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    Presidente do Irã clama vitória em controle de protestos contra alta de 50% no preço do combustível

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    Protesto em apoio às manifestações nacionais no Irã contra o aumento dos preços da gasolina, em Berlim 17/11/2019 REUTERS/Hannibal Hanschke

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    DUBAI (Reuters) - O presidente do Irã, Hassan Rouhani, clamou vitória nesta quarta-feira contra protestos em Teerã que reagiam ao anúncio de reajuste nos preços dos combustíveis no país e o governo afirmou que relatórios que apontam para mais de 100 mortos são 'especulativos'.

    Os protestos começaram na sexta-feira passada, depois que os preços da gasolina subiram pelo menos 50% no país e se espalharam pela república islâmica incluindo na pauta cobranças para que os líderes religiosos do país saiam do poder.

    'O povo iraniano novamente foi bem sucedido em um teste histórico e mostrou que não vai deixar inimigos se beneficiarem da situação, mesmo que possam ter reclamações sobre a administração do país', disse Rouhani, segundo a TV estatal.

    A maior autoridade do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou na terça-feira que os protestos eram uma questão de segurança, não de movimentos populares, e que o país lidou com eles de maneira bem sucedida.

    Autoridades iranianas disseram que a calma foi restaurada, mas vídeos em redes sociais que desafiam um bloqueio à internet imposto desde o final de semana mostraram que os protestos continuavam em várias cidades do país. As imagens não puderam ser confirmadas pela Reuters.

    Nesta quarta-feira, milhares de pessoas se reuniram em manifestações pró-governo, afirmou a mídia estatal, com imagens ao vivo mostrando atos em várias cidades do país nos quais as pessoas gritavam 'Morte à América' e 'Morte a Israel'.

    Pelo menos 100 bancos e dezenas de edifícios e carros foram incendiados pelos manifestantes, afirmaram autoridades iranianas. Cerca de 1.000 manifestantes foram presos.

    A Anistia Internacional afirmou que pelo menos 106 manifestantes em 21 cidades foram mortos, segundo relatos de testemunhas, vídeos confirmados e informações de ativistas de direitos humanos.

    A crise econômica que tem afetado iranianos se agravou desde o ano passado, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu retirar o país do acordo nuclear assinado no governo anterior com Teerã e potências europeias. Trump ainda reintroduziu sanções contra o Irã.

    Combinado com aumento da inflação e crescente desemprego, a política de Trump de 'pressão máxima' tem feito a economia iraniana se deteriorar.

    O governo iraniano afirmou que o aumento nos preços da gasolina é necessário para o país levantar cerca de 2,55 bilhões de dólares por ano em subsídios adicionais para 18 milhões de famílias de baixa renda.

    (Por Parisa Hafezi em Dubai e Babak Dehghanpisheh em Genebra)

    Escrito por Reuters

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