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Presidentes da China e da Rússia elogiam laços em videoconferência perto de aniversário da guerra da Ucrânia

Presidentes da China e da Rússia elogiam laços em videoconferência perto de aniversário da guerra da Ucrânia

Reuters

04/02/2026

Placeholder - loading - Presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversa por videoconferência com presidente da China, Xi Jinping, em Moscou 04/02/2026 Sputnik/Vyacheslav Prokofyev/Pool via REUTERS
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversa por videoconferência com presidente da China, Xi Jinping, em Moscou 04/02/2026 Sputnik/Vyacheslav Prokofyev/Pool via REUTERS

PEQUIM, 4 Fev (Reuters) - O presidente da ⁠China, Xi Jinping, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, elogiaram suas relações durante uma videoconferência realizada nesta quarta-feira, às vésperas do quarto aniversário da guerra de Moscou na Ucrânia.

Putin disse que a relação entre Moscou e Pequim é um importante fator de estabilização em um momento de crescente turbulência global, em uma transmissão da televisão estatal russa sobre a ​conversa.

Xi, falando por meio de um ⁠intérprete, ⁠pediu que os países elaborem um 'grande plano' para aprofundar as relações bilaterais, que, segundo ele, estavam avançando na direção certa.

A China e a Rússia declararam uma parceria estratégica 'sem limites' dias antes de Putin enviar dezenas ‌de milhares de soldados para a Ucrânia em fevereiro ​de 2022.

Desde então, a China emergiu ‌como uma ​tábua de ​salvação econômica para a Rússia, intensificando o comércio com o vizinho do norte enquanto as potências ocidentais impunham sanções a Moscou.

Xi ​e Putin se encontraram pela última vez em Pequim, quando a China realizou um grande desfile militar em setembro, que também contou com a presença do líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un.

Durante essa reunião, Xi disse que as relações entre a China e a Rússia 'resistiram à turbulência internacional' e prometeu coordenar com Moscou as questões relativas aos seus interesses fundamentais.

Ucrânia e Europa acusaram Pequim de fornecer ajuda militar direta aos esforços de guerra da Rússia. ⁠Pequim nega as acusações e afirma que não é parte ‌no conflito.

Diplomatas de alto escalão ⁠dos dois países se reuniram em Pequim na terça-feira para discutir a situação da segurança global e outras ‍questões e chegaram a um 'amplo consenso', disse o Ministério das Relações Exteriores da ​China.

(Reportagem ‌da Redação Pequim e Dmitry Antonov e Vladimir Soldatkin, em Moscou)

Reuters

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