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    Aldeia indígena enfrenta ameaça existencial por tragédia de Brumadinho

    Por Leonardo Benassatto e Adriano Machado

    SÃO JOAQUIM DE BICAS, Minas Gerais (Reuters) - Quilômetros correnteza abaixo a partir de onde uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG) se rompeu na sexta-feira, deixando dezenas de mortos e quase 300 desaparecidos, uma pequena aldeia indígena enfrenta dúvidas sobre sua própria existência, uma vez que o rio do qual sua vida depende está poluído pelos detritos de mineração.

    Os peixes do rio Paraopeba são a principal fonte de alimento dos membros da tribo Pataxó Hã-hã-Hãe, que vivem no final de uma estrada de terra sinuosa. Os moradores do vilarejo também se banham e lavam as roupas em suas águas.

    Mas depois que uma barragem de rejeitos da mina Córrego do Feijão estourou, soterrando comunidades e transformando as águas antes claras do rio em um fluxo marrom barrento, os cerca de 80 moradores da aldeia Pataxó Hã-hã-Hãe de Naô Xohã dizem que temem ser forçados a retirar suas famílias.

    Embora nenhum Pataxó Hã-hã-Hãe esteja, até o momento, entre os 84 mortos confirmados ou os 276 desaparecidos, eles receiam que o desastre possa ser o fim de seu estilo de vida.

    'Na quinta-feira eu estava aqui lavando minhas roupas, banhando meus filhos, e agora não posso nem tocar no rio', disse Sot de Ionara, contendo as lágrimas. 'Nossos corações estão muito tristes por saberem que nada pode ser feito'.

    O sofrimento dos Pataxó Hã-hã-Hãe coincide com o momento em que o atual governo sinaliza que quer eliminar os regulamentos para a mineração e reduzir as proteções de que as comunidades indígenas desfrutam atualmente. Para os críticos, o rompimento da barragem revela os riscos dessas diretrizes.

    A Fundação Nacional do Índio (Funai) disse estar comprometida a ajudar a aldeira Naô Xohã garantindo o suprimento de água potável, entre outras medidas. Mas a confiança nas autoridades é baixa após a tragédia.

    'Você acha que uma mineradora qualquer se preocupa com isso? Você acha que um prefeito qualquer se preocupa com esta área?', indagou Sot de Aigoho. 'Eles só amam o dinheiro – e a mineração'.

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    Rompimento de barragem deixa índios com pouca oferta de água potável, diz Funai

    (Reuters) - O rompimento de uma barragem de mineração da Vale em Minas Gerais na semana passada deixou integrantes de uma aldeia indígena com acesso a uma oferta limitada de água potável, disse nesta segunda-feira a Fundação Nacional do Índio (Funai), que ressaltou ter enviado uma equipe para apoiar os indígenas.

    Segundo a Funai, mais de 80 índios que vivem às margens do rio Paraopeba estão com 'pequenas reservas de água' após o desastre na sexta-feira ter gerado um mar de lama e rejeitos de mineração que poluiu o manancial e destruiu instalações da própria Vale e comunidades locais.

    Os índios são da aldeia Naõ Xohã, situada no município mineiro de São Joaquim de Bicas, disse a Funai.

    'Eles estão em uma área segura em relação à posição do rio e até ontem (domingo) nos informaram que tinham pequenas reservas de água', afirmou em nota o coordenador regional da Funai em Governador Valadares (MG), Jorge Luiz de Paula.

    A Funai acrescentou que não houve feridos e disse que 'disponibilizou um caminhão para arrecadar doações de água que serão levadas à aldeia nesta segunda-feira'.

    A medida teria sido tomada, de acordo com a Funai, após pedido da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, e de voluntários.

    O rompimento da barragem da mina de ferro de Feijão deixou 60 mortos e 292 desaparecidos, segundo a mais recente atualização de números de vítimas da tragédia, divulgada na manhã desta segunda-feira. [nL1N1ZS0BA]

    De acordo com a Funai, o presidente da instituição, Franklimberg de Freitas, tem articulado para que as equipes que atuam no local do incidente em Minas Gerais apoiem as populações indígenas impactadas.

    A nota da Funai, no entanto, afirma que já houve contato com a câmara técnica que lidera as ações na área, 'mas o foco das doações e do atendimento médico ainda está nas vítimas do desastre'.

    (Por Luciano Costa, em São Paulo)

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    Raquel Dodge adverte governo Bolsonaro sobre direitos territoriais indígenas

    Por Anthony Boadle

    BRASÍLIA (Reuters) - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu na quarta-feira que o governo do presidente Jair Bolsonaro respeite os direitos territoriais de 900 mil cidadãos indígenas que têm sido ameaçados por uma série de invasões de terras desde que Bolsonaro tomou posse.

    Bolsonaro tem dito que não permitirá a criação de novas reservas e transferiu ao Ministério da Agricultura a responsabilidade pela demarcação de terras indígenas, em uma medida que muitos ativistas viram como colocando os interesses dos agricultores acima do dos grupos indígenas.

    Dodge disse que o direito dos povos indígenas à terra é garantido pela Constituição e que o novo governo precisa explicar suas intenções, porque a comunidade internacional está preocupada com o futuro dos indígenas brasileiros.

    “Em um momento em que o novo governo estabelece e propõe mudanças de competências, não pode haver retrocesso nas políticas públicas”, disse Dodge durante coletiva de imprensa que contou com a participação de representantes de algumas das 305 tribos brasileiras, de grupos ativistas e de uma dezena de países europeus.

    Bolsonaro tem dito que as tribos brasileiras sofrem com a pobreza e que deveriam ter o direito de participar de atividades comerciais para melhorar a qualidade de vida, incluindo o recebimento de royalties de mineradoras que operariam em suas terras. Grupos indígenas dizem que empreendimentos do tipo ameaçariam sua cultura.

    O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que participou do evento, defendeu o plano de Bolsonaro para permitir a produção agrícola de grande escala em reservas indígenas, o que é atualmente ilegal.

    A relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para os direitos de povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, pediu que o governo Bolsonaro cumpra os acordos internacionais assinados pelo Brasil que dão proteções à população indígena.

    Joênia Wapichana, a primeira mulher indígena a ser eleita para o Congresso em outubro, disse que Bolsonaro está incitando a violência e o ódio contra o seu povo.

    “As invasões de terras indígenas são um crime e o governo tem a obrigação constitucional de impedí-las”, disse a repórteres. Joênia disse que a Fundação Nacional do Índio (Funai) teve seus recursos cortados e foi desprovida de ferramentas para defender os povos indígenas.

    Uma porta-voz da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que não compareceu ao evento devido a uma mudança de agenda de última hora, disse que a transferência da competência de direitos à terra da Funai para a pasta não compromete a Constituição ou qualquer lei.

    O presidente do Conselho Indigenista Missionário, Dom Roque Paloschi, disse que agricultores, madeireiros e mineiros em Rondônia “se sentem encorajados a invadir terras indígenas por esse governo” e pela retórica de Bolsonaro, que classifica como excessivas as reivindicações de terras indígenas.

    (Reportagem adicional de Jake Spring)

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