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Preços de importados nos EUA aumentam mais do que o esperado em maio

Preços de importados nos EUA aumentam mais do que o esperado em maio

Reuters

16/06/2026

Placeholder - loading - Pedestre passa por mercearia em Boston, EUA 25 de janeiro de 2026.   REUTERS/Brian Snyder
Pedestre passa por mercearia em Boston, EUA 25 de janeiro de 2026. REUTERS/Brian Snyder

WASHINGTON, 16 Jun (Reuters) - Os preços ​de importados nos Estados Unidos subiram mais do que o esperado em maio, em meio a fortes aumentos nos custos dos combustíveis e dos bens de capital, levando à maior alta anual em quase quatro anos.

Os preços de importados subiram 1,9% no mês passado, após um salto revisado para cima de 2,0% em abril, informou o Escritório ⁠de ⁠Estatísticas do Trabalho do Departamento ​do ‌Trabalho nesta terça-feira. Economistas consultados pela Reuters previam que os preços de importados, que excluem tarifas, subiriam 1,0% após um aumento de 1,9% registrado anteriormente ⁠em abril.

Nos 12 meses até maio, os preços de ​importados avançaram 6,7%. Esse resultado foi mais alto nessa ​base de comparação desde agosto ‌de 2022 e ​seguiu ⁠um aumento de 4,2% em abril.

Os preços do petróleo dispararam em meio à guerra envolvendo os EUA e Israel contra o ​Irã, alimentando a inflação. Washington e Teerã anunciaram no domingo que chegaram a um acordo para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, embora ​o pacto possa depender do fim das hostilidades no Líbano.

A inflação ao consumidor cresceu em seu ritmo mais acelerado em três anos em maio, enquanto os preços ao produtor registraram o maior aumento em três anos e meio, informou o governo na semana passada.

O aumento da inflação e ​a estabilidade do mercado de trabalho elevaram as chances de ‌uma alta da taxa ⁠de juros pelo Federal Reserve. Economistas, no entanto, consideraram o obstáculo alto para um aperto monetário.

O banco central ⁠dos EUA se reúnem nesta terça-feira ⁠e na quarta, com ⁠expectativa de manutenção ⁠dos ​juros na faixa de 3,50% a 3,75%.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

Reuters

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