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Preocupação de bancos centrais com alta das tensões geopolíticas aumenta, mostra pesquisa

Preocupação de bancos centrais com alta das tensões geopolíticas aumenta, mostra pesquisa

Reuters

08/04/2026

Placeholder - loading - Fumaça sobe após ataque em Teerã 1º de abril de 2026. Majid Asgaripour/WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental) via REUTERS
Fumaça sobe após ataque em Teerã 1º de abril de 2026. Majid Asgaripour/WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental) via REUTERS

Por Marc Jones

LONDRES, 8 Abr (Reuters) - As ​preocupações de bancos centrais com as tensões geopolíticas aumentaram este ano e agora são vistas como o principal risco global, de acordo com uma nova pesquisa com bancos centrais que administram mais de US$9,5 trilhões em reservas.

A pesquisa com quase 100 instituições realizada pela Central Banking Publications foi conduzida entre janeiro e março. Quase todas as respostas foram recebidas antes dos ataques ao Irã em 28 de fevereiro, mas as tensões já vinham aumentando e foram precedidas pela disputa ⁠de ⁠janeiro entre os Estados Unidos e ​a Dinamarca ‌sobre a Groenlândia.

Como resultado, quase 70% dos bancos classificaram a geopolítica como seu principal risco. Isso substituiu a principal preocupação do ano passado, que era a proteção comercial dos EUA, e marcou um salto ⁠acentuado em relação aos 35% que citaram a geopolítica como a ​principal preocupação em 2024, quando a guerra em Gaza ameaçou desestabilizar o ​Oriente Médio pela última vez.

Em uma perspectiva de ‌cinco anos, a ​inflação e ⁠as taxas de juros continuam a ser os fatores mais importantes que devem afetar o gerenciamento de reservas, segundo a pesquisa, com pouco mais da metade dos ​bancos centrais classificando-os como sua principal questão.

No entanto, esse número está bem abaixo dos 76% que citaram a inflação e as taxas de juros no ano passado, e a geopolítica foi novamente muito citada por quase 30% - ​o dobro da participação do ano passado.

A pesquisa também mostrou que a confiança no dólar está sendo testada. A moeda dos EUA perdeu mais de 12% em relação a uma cesta de outras moedas importantes entre janeiro do ano passado e deste ano, embora tenha recuperado cerca de um terço do terreno desde então.

Cerca de 80% dos gestores de reservas disseram que concordam ou concordam ​totalmente que o dólar continua sendo a principal moeda de refúgio do mundo, embora ‌muitos tenham acrescentado que seu ⁠domínio está sendo cada vez mais questionado.

Todas as respostas da pesquisa foram anônimas, mas um banqueiro central da região Ásia-Pacífico foi citado como tendo dito: 'Nos ⁠próximos cinco anos, os gerentes de reservas cambiais ⁠globais avaliarão rigorosamente se o papel ⁠do dólar como ⁠moeda ​de reserva global dominante continua, em meio à crescente fragmentação global.'

(Reportagem de Marc Jones)

Reuters

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