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Preços ao produtor no Brasil sobem em dezembro após 10 meses, mas caem 4,53% em 2025

Preços ao produtor no Brasil sobem em dezembro após 10 meses, mas caem 4,53% em 2025

Reuters

11/02/2026

Placeholder - loading - Veículos novos no pátio de fábrica da General Motors em Gravataí, Rio Grande do Sul 30/05/2025 REUTERS/Diego Vara
Veículos novos no pátio de fábrica da General Motors em Gravataí, Rio Grande do Sul 30/05/2025 REUTERS/Diego Vara

SÃO PAULO, 11 Fev (Reuters) - Os preços ​ao produtor no Brasil subiram em dezembro pela primeira vez em 10 meses e terminaram 2025 com deflação acumulada de 4,53%, segunda maior queda anual desde o início da série histórica em 2014, informou Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

Em 2024, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) havia terminado com alta acumulada de 9,28%. Apenas em 2023 houve também deflação, de 4,99%.

Em dezembro, ⁠o ⁠IPP subiu 0,12%, depois de queda ​de ‌0,35% em novembro. No ano passado, somente janeiro também registrou avanço mensal dos preços.

Em dezembro, as quatro variações mais intensas foram: indústrias extrativas (3,13%); metalurgia (2,24%); máquinas, aparelhos e materiais ⁠elétricos (1,87%); e outros equipamentos de transporte (1,74%).

Segundo o IBGE, alimentos foi ​o setor industrial de maior destaque na composição do resultado ​agregado de dezembro, com impacto de -0,19 ‌ponto percentual, com ​queda ⁠de 0,76% na comparação mensal.

No acumulado do ano, as atividades que tiveram as maiores variações foram impressão (16,63%), indústrias extrativas (-14,39%), alimentos (-10,47%) e madeira (-9,85%). Já ​as principais influências vieram de alimentos (-2,70 p.p.), indústrias extrativas (-0,69 p.p.), refino de petróleo e biocombustíveis (-0,56 p.p.) e metalurgia (-0,56 p.p).

“O resultado negativo do indicador geral no acumulado no ano foi influenciado, ​principalmente, pelo setor de alimentos, com destaque para os menores preços dos açúcares no período, acompanhando o recuo dos preços no mercado internacional', disse Murilo Alvim, gerente do índice, citando ainda o setor extrativo, dos minérios de ferro, e o setor de refino de controle e biocombustíveis.

Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital ​avançaram 0,53% em dezembro e fecharam o ano com alta de ‌0,78%; bens intermediários subiram 0,34% ⁠no mês e caíram 7,27% em 2025; e bens de consumo recuaram 0,25% em dezembro e 1,53% no ano.

O IPP ⁠mede a variação dos preços de produtos ⁠na “porta da fábrica”, isto é, ⁠sem impostos e ⁠frete, ​de 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação.

(Por Camila Moreira)

Reuters

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