistentemente na parte plana da curva de demanda de reserva', de acordo com a ata.

    Alguns membros do Fed disseram que o BC dos EUA também poderia reduzir o ritmo de queda das reservas, à medida que se aproxima do nível desejado de longo prazo.

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    Fed aumenta taxa de juros, reduz trajetória de aperto à frente

    Por Ann Saphir e Howard Schneider

    WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve elevou as taxas de juros nesta quarta-feira, como esperado, e disse manteve planos de apertar a política monetária, mesmo com autoridades do banco central dizendo que gostariam de reduzir o ritmo de altas de juros no próximo ano.

    Após semanas de volatilidade nos mercados e pedidos do presidente Donald Trump pela interrupção dos aumentos de juros, o Fed elevou a taxa em 0,25 ponto percentual. O chairman do Fed, Jerome Powell, também disse que o banco central continuaria reduzindo o tamanho de seu balanço atual em 50 bilhões de dólares por mês.

    A alta de juros, a quarta deste ano, era esperada, mas os comentários de Powell sobre o balanço do Fed em uma entrevista coletiva, embora uma repetição da postura do banco, levou a vendas generalizadas nos mercados acionários.

    O S&P 500 fechou em queda de 1,54 por cento. Os preços de títulos subiram, pressionando os rendimentos do Treasury de 10 anos abaixo de 2,80 por cento, para o menor nível desde maio. O dólar, enfraquecido na véspera, recuperou terreno contra a maioria das principais moedas.

    Ao reduzir a quantidade de títulos em seu balanço, o Fed coloca pressão adicional sobre as taxas de juros, algo que Trump pediu explicitamente nesta semana que fosse encerrado.

    'Eu acho que a redução do balanço tem sido suave e serviu seu propósito, e não vejo mudando isso', disse Powell a repórteres depois que o Fed elevou os juros para o intervalo entre 2,25 por cento a 2,5 por cento.

    O Fed reconheceu a incerteza crescente sobre o crescimento econômico global e expectativas de que a economia dos EUA vai desacelerar, com novas previsões econômicas mostrando que autoridades agora vêem apenas duas altas adicionais no próximo ano, contra três projetadas em setembro.

    O órgão disse que 'algum' aumento adicional gradual das taxas de juros seria necessário, uma mudança sutil que sugere que está se preparando para interromper as altas de juros.

    No comunicado, o Fed disse que os riscos para a economia estão balanceados e que 'seguirá monitorando desenvolvimentos econômicos e financeiros globais e avaliar suas implicações para a perspectiva econômica'.

    A decisão de elevar os custos de empréstimo mais uma vez deve irritar o presidente Donald Trump, que repetidas vezes classificou o aperto do banco central neste ano como algo que prejudica a economia.

    O Fed vem subindo os juros para reduzir o estímulo que a política monetária dá à economia, que está crescendo mais rápido do que os membros votantes de política monetária do banco vêem como uma taxa sustentável.

    Há temores, porém, de que a economia entre numa fase difícil no próximo ano, conforme o estímulo fiscal do governo Trump e pacote de corte de impostos de 1,5 trilhão de dólares perca força e a economia global desacelera.

    O Fed também fez um ajuste técnico amplamente esperado, elevando a taxa que os bancos pagam sobre o excesso de reservas em 20 pontos básicos para ter um controle melhor sobre a taxa básica de juros e mantê-la dentro do intervalo.

    'Acho que os mercados estavam procurando por mais, em termos de uma pausa', disse Jamie Cox, sócio na Harris Financial Group. 'Não é tão dovish quanto esperado, mas eu acredito que o Fed vai recuar ainda mais à medida que entramos no novo ano.'

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    SAIBA MAIS- A guerra (de palavras) de Trump contra o Fed em 5 pontos

    Por Ann Saphir e Howard Schneider

    WASHINGTON (Reuters) - Com as ações dos Estados Unidos bem abaixo de suas máximas recordes em setembro e eleições cruciais a menos de duas semanas, o presidente Donald Trump elevou suas críticas sobre os aumentos de juros do Federal Reserve e sobre Jerome Powell, o homem que ele escolheu para liderar o banco central dos EUA.

    Aqui estão algumas questões sobre os ataques verbais de Trump:

    Qual é a crítica de Trump ao Fed?

    Trump diz que o Fed está elevando os juros muito rápido, reduzido o impacto do estímulo econômico de cortes de impostos e desregulamentação e tornando mais difícil a vida de sua administração, à medida que as tarifas resultantes da guerra comercial dos EUA com a China e outros países começa a provocar impactos.

    Em uma entrevista nesta semana com o Wall Street Journal, Trump também reclamou que o Fed, que vem aumento as taxas de juros durante seu mandato, depois de mantê-las próximas a zero durante a maior parte dos dois mandatos do presidente anterior Barack Obama, está dificultando o pagamento da dívida pelos Estados Unidos.

    Há alguma evidência de que o Fed está segurando a economia?

    É verdade que taxas de juros mais altas vão, eventualmente, esfriar a economia, que cresceu a uma taxa anualizada de 4,2 por cento no segundo trimestre, o dobro do crescimento potencial estimado. Muitos membros votantes do Fed esperam que os custos de empréstimos mais altos comecem a restringir o crescimento após dois ou três novas altas. As condições financeiras no geral têm permanecido favoráveis e o desemprego caiu ao menor nível em 49 anos, mesmo com o Fed elevando os juros três vezes sob Powell.

    O que Trump pode fazer para influenciar a política do Fed?

    Indiretamente, o presidente dos Estados Unidos pode modificar gradualmente a composição do órgão que decide sobre a política monetária com indicações sucessivas, escolhendo candidatos que são favoráveis a juros mais baixos e política mais frouxa. Entretanto, os integrantes do board indicados por Trump até agora aderiram largamente a Powell.

    Trump indicou três outros candidatos para ocupar postos vagos no diretoria do Fed. Duas delas --a reguladora bancária de Kansas Michelle Bowman e a ex-funcionária do Fed Nellie Liang-- não são conhecidas por ter fortes preferências sobre a política de juros, enquanto um terceiro, Marvin Goodfriend, da Universidade Carnegie Mellon, é amplamente considerado a favor de juros altos.

    Trump não têm poder sobre as indicações de presidentes regionais do Fed, que controlam cinco dos nove votos atuais na política monetária do Fed. Eles controlarão cinco de 12 votos, uma vez que todos os assentos do board forem ocupados.

    Trump poderia tentar demitir Powell 'com causa' sob o Ato do Federal Reserve, embora decisões judiciais anteriores envolvendo outras agências indicam que desentendimentos sobre política não cumpriria este requisito. Uma outra opção, dado o quanto isso seria inquietante para o mercado financeiro, seria convencer o Congresso a emendar o Ato para permitir uma demissão mais fácil do chairman do Fed.

    Outros presidentes dos EUA criticaram o Fed e pressionaram por uma mudança de curso, e com que efeitos?

    Em décadas recentes, os presidentes dos EUA se mantiveram distantes da política do Fed, mas em um passado mais distante manifestaram publicamente seu descontentamento e impaciência com o banco central. George H.W. Bush culpou o chair do Fed à época, Alan Greenspan, por sua derrota eleitoral em 1992, e Lyndon B. Johnson teve embates em 1965 com o então chefe do Fed, William McChesney Martin, sobre aumentos de juros.

    A cientista política da George Washington University Sarah Binder, que publicou um livro sobre as relações do Fed com autoridades eleitas, disse que embora os tuítes de Trump ganhem muita atenção, eles ficam longe das demandas feitas pessoalmente por presidentes a chefes do Fed nas décadas de 1960 e 1970.

    Talvez de forma mais significativa, o presidente Richard Nixon substituiu Martin por Arthur Burns, que capitulou ante a pressão da Casa Branca por juros menores no que é amplamente visto como um erro de política que alimentou um aumento da inflação.

    Como o Fed está respondendo e quais são os riscos dos ataques do Trump?

    Até agora, os ataques verbais de Trump não tiveram um impacto perceptível no Fed, que vem se atendo ao plano de elevações graduais dos juros para níveis que considera mais apropriados para uma economia em crescimento e saudável.

    Um risco é de investidores começarem a e perguntar se o Fed vai continuar a manter sua postura se Trump persistir nas críticas, criando uma incerteza sobre a direção da política monetária dos Estados Unidos e potencialmente diminuindo a confiança do mercado.

    (Reportagem de Ann Saphir e Howard Schneider; reportagem adicional de Jonathan Spicer)

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    Todos os integrantes do Fed endossaram alta de juros em setembro, mostra ata

    Por Jason Lange e Pete Schroeder

    WASHINGTON (Reuters) - Todos os membros votantes do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, apoiaram o aumento da taxa de juros no mês passado em um encontro onde eles também concordaram, de maneira geral, que os custos de empréstimos devem subir mais, de acordo com a ata do encontro divulgada nesta quarta-feira.

    Foi a terceira alta deste ano e a demonstração de unanimidade no encontro de 25 e 26 de setembro pode impulsionar as expectativas de que o comitê de definição dos juros do banco central vai aumentar os juros novamente em dezembro.

    'Todos os participantes expressaram a visão de que seria apropriado para o comitê continuar sua abordagem gradual de firmar a política monetária elevando o intervalo da meta para a taxa de juros', de acordo com a ata.

    Comparada à ata do encontro anterior do Fed realizado em agosto, o documento de setembro parece mostrar menos discussão sobre a perspectivas de que uma recessão poderia estar a caminho. Em vez disso, alguns dos membros do Fed aparentemente viram alguma indicação de maior força da economia dos EUA.

    'Quase todos os participantes viram poucas mudanças em suas avaliações sobre as perspectivas da economia, embora alguns deles tenham julgado que dados recentes indicam que o ritmo da atividade econômica estava mais forte do que o esperado mais cedo no ano', de acordo com a ata.

    Os membros votantes do Fed notaram que a relativa fraqueza da economia internacional poderia criar 'potencial para fortalecimento adicional do dólar' norte-americano, um fator que poderia pesar sobre exportações dos EUA.

    A economia dos EUA tem crescido neste ano em ritmo mais rápido do que muitos economistas julgam possível sem gerar inflação mais alta, com a taxa de desemprego ao nível mais baixo em décadas.

    O Fed vem subindo os juros desde 2015 e depois do aumento no mês passado parou de descrever a postura da política monetária como 'expansionista', significando que a instituição deixou de pensar que o nível das taxas de juros está estimulando a economia.

    A ata mostrou que 'quase todos' os membros votantes concordaram que é hora de parar de dizer que eles estavam estimulando a economia.

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    Trump chama Fed de 'louco' e diz que ainda tem 'muito mais a fazer sobre a China' em entrevista à Fox

    Por Howard Schneider e Susan Heavey

    WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou as críticas contra o Federal Reserve nesta quinta-feira, dizendo que a política de juros da autoridade monetária norte-americana é 'ridícula' e está tornando mais caro para seu governo financiar o seu déficit crescente.

    'Estou pagando juros a uma taxa alta por causa do nosso Fed. E eu gostaria que nosso Fed não fosse tão agressivo porque acho que eles estão cometendo um grande erro', disse Trump em entrevista ao programa 'Fox & Friends'.

    Este foi o seu segundo ataque contra o banco central dos Estados Unidos nas últimas 24 horas, após um queda em Wall Street parcialmente atribuída a investidores que se ajustaram totalmente aos aumentos constantes dos juros pelo Fed, e a um aumento em particular nos rendimentos dos títulos de longo prazo do Tesouro norte-americano, que são uma alternativa importante e mais segura ao investimento em ações.

    O conselheiro econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, rapidamente disse que o Fed estava 'no alvo' em políticas que estavam respondendo a uma economia forte.

    O aumento das taxas de juros é 'um sinal de saúde econômica, algo que deve ser bem-vindo e não temido', disse Kudlow à rede de TV CNBC. 'O presidente não está ditando a política para o Fed ... Eles são independentes. Eles vão fazer o que vão fazer.'

    Outros presidentes dos EUA já criticaram o banco central, mas esta foi uma crítica incomum até mesmo para Trump. Desde o fechamento da sessão de quarta-feira de Wall Street, ele chamou o Fed de 'louco', 'maluco' e 'ridículo', e classificou os aumentos dos juros de 'agressivos demais' e 'um grande erro'. Os mercados acionários do EUA abriram em queda nesta quinta-feira.

    “O problema que tenho é com o Fed. O Fed está ficando louco. Quer dizer, eu não sei qual é o problema deles, mas eles estão aumentando as taxas de juros e isso é ridículo”, disse Trump na noite de quarta-feira. “O problema na minha opinião são os Treasuries e o Fed. O Fed está ficando louco e não há razão para fazer isso e não estou feliz com isso. ”

    Uma autoridade do Fed disse que o banco central não comentará as declarações do presidente.

    Líderes econômicos globais, incluindo o chefe do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, defenderam o Fed, observando que a independência da política monetária da influência de autoridades eleitas tornou-se um marco de governança econômica eficaz e ajuda a impedir que políticos usem dinheiro barato para seus próprios interesses.

    Nas reuniões do FMI em Bali, Lagarde disse que 'não associaria' o presidente do Fed, Jerome Powell, 'à loucura'.

    O Fed elevou as taxas de juros no mês passado, e espera-se que o faça novamente em dezembro. Autoridades do Fed, incluindo Powell, o presidente escolhido por Trump, disseram enfaticamente que não serão influenciados por comentários de autoridades eleitas e tomarão decisões com base em dados econômicos.

    Até agora, isso foi forte o suficiente para garantir aumentos constantes nas taxas, um sinal da perspectiva do Fed de que a economia se recuperou completamente da crise financeira de 2007 a 2009. Um pouco acima de 2 por cento, a taxa de juros de curto prazo do Fed permanece baixa pelos padrões históricos, e as condições financeiras ainda são consideradas frouxas e propícias ao crescimento econômico.

    O rendimento do título de 10 anos do Tesouro norte-americano subiu para cerca de 3,1 por cento, em comparação com cerca de 2,1 por cento no ano passado.

    As taxas de juros gradualmente crescentes, dizem as autoridades do Fed, buscam evitar um aumento rápido da inflação, enquanto permanecem baixas o suficiente para que a recuperação econômica e a forte geração do emprego continuem.

    CHINA

    O presidente norte-americano também afirmou que suas políticas econômicas e comerciais prejudicaram a economia da China e que ainda há muito mais que ele pode fazer.

    'Eu tenho muito mais o que fazer', disse Trump em entrevista ao programa da Fox News, acrescentando que as pessoas na China viveram bem demais por muito tempo.

    (Por Doina Chiacu e Susan Heavey)

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    Fed eleva juros dos EUA e sinaliza fim de política monetária 'expansionista'

    Por Howard Schneider e Jason Lange

    WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, elevou a taxa de juros nesta quarta-feira, como esperado, e deixou sua perspectiva de política monetária para os próximos anos praticamente inalteradas em meio ao crescimento econômico estável e a um mercado de trabalho forte no país.

    Em um comunicado que marcou o fim da era de política monetária 'expansionista', as autoridades do Fed elevaram os juros básicos em 0,25 ponto percentual, para um intervalo de 2,00 a 2,25 por cento.

    O Fed ainda prevê outro aumento de juros em dezembro, mais três no ano que vem e um aumento em 2020.

    Isso colocaria os juros do Fed em 3,4 por cento, cerca de 0,5 ponto percentual acima da taxa de juros 'neutra' estimada, na qual os juros não estimulam nem restringem a economia.

    A projeção é de que essa postura de política monetária de maior rigidez permaneça até 2021.

    Mas o Fed vê a economia norte-americana crescendo a um ritmo mais rápido do que o esperado de 3,1 por cento este ano e continuando a expandir moderadamente por pelo menos mais três anos, em meio ao desemprego baixo e inflação estável perto da meta de 2 por cento do banco central dos EUA.

    'O mercado de trabalho continuou a se fortalecer ... a atividade econômica vem subindo a um ritmo forte', disse o Fed em comunicado que removeu sua antiga referência ao fato de que a política monetária permanecia 'expansionista'.

    O Fed não inseriu nenhuma linguagem substituta para a frase, que foi algo básico em sua orientação para os mercados financeiros e a população norte-americana durante grande parte da última década. A redação se tornou menos e menos precisa desde que o banco central começou a aumentar os juros no final de 2015 de um nível próximo de zero, e sua remoção significa que o Fed agora considera juros quase neutros.

    O aumento desta quarta-feira foi o terceiro em 2018 e o sétimo nos últimos oito trimestres. Antes do comunicado desta quarta-feira, os operadores colocavam a chance de um aumento dos juros em 95 por cento, de acordo com o CME Group.

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