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    Prefeito de Manaus teme genocídio de índios com Covid-19 e fala em crime contra humanidade

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    Indígena participa do funeral de Messias Kokama, líder da comunidade Parque das Tribos, em Manaus 14/05/2020 REUTERS/Bruno Kelly

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    SÃO PAULO (Reuters) - O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), afirmou em vídeo divulgado por sua assessoria na terça-feira que teme um genocídio de indígenas por causa da pandemia de Covid-19, doença respiratória provocada pelo novo coronavírus, e afirmou que um crime contra a humanidade está acontecendo em sua região.

    No vídeo, Virgílio cobra uma liderança do governo federal e do presidente Jair Bolsonaro na proteção aos indígenas diante do coronavírus e criticou o presidente por defender medidas como a legalização de garimpos em terras indígenas.

    'Eu temo um genocídio e quero denunciar essa coisa ao mundo inteiro. Nós temos aqui um governo que não liga para a vida dos índios. Temos aqui um governo que não dá bola, que não liga, que não está preocupado com a vida dos índios. Nós temos aqui um governo que não valoriza essa cultura, que pensa em outras coisas, pensa no autoritarismo, pensa em outras coisas, mas não pensa nos índios', afirmou.

    'É um crime contra a humanidade isso que está sendo praticado aqui no meu Estado, aqui na minha região', acrescentou o prefeito, que disse que já houve casos de índios que morreram por Covid-19 em Manaus e que no interior do Estado do Amazonas, que ele disse estar 'largado', a situação é ainda pior.

    O Amazonas é um dos Estados mais afetados pela pandemia no Brasil e tem, segundo dados do Ministério da Saúde, 22.132 casos confirmados de Covid-19 com 1.491 mortes. Nacionalmente, existem 271.628 casos confirmados da doença, com 17.971 mortes. Somente entre a segunda e a terça-feiras 1.179 óbitos causados pelo coronavírus foram registrados no país.

    Segundo dados atualizados pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) na sexta-feira, o Covid-19 já matou 103 índios no país e contaminou 610 indígenas de 44 etnias.

    Procurados, o Palácio do Planalto e o governo do Estado do Amazonas não responderam imediatamente a pedidos de comentários.

    (Por Eduardo Simões; Edição de Camila Moreira)

    Escrito por Reuters

    Vulcão Nyiragongo: Crianças esperam reencontrar famílias

    Transcrito: 
    Centenas de milhares de pessoas fugiram após a erupção do vulcão Nyiragongo. Naomi perdeu de vista a família no meio do caos. Ela jamais esquecerá o momento em que o céu ficou vermelho.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Disse à minha mãe: ’Olha, mãe, o vulcão entrou em erupção.’ Nós saímos e muitos estavam a fugir. Foi aí que nos perdemos uns dos outros. Eu estava apavorada. Estava a tremer. Não conseguia sequer correr para casa.”
     
    Muitas das 400 mil pessoas que fugiram vieram para a cidade de Sake. De acordo com a ONU, há quase mil crianças desaparecidas. Bahati Batitsie trabalha como voluntário para a Cruz Vermelha. Ate agora, ele e os colegas conseguiram encontrar as famílias de 700 crianças. Bahati tem 6 filhos e acolhe outras 3 crianças. São muitas bocas para alimentar.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “Eu sacrifico o pouco que tenho, o que Deus me deu. É assim que alimento as crianças, mas é uma luta.”
     
    Muitas pessoas estão desesperadas. Bebem a água do lago que pode causar cólera. A equipe humanitária tenta oferecer o básico, como farinha.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “As condições de vida são muito más. Não há comida nos mercados. Pessoalmente, não estou a ganhar nada, sou pobre.”
     
    Naomi acha que sabe onde podem estar os seus pais. Mas esse sítio fica longe e o transporte é caro.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Depois de encontrar a minha mãe e o meu pai, gostaria de me mudar para cá, porque gosto de aqui estar."

    A brincar sobre a lava de uma antiga erupção. As crianças esperam rever as suas famílias em breve. 
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