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    Fed desiste de altas de juros em 2019 e planeja frear redução de seu balanço

    Por Howard Schneider e Trevor Hunnicutt

    WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) adotou uma postura menos agressiva nesta quarta-feira, sinalizando que não aumentará as taxas de juros neste ano, em meio a uma economia em desaceleração, e anunciando um plano para encerrar seu programa de redução de balanço até setembro.

    O Fed reiterou sua promessa de ser 'paciente' com a política monetária e disse que começará a desacelerar a redução de sua carteira de títulos do Tesouro em maio. A liquidação mensal cairá para 15 bilhões de dólares, ante 30 bilhões de dólares.

    No todo, as informações significam que, depois de apertar a política monetária em duas frentes de uma vez no ano passado, o Fed agora está fazendo uma pausa para se ajustar ao crescimento global mais fraco e a uma perspectiva um pouco mais fraca para a economia americana.

    'Pode levar algum tempo até que as perspectivas de emprego e inflação exijam claramente uma mudança na política (monetária)', disse o presidente do Fed, Jerome Powell, em entrevista coletiva após o final de uma reunião de política de dois dias.

    '(Ser) 'Paciente' significa que não vemos necessidade de apressar o julgamento.'

    A atualização das previsões econômicas, divulgada no final da reunião, também mostrou que os formuladores de política monetária abandonaram estimativas de qualquer aumento de taxa de juros em 2019, passando a ver apenas uma em 2020.

    Os contratos futuros de Fed Funds passaram a indicar probabilidade máxima até aqui de queda de juros em 2020.

    Mas, para Powell, a economia dos EUA está em um 'bom' estado e que a perspectiva é 'positiva'.

    Ainda assim, ponderou Powell, há riscos contínuos, incluindo aqueles relacionados à saída do Reino Unido da União Europeia (UE), a negociações comerciais dos EUA com a China e até mesmo às perspectivas para a economia norte-americana. O Fed está observando esses riscos de perto, segundo Powell.

    'Os dados não estão enviando um sinal de que precisamos nos mover em uma direção ou outra, na minha opinião', disse Powell. 'É um ótimo momento para sermos pacientes.'

    O dólar passou a mostrar firme queda no mundo após a sinalização do Fed.

    'O Fed superou as expectativas 'dovish' dos mercados, o que prejudicou o dólar', disse Joe Manimbo, analista sênior de mercado da Western Union Business Solutions. 'O Fed fez uma grande reviravolta na política. O fato de o Fed ter jogado a toalha em uma subida de taxa de 2019 foi particularmente dovish.'

    As novas projeções econômicas divulgadas mostraram enfraquecimento em todas as frentes em comparação com as previsões de dezembro, com o desemprego sendo um pouco maior neste ano, a inflação caindo e o crescimento econômico também menor.

    'O crescimento da atividade econômica desacelerou em relação à sua sólida taxa no quarto trimestre', disse o Fed em comunicado no qual manteve a taxa básica de juros no intervalo entre 2,25 por cento ao ano e 2,50 por cento.

    'Os indicadores recentes apontam um crescimento mais lento dos gastos das famílias e do investimento fixo das empresas no primeiro trimestre... a inflação global caiu.'

    No entanto, o Fomc ('Copom' dos EUA) disse que considera o crescimento 'sustentado' como o resultado mais provável.

    O Fed informou que encerrará o processo de redução de seu balanço em setembro, antes do que muitos analistas esperavam, desde que a economia e as condições do mercado monetário evoluam como esperado.

    PROJEÇÕES EM BAIXA

    Os formuladores de política monetária do Fed projetam o crescimento do Produto Interno Bruto desacelere para 2,1 por cento neste ano, ante previsão anterior de 2,3 por cento. A taxa de desemprego deve ficar em 3,7 por cento, ligeiramente acima da projeção de dezembro.

    A inflação para este ano deve ser de 1,8 por cento, contra 1,9 por cento estimada em dezembro passado.

    As novas projeções revelaram, de forma geral, um rebaixamento do cenário do Fed para a economia. Pelo menos nove dos 17 formuladores de política reduziram a trajetória esperada para os juros e coletivamente cortaram em 0,5 ponto percentual o juro esperado para o fim deste ano.

    O Fed elevou a taxa de juros sete vezes no período 2017-18 e agora está se aproximando de uma pausa com o juro a 2,6 por cento. Isso deixaria a taxa básica de juros bem abaixo do padrão histórico. As projeções mostram que o Fed não espera mais precisar deixar a política restritiva para combater a inflação.

    A decisão do Fomc nesta quarta-feira foi unânime.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Em mudança de política, Fed indica que será 'paciente' sobre futuras altas de juros

    Em mudança de política, Fed indica que será 'paciente' sobre futuras altas de juros

    WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve manteve nesta quarta-feira as taxas de juros e, em uma mudança formal de política, prometeu ser paciente em aumentar mais os custos dos empréstimos, o sinal mais claro de que o ciclo de aperto iniciado em 2015 pode ter terminado.

    Citando a crescente incerteza sobre a perspectiva econômica dos Estados Unidos, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que a argumentação para um aumento dos juros se 'enfraqueceu' e, em comunicado, o banco central norte-americano abandonou a expectativa anterior de algum aperto adicional.

    O Fed também adotou uma postura mais dovish sobre em relação à oferta de ativos, dizendo que está preparado para ajustar seus planos com base em desdobramentos econômicos e financeiros.

    Powell, falando a jornalistas após o fim da reunião de política monetária de dois dias do Fed, disse que o órgão deve parar de reduzir seu balanço de 4,1 trilhões de dólares logo, deixando-o com mais ativos do que o esperado anteriormente.

    'A situação agora pede paciência', disse ele, referindo-se à perspectiva de novos aumentos de juros. 'Eu acho que é a coisa certa. Eu sinto fortemente que é.'

    Considerados em conjunto, o anúncio do balanço e a mudança sobre os aumentos de juros visaram transmitir a máxima flexibilidade de um banco central que sofreu nas últimas semanas a volatilidade do mercado financeiro, sinais de desaceleração econômica global e uma paralisação parcial do governo dos EUA que turvou a economia.

    'Isso é uma mudança de 180 graus do que o Fed sinalizava apenas alguns meses atrás', disse Mohamed El-Erian, assessor econômico chefe da Allianz, em Newport Beach, Califórnia.

    Após o comunicado, as bolsas de Wall Street ampliaram ganhos, enquanto o dólar e os rendimentos de curto prazo caíram, à medida que os investidores avaliaram uma probabilidade ainda menor de alta dos juros em breve.

    As expectativas de mercado das taxas futuras caíram ainda mais. Contratos atrelados à taxa básica de juros do Fed apontaram uma chance em quatro de um aumento em 2019, e os contratos com vencimento em 2020 sinalizavam uma chance pequena, porém crescente, de corte de juros.

    O comunicado do Fed deixou a taxa básica de juros em um intervalo de 2,25 a 2,50 por cento ao ano.

    O banco central dos EUA disse que o crescimento continuado da economia e do emprego ainda é o resultado 'mais provável'. Mas removeu a linguagem do comunicado de dezembro de que os riscos para as perspectivas eram 'mais ou menos equilibrados'.

    O Fed elevou a taxa de juros quatro vezes no ano passado, a última delas em dezembro, quando sinalizou que aumentaria mais duas vezes este ano.

    A perspectiva econômica, no entanto, tornou-se mais nebulosa como resultado da recente volatilidade nos mercados financeiros e sinais de que o crescimento está desacelerando no exterior, inclusive na China e na zona do euro. Também há temores de que a paralisação parcial de 35 dias do governo dos EUA possa reduzir os gastos do consumidor.

    'Tendo em vista a evolução econômica e financeira global e as pressões inflacionárias moderadas, o comitê será paciente' na determinação dos aumentos futuros das taxas, afirmou o comitê do Fed que define as taxas de juros, no comunicado.

    O Fed não alterou a rolagem mensal de 50 bilhões de dólares em títulos dos Treasuries e títulos hipotecários de seu balanço. Alguns operadores instaram o banco a desacelerar ou interromper sua saída do mercado de títulos, ao menos por enquanto.

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    Muitos membros do Fed defendem paciência em relação a altas futuras dos juros, diz ata

    Por Jason Lange

    WASHINGTON (Reuters) - Muitos membros do Federal Reserve afirmaram no mês passado que poderiam ser pacientes sobre os futuros aumentos da taxa de juros e alguns não apoiaram o aumento decidido pelo banco central norte-americano no último mês de 2018, mostrou a ata da reunião realizada em 18 e 19 de dezembro.

    A divulgação da ata nesta quarta-feira ocorreu em meio a um crescente coro de membros da autoridade monetária afirmando que o Fed não precisa ter pressa em elevar mais os juros em meio a preocupações com o estresse do mercado financeiro e com a desaceleração da economia global.

    A ata mostrou que os membros do Fed ainda achavam que a economia dos EUA estava em boa forma no mês passado, quando o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) elevou seu intervalo de metas para os empréstimos overnight em 0,25 ponto percentual. Eles também sinalizaram na reunião que estavam no caminho para dois aumentos de taxa em 2019.

    Mas a ata deixou claro que havia preocupações crescentes sobre a turbulência nos mercados financeiros e relatos de uma desaceleração global.

    'Muitos participantes expressaram a opinião de que, especialmente em um ambiente de pressões inflacionárias moderadas, o comitê poderia se dar ao luxo de ser mais paciente em relação a um aperto adicional', de acordo com a ata.

    O documento também mostrou que 'vários' membros disseram que, antes de mudar os juros novamente, era importante para o Fed avaliar os riscos que se tornaram 'mais pronunciados nos últimos meses'.

    Depois de sofrer perdas significativas no quarto trimestre, o mercado de ações do EUA continuava turbulento.

    Os membros do Fed também discutiram a possibilidade de abandonar completamente as orientações futuras para as perspectivas futuras da política de taxas de juros.

    'Vários participantes expressaram a opinião de que pode ser apropriado nas próximas reuniões remover completamente a orientação e substituí-la por uma linguagem que enfatize a natureza dependente de dados das decisões', de acordo com a ata.

    Desde a reunião de dezembro, um crescente número de membros do banco central dos EUA, incluindo o chairman do Fed, Jerome Powell, defendeu parcimônia. Na quarta-feira, vários membros do Fed disseram que seriam cautelosos quanto a novos aumentos nas taxas de juros.

    Os membros do Fed também discutiram na reunião de dezembro uma série de opções para mudanças na estrutura do BC norte-americano para a execução da política monetária, de acordo com a ata. Entre essas opções, uma incluía a possibilidade de uma maior 'reserva' de títulos.

    Atualmente, o Fed está reduzindo o tamanho de seu balanço e seu plano de longo prazo é 'não ter mais títulos do que o necessário para implementar a política monetária de forma eficiente e eficaz'.

    Mas os membros do Fed discutiram como 'pode ??ser apropriado, em vez disso, fornecer um colchão de reservas suficiente para garantir que o Federal Reserve opere consistentemente na parte plana da curva de demanda de reserva', de acordo com a ata.

    Alguns membros do Fed disseram que o BC dos EUA também poderia reduzir o ritmo de queda das reservas, à medida que se aproxima do nível desejado de longo prazo.

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    Fed aumenta taxa de juros, reduz trajetória de aperto à frente

    Por Ann Saphir e Howard Schneider

    WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve elevou as taxas de juros nesta quarta-feira, como esperado, e disse manteve planos de apertar a política monetária, mesmo com autoridades do banco central dizendo que gostariam de reduzir o ritmo de altas de juros no próximo ano.

    Após semanas de volatilidade nos mercados e pedidos do presidente Donald Trump pela interrupção dos aumentos de juros, o Fed elevou a taxa em 0,25 ponto percentual. O chairman do Fed, Jerome Powell, também disse que o banco central continuaria reduzindo o tamanho de seu balanço atual em 50 bilhões de dólares por mês.

    A alta de juros, a quarta deste ano, era esperada, mas os comentários de Powell sobre o balanço do Fed em uma entrevista coletiva, embora uma repetição da postura do banco, levou a vendas generalizadas nos mercados acionários.

    O S&P 500 fechou em queda de 1,54 por cento. Os preços de títulos subiram, pressionando os rendimentos do Treasury de 10 anos abaixo de 2,80 por cento, para o menor nível desde maio. O dólar, enfraquecido na véspera, recuperou terreno contra a maioria das principais moedas.

    Ao reduzir a quantidade de títulos em seu balanço, o Fed coloca pressão adicional sobre as taxas de juros, algo que Trump pediu explicitamente nesta semana que fosse encerrado.

    'Eu acho que a redução do balanço tem sido suave e serviu seu propósito, e não vejo mudando isso', disse Powell a repórteres depois que o Fed elevou os juros para o intervalo entre 2,25 por cento a 2,5 por cento.

    O Fed reconheceu a incerteza crescente sobre o crescimento econômico global e expectativas de que a economia dos EUA vai desacelerar, com novas previsões econômicas mostrando que autoridades agora vêem apenas duas altas adicionais no próximo ano, contra três projetadas em setembro.

    O órgão disse que 'algum' aumento adicional gradual das taxas de juros seria necessário, uma mudança sutil que sugere que está se preparando para interromper as altas de juros.

    No comunicado, o Fed disse que os riscos para a economia estão balanceados e que 'seguirá monitorando desenvolvimentos econômicos e financeiros globais e avaliar suas implicações para a perspectiva econômica'.

    A decisão de elevar os custos de empréstimo mais uma vez deve irritar o presidente Donald Trump, que repetidas vezes classificou o aperto do banco central neste ano como algo que prejudica a economia.

    O Fed vem subindo os juros para reduzir o estímulo que a política monetária dá à economia, que está crescendo mais rápido do que os membros votantes de política monetária do banco vêem como uma taxa sustentável.

    Há temores, porém, de que a economia entre numa fase difícil no próximo ano, conforme o estímulo fiscal do governo Trump e pacote de corte de impostos de 1,5 trilhão de dólares perca força e a economia global desacelera.

    O Fed também fez um ajuste técnico amplamente esperado, elevando a taxa que os bancos pagam sobre o excesso de reservas em 20 pontos básicos para ter um controle melhor sobre a taxa básica de juros e mantê-la dentro do intervalo.

    'Acho que os mercados estavam procurando por mais, em termos de uma pausa', disse Jamie Cox, sócio na Harris Financial Group. 'Não é tão dovish quanto esperado, mas eu acredito que o Fed vai recuar ainda mais à medida que entramos no novo ano.'

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    SAIBA MAIS- A guerra (de palavras) de Trump contra o Fed em 5 pontos

    Por Ann Saphir e Howard Schneider

    WASHINGTON (Reuters) - Com as ações dos Estados Unidos bem abaixo de suas máximas recordes em setembro e eleições cruciais a menos de duas semanas, o presidente Donald Trump elevou suas críticas sobre os aumentos de juros do Federal Reserve e sobre Jerome Powell, o homem que ele escolheu para liderar o banco central dos EUA.

    Aqui estão algumas questões sobre os ataques verbais de Trump:

    Qual é a crítica de Trump ao Fed?

    Trump diz que o Fed está elevando os juros muito rápido, reduzido o impacto do estímulo econômico de cortes de impostos e desregulamentação e tornando mais difícil a vida de sua administração, à medida que as tarifas resultantes da guerra comercial dos EUA com a China e outros países começa a provocar impactos.

    Em uma entrevista nesta semana com o Wall Street Journal, Trump também reclamou que o Fed, que vem aumento as taxas de juros durante seu mandato, depois de mantê-las próximas a zero durante a maior parte dos dois mandatos do presidente anterior Barack Obama, está dificultando o pagamento da dívida pelos Estados Unidos.

    Há alguma evidência de que o Fed está segurando a economia?

    É verdade que taxas de juros mais altas vão, eventualmente, esfriar a economia, que cresceu a uma taxa anualizada de 4,2 por cento no segundo trimestre, o dobro do crescimento potencial estimado. Muitos membros votantes do Fed esperam que os custos de empréstimos mais altos comecem a restringir o crescimento após dois ou três novas altas. As condições financeiras no geral têm permanecido favoráveis e o desemprego caiu ao menor nível em 49 anos, mesmo com o Fed elevando os juros três vezes sob Powell.

    O que Trump pode fazer para influenciar a política do Fed?

    Indiretamente, o presidente dos Estados Unidos pode modificar gradualmente a composição do órgão que decide sobre a política monetária com indicações sucessivas, escolhendo candidatos que são favoráveis a juros mais baixos e política mais frouxa. Entretanto, os integrantes do board indicados por Trump até agora aderiram largamente a Powell.

    Trump indicou três outros candidatos para ocupar postos vagos no diretoria do Fed. Duas delas --a reguladora bancária de Kansas Michelle Bowman e a ex-funcionária do Fed Nellie Liang-- não são conhecidas por ter fortes preferências sobre a política de juros, enquanto um terceiro, Marvin Goodfriend, da Universidade Carnegie Mellon, é amplamente considerado a favor de juros altos.

    Trump não têm poder sobre as indicações de presidentes regionais do Fed, que controlam cinco dos nove votos atuais na política monetária do Fed. Eles controlarão cinco de 12 votos, uma vez que todos os assentos do board forem ocupados.

    Trump poderia tentar demitir Powell 'com causa' sob o Ato do Federal Reserve, embora decisões judiciais anteriores envolvendo outras agências indicam que desentendimentos sobre política não cumpriria este requisito. Uma outra opção, dado o quanto isso seria inquietante para o mercado financeiro, seria convencer o Congresso a emendar o Ato para permitir uma demissão mais fácil do chairman do Fed.

    Outros presidentes dos EUA criticaram o Fed e pressionaram por uma mudança de curso, e com que efeitos?

    Em décadas recentes, os presidentes dos EUA se mantiveram distantes da política do Fed, mas em um passado mais distante manifestaram publicamente seu descontentamento e impaciência com o banco central. George H.W. Bush culpou o chair do Fed à época, Alan Greenspan, por sua derrota eleitoral em 1992, e Lyndon B. Johnson teve embates em 1965 com o então chefe do Fed, William McChesney Martin, sobre aumentos de juros.

    A cientista política da George Washington University Sarah Binder, que publicou um livro sobre as relações do Fed com autoridades eleitas, disse que embora os tuítes de Trump ganhem muita atenção, eles ficam longe das demandas feitas pessoalmente por presidentes a chefes do Fed nas décadas de 1960 e 1970.

    Talvez de forma mais significativa, o presidente Richard Nixon substituiu Martin por Arthur Burns, que capitulou ante a pressão da Casa Branca por juros menores no que é amplamente visto como um erro de política que alimentou um aumento da inflação.

    Como o Fed está respondendo e quais são os riscos dos ataques do Trump?

    Até agora, os ataques verbais de Trump não tiveram um impacto perceptível no Fed, que vem se atendo ao plano de elevações graduais dos juros para níveis que considera mais apropriados para uma economia em crescimento e saudável.

    Um risco é de investidores começarem a e perguntar se o Fed vai continuar a manter sua postura se Trump persistir nas críticas, criando uma incerteza sobre a direção da política monetária dos Estados Unidos e potencialmente diminuindo a confiança do mercado.

    (Reportagem de Ann Saphir e Howard Schneider; reportagem adicional de Jonathan Spicer)

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    Todos os integrantes do Fed endossaram alta de juros em setembro, mostra ata

    Por Jason Lange e Pete Schroeder

    WASHINGTON (Reuters) - Todos os membros votantes do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, apoiaram o aumento da taxa de juros no mês passado em um encontro onde eles também concordaram, de maneira geral, que os custos de empréstimos devem subir mais, de acordo com a ata do encontro divulgada nesta quarta-feira.

    Foi a terceira alta deste ano e a demonstração de unanimidade no encontro de 25 e 26 de setembro pode impulsionar as expectativas de que o comitê de definição dos juros do banco central vai aumentar os juros novamente em dezembro.

    'Todos os participantes expressaram a visão de que seria apropriado para o comitê continuar sua abordagem gradual de firmar a política monetária elevando o intervalo da meta para a taxa de juros', de acordo com a ata.

    Comparada à ata do encontro anterior do Fed realizado em agosto, o documento de setembro parece mostrar menos discussão sobre a perspectivas de que uma recessão poderia estar a caminho. Em vez disso, alguns dos membros do Fed aparentemente viram alguma indicação de maior força da economia dos EUA.

    'Quase todos os participantes viram poucas mudanças em suas avaliações sobre as perspectivas da economia, embora alguns deles tenham julgado que dados recentes indicam que o ritmo da atividade econômica estava mais forte do que o esperado mais cedo no ano', de acordo com a ata.

    Os membros votantes do Fed notaram que a relativa fraqueza da economia internacional poderia criar 'potencial para fortalecimento adicional do dólar' norte-americano, um fator que poderia pesar sobre exportações dos EUA.

    A economia dos EUA tem crescido neste ano em ritmo mais rápido do que muitos economistas julgam possível sem gerar inflação mais alta, com a taxa de desemprego ao nível mais baixo em décadas.

    O Fed vem subindo os juros desde 2015 e depois do aumento no mês passado parou de descrever a postura da política monetária como 'expansionista', significando que a instituição deixou de pensar que o nível das taxas de juros está estimulando a economia.

    A ata mostrou que 'quase todos' os membros votantes concordaram que é hora de parar de dizer que eles estavam estimulando a economia.

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    Trump chama Fed de 'louco' e diz que ainda tem 'muito mais a fazer sobre a China' em entrevista à Fox

    Por Howard Schneider e Susan Heavey

    WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou as críticas contra o Federal Reserve nesta quinta-feira, dizendo que a política de juros da autoridade monetária norte-americana é 'ridícula' e está tornando mais caro para seu governo financiar o seu déficit crescente.

    'Estou pagando juros a uma taxa alta por causa do nosso Fed. E eu gostaria que nosso Fed não fosse tão agressivo porque acho que eles estão cometendo um grande erro', disse Trump em entrevista ao programa 'Fox & Friends'.

    Este foi o seu segundo ataque contra o banco central dos Estados Unidos nas últimas 24 horas, após um queda em Wall Street parcialmente atribuída a investidores que se ajustaram totalmente aos aumentos constantes dos juros pelo Fed, e a um aumento em particular nos rendimentos dos títulos de longo prazo do Tesouro norte-americano, que são uma alternativa importante e mais segura ao investimento em ações.

    O conselheiro econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, rapidamente disse que o Fed estava 'no alvo' em políticas que estavam respondendo a uma economia forte.

    O aumento das taxas de juros é 'um sinal de saúde econômica, algo que deve ser bem-vindo e não temido', disse Kudlow à rede de TV CNBC. 'O presidente não está ditando a política para o Fed ... Eles são independentes. Eles vão fazer o que vão fazer.'

    Outros presidentes dos EUA já criticaram o banco central, mas esta foi uma crítica incomum até mesmo para Trump. Desde o fechamento da sessão de quarta-feira de Wall Street, ele chamou o Fed de 'louco', 'maluco' e 'ridículo', e classificou os aumentos dos juros de 'agressivos demais' e 'um grande erro'. Os mercados acionários do EUA abriram em queda nesta quinta-feira.

    “O problema que tenho é com o Fed. O Fed está ficando louco. Quer dizer, eu não sei qual é o problema deles, mas eles estão aumentando as taxas de juros e isso é ridículo”, disse Trump na noite de quarta-feira. “O problema na minha opinião são os Treasuries e o Fed. O Fed está ficando louco e não há razão para fazer isso e não estou feliz com isso. ”

    Uma autoridade do Fed disse que o banco central não comentará as declarações do presidente.

    Líderes econômicos globais, incluindo o chefe do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, defenderam o Fed, observando que a independência da política monetária da influência de autoridades eleitas tornou-se um marco de governança econômica eficaz e ajuda a impedir que políticos usem dinheiro barato para seus próprios interesses.

    Nas reuniões do FMI em Bali, Lagarde disse que 'não associaria' o presidente do Fed, Jerome Powell, 'à loucura'.

    O Fed elevou as taxas de juros no mês passado, e espera-se que o faça novamente em dezembro. Autoridades do Fed, incluindo Powell, o presidente escolhido por Trump, disseram enfaticamente que não serão influenciados por comentários de autoridades eleitas e tomarão decisões com base em dados econômicos.

    Até agora, isso foi forte o suficiente para garantir aumentos constantes nas taxas, um sinal da perspectiva do Fed de que a economia se recuperou completamente da crise financeira de 2007 a 2009. Um pouco acima de 2 por cento, a taxa de juros de curto prazo do Fed permanece baixa pelos padrões históricos, e as condições financeiras ainda são consideradas frouxas e propícias ao crescimento econômico.

    O rendimento do título de 10 anos do Tesouro norte-americano subiu para cerca de 3,1 por cento, em comparação com cerca de 2,1 por cento no ano passado.

    As taxas de juros gradualmente crescentes, dizem as autoridades do Fed, buscam evitar um aumento rápido da inflação, enquanto permanecem baixas o suficiente para que a recuperação econômica e a forte geração do emprego continuem.

    CHINA

    O presidente norte-americano também afirmou que suas políticas econômicas e comerciais prejudicaram a economia da China e que ainda há muito mais que ele pode fazer.

    'Eu tenho muito mais o que fazer', disse Trump em entrevista ao programa da Fox News, acrescentando que as pessoas na China viveram bem demais por muito tempo.

    (Por Doina Chiacu e Susan Heavey)

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    Fed eleva juros dos EUA e sinaliza fim de política monetária 'expansionista'

    Por Howard Schneider e Jason Lange

    WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, elevou a taxa de juros nesta quarta-feira, como esperado, e deixou sua perspectiva de política monetária para os próximos anos praticamente inalteradas em meio ao crescimento econômico estável e a um mercado de trabalho forte no país.

    Em um comunicado que marcou o fim da era de política monetária 'expansionista', as autoridades do Fed elevaram os juros básicos em 0,25 ponto percentual, para um intervalo de 2,00 a 2,25 por cento.

    O Fed ainda prevê outro aumento de juros em dezembro, mais três no ano que vem e um aumento em 2020.

    Isso colocaria os juros do Fed em 3,4 por cento, cerca de 0,5 ponto percentual acima da taxa de juros 'neutra' estimada, na qual os juros não estimulam nem restringem a economia.

    A projeção é de que essa postura de política monetária de maior rigidez permaneça até 2021.

    Mas o Fed vê a economia norte-americana crescendo a um ritmo mais rápido do que o esperado de 3,1 por cento este ano e continuando a expandir moderadamente por pelo menos mais três anos, em meio ao desemprego baixo e inflação estável perto da meta de 2 por cento do banco central dos EUA.

    'O mercado de trabalho continuou a se fortalecer ... a atividade econômica vem subindo a um ritmo forte', disse o Fed em comunicado que removeu sua antiga referência ao fato de que a política monetária permanecia 'expansionista'.

    O Fed não inseriu nenhuma linguagem substituta para a frase, que foi algo básico em sua orientação para os mercados financeiros e a população norte-americana durante grande parte da última década. A redação se tornou menos e menos precisa desde que o banco central começou a aumentar os juros no final de 2015 de um nível próximo de zero, e sua remoção significa que o Fed agora considera juros quase neutros.

    O aumento desta quarta-feira foi o terceiro em 2018 e o sétimo nos últimos oito trimestres. Antes do comunicado desta quarta-feira, os operadores colocavam a chance de um aumento dos juros em 95 por cento, de acordo com o CME Group.

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    EXCLUSIVO-Trump diz que não está animado com Powell, do Fed, por aumento dos juros

    Por Jeff Mason e Steve Holland

    WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que ele 'não está animado' com o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, por elevar as taxas de juros e acusou a China e a Europa de manipularem suas respectivas moedas.

    Trump, que assustou investidores em julho quando criticou o aperto da política monetária do banco central dos EUA, disse à Reuters em uma entrevista, que ele acredita que o Fed deveria ser mais expansionista.

    'Não estou animado com os aumentos de juros dele, não. Não estou animado', disse Trump na entrevista, em referência a Powell. Trump nomeou Powell no ano passado para substituir Janet Yellen.

    Presidentes norte-americanos raramente criticaram o Fed nas décadas recentes, porque a independência do Fed é vista como importante para a estabilidade econômica.

    O mercado acionário caiu depois dos comentários de Trump à Reuters e o dólar aprofundou as perdas contra uma cesta de moedas .DXY.

    Trump, que também criticou o Fed como candidato a presidente em 2016, disse que outros países se beneficiaram das medidas dos bancos centrais durante duras negociações comerciais, mas que os Estados Unidos não estavam recebendo apoio do Fed.

    'Estamos negociando de forma muito forte com outros países. Nós vamos vencer. Mas durante este período de tempo eu deveria receber alguma ajuda do Fed. Os outros países estão acomodados', declarou Trump.

    O Fed elevou os juros duas vezes este ano e espera-se que ele aumente de novo as taxas no mês que vem.

    'Eu acho que a China está manipulando sua moeda, com certeza. E eu acho que o euro está sendo manipulado também', disse Trump.

    Trump tornou a redução dos déficits comerciais dos EUA uma prioridade, e a combinação de taxas de juros em elevação e um dólar mais forte representam riscos para o crescimento das exportações.

    Indagado nesta segunda-feira se ele acredita na independência do Fed, Trump disse: 'Eu acredito no Fed fazendo o que é bom para o país.'

    Powell assumiu como chefe do Fed no início deste ano.

    'Estou feliz com a minha escolha?', perguntou Trump à Reuters sobre Powell. 'Vou contar a vocês em sete anos.'

    (Reportagem adicional de James Oliphant)

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    Ainda há 'vários anos' de emprego forte e inflação baixa à frente, diz Powell do Fed

    Por Howard Schneider e Lindsay Dunsmuir

    WASHINGTON (Reuters) - O chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, disse nesta terça-feira que vê os Estados Unidos a caminho de anos de crescimento firme, mas foi confrontado em um depoimento no Congresso por senadores preocupados que as políticas comerciais do governo Trump já estariam prejudicando negócios em seus distritos.

    Em um depoimento por escrito perante o Comitê Bancário do Senado, e em sua resposta a questões sobre uma possível 'guerra comercial', o chefe do banco central dos EUA minimizou os riscos, dizendo que seria um resultado positivo se as negociações da administração resultassem em um mundo de tarifas mais baixas.

    Mas a democrata da Dakota do Norte Heidi Heitkamp afirmou que estava se frustrando com a ideia de 'dor no curto prazo para ganho de longo prazo', ressaltando que o setor de energia em seu Estado foi atingido por preços mais altos de aço por causa das tarifas de importação, e fazendeiros preocupam-se em perder participação de mercado por causa de tarifas retaliatórias impostas sobre os seus bens.

    'Não podemos nos dar ao luxo de enterrar a cabeça na areia', disse Heitkamp, sobre o impacto. 'Vamos olhar para trás para este momento, talvez em um ano, e dizer que foi o ponto em que viramos a esquina e a economia foi para baixo.'

    Ao mesmo tempo em que se manteve longe de críticas diretas à imposição de tarifas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, especialmente à China mas também de parceiros na Europa e outros, ele admitiu que as tarifas eram 'certamente' a abordagem errada e acrescentou que os Estados Unidos 'sentiriam isso em nível nacional', se tarifas permanecerem em vigor por muito tempo.

    Powell disse que, descontando o risco de uma guerra comercial tirar a recuperação global do caminho, a economia está à beira de 'vários anos' numa posição em que o mercado de trabalho continua forte e a inflação fica ao redor da meta de 2 por cento do Fed.

    Em um testemunho escrito ao Comitê Bancário do Senado, o chair do Fed sinalizou não apenas que acredita que a economia está indo bem, mas que uma era de crescimento estável pode continuar desde que o Fed acerte em suas decisões de política.

    'Com uma política monetária apropriada, o mercado de trabalho permanecerá forte e a inflação ficará próxima dos 2 por cento nos próximos anos', disse Powell em uma das mais fortes afirmações de que o Fed está ao alcance de suas metas mais de uma década depois que os Estados Unidos enfrentaram uma profunda crise financeira e recessão.

    TAXA DE JUROS

    O Fed 'acredita que -por enquanto- o melhor caminho é continuar elevando gradualmente a taxa de juros' de forma a acompanhar o fortalecimento da economia, mas não subi-la tão alto ou tão rápido de modo que isso enfraqueça o crescimento, disse.

    Ele não abordou suas opiniões sobre o ritmo apropriado de aperto ou se acha, como alguns de seus colegas argumentaram, que o Fed deveria pausar seu ciclo de aumento da taxa de juros em algum momento do próximo ano se a inflação continuar sob controle. A expectativa é que o BC norte-americano aumente as taxas mais duas vezes este ano, a partir do nível atual de entre 1,75 e 2 por cento.

    Powell vai comparecer diante de um comitê da Câmara na quarta-feira.

    Em comentários recentes, Powell e outras autoridades do Fed se recusaram a declarar 'vitória' em seus esforços para atingir a meta de inflação de 2 por cento, embora a maioria tenha reconhecido que, com o desemprego em 4 por cento, sua meta de emprego foi atingida.

    Mas a medida preferencial de inflação do Fed atingiu 2,3 por cento em maio, e chegou precisamente a 2 por cento depois de excluídos preços mais voláteis de alimentos e energia.

    A inflação está 'próxima' da meta do Fed e 'os dados recentes são encorajadores', disse Powell ao descrever as razões pelas quais ele acha que a expansão de quase uma década dos Estados Unidos deve continuar.

    As taxas de juros ainda baixas, um sistema financeiro estável, o crescimento global contínuo e o impulso dos recentes cortes de impostos e do aumento dos gastos federais 'continuam a apoiar a expansão', disse Powell.

    Depois de um sólido começo de ano, o crescimento parece ter acelerado à medida que 'ganhos robustos de emprego, aumento da renda depois de impostos e otimismo entre as famílias aumentaram os gastos dos consumidores nos últimos meses. O investimento das empresas continuou crescendo a um ritmo saudável', disse.

    Powell concordou com a incerteza em torno das políticas comerciais do governo Trump, que organizações como o Fundo Monetário Internacional (FMI) advertiram que poderiam conter o crescimento global se as rodadas de tarifas e retaliações de outros países aumentassem os preços, diminuíssem a demanda e interrompessem as cadeias globais de fornecimento.

    Mas 'é difícil prever o resultado final das discussões atuais sobre a política comercial', disse. No geral, os riscos para a economia foram 'mais ou menos equilibrados', com o 'caminho mais provável para a economia' sendo o de ganhos contínuos com emprego, inflação moderada e crescimento constante.

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    Ainda há 'vários anos' de emprego forte e inflação baixa à frente, diz Powell do Fed

    Por Howard Schneider

    WASHINGTON (Reuters) - O chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, disse que, descontando o risco de uma guerra comercial tirar a recuperação global do caminho, a economia está à beira de 'vários anos' numa posição em que o mercado de trabalho continua forte e a inflação fica ao redor da meta de 2 por cento do Fed.

    Em um testemunho escrito ao Comitê Bancário do Senado nesta terça-feira, o chair do Fed sinalizou não apenas que acredita que a economia está indo bem, mas que uma era de crescimento estável pode continuar desde que o Fed acerte em suas decisões de política.

    'Com uma política monetária apropriada, o mercado de trabalho permanecerá forte e a inflação ficará próxima dos 2 por cento nos próximos anos', disse Powell em uma das mais fortes afirmações de que o Fed está ao alcance de suas metas mais de uma década depois que os Estados Unidos suportaram uma profunda crise financeira e recessão.

    O Fed 'acredita que - por enquanto - o melhor caminho é continuar elevando gradualmente a taxa de juros' de forma a acompanhar o fortalecimento da economia, mas não subi-la tão alto ou tão rápido de modo que isso enfraqueça o crescimento, disse.

    Ele não abordou suas opiniões sobre o ritmo apropriado de aperto ou se acha, como alguns de seus colegas argumentaram, que o Fed deveria pausar seu ciclo de aumento da taxa de juros em algum momento do próximo ano se a inflação continuar sob controle. A expectativa é que o BC norte-americano aumente as taxas mais duas vezes este ano, a partir do nível atual de entre 1,75 e 2 por cento.

    Powell vai responder às perguntas dos senadores nesta manhã depois de apresentar seu testemunho por escrito. Além disso, vai comparecer diante de um comitê da Câmara na quarta-feira.

    Em comentários recentes, Powell e outras autoridades do Fed se recusaram a declarar 'vitória' em seus esforços para atingir a meta de inflação de 2 por cento, embora a maioria tenha reconhecido que, com o desemprego em 4 por cento, sua meta de emprego foi atingida.

    Mas a medida preferencial de inflação do Fed atingiu 2,3 por cento em maio, e chegou precisamente a 2 por cento depois de excluídos preços mais voláteis de alimentos e energia.

    A inflação está 'próxima' da meta do Fed e 'os dados recentes são encorajadores', disse Powell ao descrever as razões pelas quais ele acha que a expansão de quase uma década dos Estados Unidos deve continuar.

    As taxas de juros ainda baixas, um sistema financeiro estável, o crescimento global contínuo e o impulso dos recentes cortes de impostos e do aumento dos gastos federais 'continuam a apoiar a expansão', disse Powell.

    Depois de um sólido começo de ano, o crescimento parece ter acelerado à medida que 'ganhos robustos de emprego, aumento da renda depois de impostos e otimismo entre as famílias aumentaram os gastos dos consumidores nos últimos meses. O investimento das empresas continuou crescendo a um ritmo saudável', disse Powell.

    Powell concordou com a incerteza em torno das políticas comerciais do governo Trump, que organizações como o Fundo Monetário Internacional (FMI) advertiram que poderiam conter o crescimento global se as rodadas de tarifas e retaliações de outros países aumentassem os preços, diminuíssem a demanda e interrompessem as cadeias globais de fornecimento.

    Mas 'é difícil prever o resultado final das discussões atuais sobre a política comercial', disse ele. No geral, os riscos para a economia foram 'mais ou menos equilibrados', com o 'caminho mais provável para a economia' sendo o de ganhos contínuos com emprego, inflação moderada e crescimento constante.

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