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    Premiê japonês pede que população não saia de casa em meio a piora da crise do coronavírus

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    Premiê japonês, Shinzo Abe, em Tóquio 17/04/2020 Kiyoshi Ota/Pool via REUTERS

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    Por Tetsushi Kajimoto e Ju-min Park

    TÓQUIO (Reuters) - O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, fez um apelo vigoroso nesta sexta-feira para que a população fique em casa para evitar um contágio maior do coronavírus, seus comentários mais contundentes desde o início da crise.

    Os casos novos atingiram um recorde diário na capital Tóquio antes do pronunciamento, no qual Abe disse que a ampliação do estado de emergência para toda a nação nesta semana foi provocada em parte pelo temor de que os serviços médicos não deem conta em áreas rurais com muitos moradores idosos.

    'Por favor, evitem sair', disse Abe, acrescentando que as reduções dos contatos interpessoais em Tóquio e Osaka, duas das regiões mais atingidas do país, ainda estão bem abaixo dos níveis pretendidos. 'Tudo depende da ação de cada indivíduo.'

    O premiê, que perdeu apoio devido à forma como lida com a pandemia, também se desculpou pela confusão a respeito de um plano para começar a distribuir pagamentos de auxílio no mês que vem.

    Um orçamento suplementar detalhou os pagamentos em dinheiro de 300 mil ienes para toda residência cuja renda tenha sido afetada pelo vírus, mas Abe está sendo mais pressionado, em parte por seu próprio partido, para aumentar a ajuda com um pagamento de 100 mil ienes a cada cidadão.

    Tal alteração triplicaria o custo do governo, que chegaria a 12 trilhões de ienes. Anteriormente, o ministro das Finanças, Taro Aso, disse que o governo esperava começar os pagamentos em maio.

    Abe disse que a ampliação da emergência também visa limitar as viagens – o Japão está na iminência do feriado da Semana Dourada.

    Na quinta-feira, ele estendeu a emergência além dos principais centros populacionais, incluindo Tóquio, que foram cobertos quando a medida foi declarada no dia 7 de abril.

    Tóquio continua sendo o mais abalado. Nesta sexta-feira, sua governadora relatou 201 casos adicionais, um recorde, de um total de 2.796. O país acumula mais de 9 mil infecções e 190 mortes, de acordo com uma contagem da emissora nacional NHK.

    O Escritório do Gabinete japonês, que ajuda a coordenar as políticas, relatou seu terceiro caso de exame positivo de uma autoridade. Já Taku Otsuka, um ministro do Escritório do Gabinete, está trabalhando em casa porque uma de suas secretárias foi diagnosticada com o vírus, disse o ministério nesta sexta-feira.

    A emergência permite que autoridades municipais façam apelos para que as pessoas a fiquem em casa, mas sem força legal ou punições.

    (Por Ju-min Park, Izumi Nakagawa, Yoshifumi Takemoto, Kaori Kanoko, Tetsushi Kajimoto e Chang-Ran Kim)

    Escrito por Reuters

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