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Prioridade do governo, reforma da Previdência deve ser apresentada após fevereiro com Congresso funcionando

Prioridade do governo, reforma da Previdência deve ser apresentada após fevereiro com Congresso funcionando

Thomson Reuters

28/12/2018

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Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - A proposta de reforma da Previdência, considerada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro e por seus principais aliados como prioridade do novo governo, só deverá ser enviada ao Congresso a partir de fevereiro, após o início das atividades parlamentares, informou à Reuters nesta sexta-feira uma pessoa envolvidas nas conversas sobre o projeto.

Logo após a vitória no segundo turno de Bolsonaro, a equipe econômica do futuro governo pretendia aproveitar a reforma apresentada pelo governo Michel Temer -- e posteriormente enviar um texto mais enxuto em 2019 complementando a reforma. Mas as negociações não avançaram, e a equipe trabalha agora para apresentar uma única proposta, com maior envergadura.

Uma fonte da equipe econômica, que pediu anonimato, disse que a intenção é mandar um texto somente após a abertura dos trabalhos do Congresso, sob o argumento de que remeter a proposta antes disso poderia deixá-la exposta a mais questionamentos sem que pudesse avançar.

Segundo a fonte a par das conversas e ligada à área política do governo, isso poderá ocorrer somente em março, após o Carnaval.

Em entrevista coletiva na quinta-feira, o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que a reforma está mais madura e que “no momento certo” vai aparecer. Na ocasião, ele divulgou um documento com as metas dos 100 primeiros dias do governo em que não havia referência à proposta da Previdência.

“O ministro Paulo Guedes e toda a sua equipe já estão superdebruçados para tentar e esse é um sonho nosso, zerar o déficit no próximo ano. Eu digo a ele que, se ele conseguir, o vinho é por minha conta, e é vinho gaúcho”, disse Onyx a jornalistas.

Integrantes do PSL têm afirmado que as pautas mais importantes do futuro governo não são as chamadas conservadoras, mas as pautas econômicas, e a reforma da Previdência é prioridade.

A intenção, segundo a pessoa a par das tratativas, envolve a criação de bloco partidário de apoio a Bolsonaro e conquistar o apoio de mais de os 308 votos necessários na Câmara para passar a agenda do governo, em especial a reforma da Previdência. Esse número é o mínimo necessário para se passar uma emenda à Constituição na Casa.

Para tanto, Onyx tem se reunido nas últimas semanas com dirigentes de partidos como MDB, PP, PSD e PRB e declarado a disposição de formar um bloco para dar sustentação a Bolsonaro na Câmara independentemente da disputa para o comando daquela Casa Legislativa, como revelou o deputado João Campos (PRB-GO), candidato à Presidência da Câmara e que esteve com Onyx nesta sexta-feira.

Essas conversas de integrantes do futuro governo com lideranças e representantes de direções partidárias diferem da estratégia original da equipe de Bolsonaro de articular apoios no Congresso por meio de bancadas temáticas, como a dos evangélicos, do agronegócio e da segurança pública.

A deputada federal eleita Bia Kicis (PSL-DF), que também participou de reunião com Onyx, destacou que a reforma é 'fundamental' e acrescentou que todos os candidatos à Presidência da Câmara 'terão de apoiar' as mudanças na Previdência, do contrário não terão a 'menor chance' de se elegerem.

Thomson Reuters

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