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Presidente chinês celebra 'novo posicionamento' nos laços com os EUA

Presidente chinês celebra 'novo posicionamento' nos laços com os EUA

Reuters

14/05/2026

Placeholder - loading - Presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, visitam o Templo do Céu em Pequim  14 de maio de 2026    REUTERS/Evan Vucci
Presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, visitam o Templo do Céu em Pequim 14 de maio de 2026 REUTERS/Evan Vucci

Por Liz Lee e Xiuhao Chen e Mei Mei Chu

PEQUIM, ​14 Mai (Reuters) - O presidente da China, Xi Jinping, saudou na quinta-feira um 'novo posicionamento' dos laços com os Estados Unidos, que prevê a cooperação com uma competição comedida, após reunião com o presidente Donald Trump.

A visita de Trump a Pequim, a primeira de um presidente dos EUA em quase uma década, vai até sexta-feira, em um momento em que a guerra contra o Irã está prejudicando os índices de aprovação interna antes das eleições de meio de mandato.

Xi disse que ambos os líderes concordaram que a construção de um 'relacionamento construtivo e estrategicamente estável' guiará os laços nos próximos três anos e além, de acordo com um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China.

Xi descreveu esses laços como sendo baseados ⁠principalmente na cooperação, ⁠mas com uma competição comedida para 'uma estabilidade normal ​na qual ‌as diferenças são controláveis e uma estabilidade duradoura na qual a paz pode ser esperada', acrescentou o ministério.

Analistas afirmaram que a referência à 'estabilidade estratégica construtiva' demonstra que a China está seguindo gradações nas relações que criam uma estrutura diplomática na qual pode gerir laços multifacetados com os Estados Unidos.

POSITIVOS, MAS AINDA NÃO PARCEIROS

A nova ⁠estrutura chinesa ecoou a formulação da era Clinton de 'parceria estratégica construtiva' proposta em 1997 -- a ​mais positiva após o fim da Guerra Fria -- e sinalizou o desejo da China de colocar as relações ​em bases mais seguras.

Pequim havia estruturado os laços com Washington em ‌termos de parceria e cooperação ​nos ⁠anos 2000 e no início dos anos 2010.

Mas o aumento da competição e da rivalidade depois que a China ultrapassou o Japão e se tornou a segunda maior economia do mundo em 2010, bem como a ascensão de Xi ao poder em ​2012 e a volatilidade induzida por Trump desde 2016, resultaram em uma linguagem de interdependência gerenciada, competição estratégica e prevenção de conflitos.

A nova estrutura marca uma mudança significativa em relação às 'caracterizações negativas' do passado, como a competição entre grandes potências, disse Wang Wen, professor da Universidade Renmin de Pequim.

'A principal distinção está em sua ênfase em um modelo ​positivo de interação marcado pela cooperação como o principal pilar, juntamente com uma concorrência comedida, diferenças gerenciáveis e uma perspectiva previsível de paz', afirmou Wang.

'É uma linguagem nova e acho que reflete o desejo da China de colocar mais barreiras institucionais em torno das relações entre os EUA e a China, tanto de competição quanto de cooperação', disse Joe Mazur, analista de geopolítica da consultoria Trivium China, sediada em Pequim.

A China e os EUA 'devem ser parceiros, em vez de rivais', disse Xi durante um banquete de Estado para Trump na quinta-feira.

Mas os atritos, como os do conflito com ​o Irã e as recentes sanções impostas pelos EUA às empresas chinesas, continuam a 'complicar a dinâmica EUA-China' e podem testar a ‌durabilidade da nova estrutura, disse Zhao Minghao, especialista ⁠em relações internacionais da Universidade Fudan de Xangai.

Mesmo falando em cooperação, Xi enfatizou a 'máxima cautela' dos Estados Unidos ao lidar com a questão de Taiwan, a ilha democraticamente governada reivindicada pela China, embora Taipé rejeite a alegação.

'Se for ⁠tratada de forma inadequada, os dois países poderão entrar em colisão ou até ⁠mesmo em conflito, levando toda a relação entre a ⁠China e os EUA ⁠a ​uma situação extremamente perigosa', disse o líder chinês.

(Reportagem de Liz Lee, Yukun Zhang, Xiuhao Chen, Mei Mei Chu e Antoni Slodkowski)

Reuters

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