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Premiê da Hungria diz que há questões a serem resolvidas antes de adesão da Ucrânia à UE

Premiê da Hungria diz que há questões a serem resolvidas antes de adesão da Ucrânia à UE

Reuters

29/09/2023

Placeholder - loading - Primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, durante sessão do Parlamento, em Budapeste 25/09/2023 REUTERS/Bernadett Szabo
Primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, durante sessão do Parlamento, em Budapeste 25/09/2023 REUTERS/Bernadett Szabo

BUDAPESTE (Reuters) - O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, disse nesta sexta-feira que 'questões muito difíceis' precisarão ser respondidas antes que a União Europeia possa iniciar as discussões pela adesão da Ucrânia.

Os países do bloco europeu devem decidir em dezembro se permitirão que a Ucrânia inicie as conversas pela adesão, o que exigirá o apoio unânime de todos os 27 membros. Os diplomatas têm tido que a Hungria pode ser um obstáculo.

'Não podemos evitar a questão -- quando tivermos negociações em Bruxelas sobre o futuro da Ucrânia -- se podemos realmente considerar seriamente a adesão de um país, para iniciar as discussões de adesão com um país que está em guerra', disse Orbán à rádio estatal.

'Não sabemos qual é o tamanho do território desse país, pois a guerra ainda está em andamento, não sabemos qual é o tamanho de sua população, pois eles estão fugindo... admitir um país na União Europeia sem conhecer seus parâmetros será algo sem precedentes.'

'Portanto, acho que precisamos responder a perguntas muito longas e difíceis até chegarmos à decisão sobre o início das discussões de adesão', disse ele.

Comentando as falas de Orbán, o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia disse que é positivo 'que o primeiro-ministro húngaro esteja preocupado com a adesão da Ucrânia à União Europeia'.

'Gostaríamos de informar que a Ucrânia não mudou seu território dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas', acrescentou o ministério.

Orbán cultiva laços mais calorosos com Moscou do que muitos de seus colegas e tem repetidamente travado relações com Kiev, inclusive sobre o direito dos húngaros étnicos de aprender em sua língua nativa depois que a Ucrânia aprovou uma lei de 2017 que restringe o uso de línguas minoritárias nas escolas.

Ele disse ao Parlamento na segunda-feira que a Hungria não apoiará a Ucrânia em nenhuma questão de assuntos internacionais até que os direitos linguísticos dos húngaros étnicos sejam restaurados.

(Por Krisztina Than)

Reuters

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