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Primeira-ministra do Japão alerta para 'coerção' da China e promete revisão da segurança

Primeira-ministra do Japão alerta para 'coerção' da China e promete revisão da segurança

Reuters

20/02/2026

Placeholder - loading - Primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, durante entrevista coletiva em Tóquio 18/02/2026 Kiyoshi Ota/Pool via REUTERS
Primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, durante entrevista coletiva em Tóquio 18/02/2026 Kiyoshi Ota/Pool via REUTERS

Por Tim Kelly e John Geddie

TÓQUIO, 20 ​Fev (Reuters) - A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, alertou para a crescente 'coerção' da China em seu primeiro discurso pós-eleitoral ao Parlamento nesta sexta-feira, prometendo reformular a estratégia de defesa do Japão, flexibilizar as restrições sobre exportações militares e fortalecer as cadeias de abastecimento críticas.

Os quatro meses de mandato de Takaichi até aqui foram marcados por uma disputa diplomática com a China depois que ela disse que o Japão poderia usar força militar para responder a qualquer ataque a Taiwan que também ameaçasse o território japonês.

Após transformar uma ⁠maioria parlamentar ⁠frágil em uma vitória esmagadora nas ​eleições para ‌a Câmara dos Deputados deste mês, Takaichi traçou uma agenda para combater o que ela considera uma crescente ameaça econômica e de segurança da China e seus parceiros regionais.

Com sua coalizão governista agora detendo mais de dois ⁠terços dos assentos parlamentares, ela enfrenta pouca resistência política.

'O Japão enfrenta o ​ambiente de segurança mais severo e complexo desde a Segunda Guerra Mundial', disse ​Takaichi, apontando para a crescente atividade militar da ‌China e os laços ​de ⁠segurança mais estreitos do país com a Rússia, bem como a crescente capacidade nuclear da Coreia do Norte.

Ela disse que o governo revisará os três principais documentos de segurança do ​Japão este ano para produzir uma nova estratégia de defesa e acelerará a revisão das regras de exportação militar para expandir as vendas no exterior e fortalecer as empresas de defesa.

Um painel político do Partido Liberal Democrático (PLD), de Takaichi, propôs ​nesta sexta-feira a revogação das regras que limitam as exportações militares a equipamentos não letais, como coletes à prova de balas, informou a agência de notícias Kyodo.

Tal mudança pode ampliar significativamente a gama de equipamentos de defesa que as empresas japonesas podem vender no exterior.

'A China intensificou suas tentativas de alterar unilateralmente o status quo por meio da força ou coerção no Mar da China Oriental e no Mar do Sul ​da China', disse ela aos parlamentares.

Takaichi acelerou o fortalecimento militar iniciado em 2023, que ‌dobrará os gastos com defesa do Japão ⁠para 2% do PIB até o final de março, tornando-o um dos maiores gastadores militares do mundo, apesar de sua Constituição pacifista.

Ela também anunciou planos para ⁠um conselho nacional de inteligência presidido por ela para ⁠consolidar as informações coletadas por várias agências, ⁠incluindo a polícia ⁠e ​o Ministério da Defesa.

(Reportagem de Tim Kelly e John Geddie; Reportagem adicional de Chang-Ran Kim)

Reuters

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