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    Pró-Brasil é visto como bomba fiscal por equipe econômica e traição de Marinho, dizem fontes

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    REUTERS/Adriano Machado

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    Por Rodrigo Viga Gaier e Marcela Ayres

    RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA (Reuters) - O plano Pró-Brasil para impulsionar a retomada do país com investimentos públicos após a crise do coronavírus foi visto como bomba fiscal pela equipe econômica e como uma traição do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, que antes de assumir a pasta era peça proeminente do time do ministro Paulo Guedes, disseram fontes do Ministério da Economia.

    Após a mobilização necessária junto ao Senado para desarmar ajuda aos governadores que tinha sido aprovada na Câmara dos Deputados e considerada um cheque em branco, a avaliação da equipe econômica é que Marinho teria procurado ministros para colher sugestões de gastos para saída da crise.

    'Então aparece o 'Plano Marshall' PAC do Marinho, disparando expectativas adversas de pauta bomba fiscal', disse uma das fontes em condição de anonimato.

    O Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) foi tocado em governos petistas para promoção de grandes obras de infraestrutura. Dentro da atual equipe econômica, ele é considerado um erro, já que empregou recursos públicos maciços, mas não alavancou a atividade econômica de maneira sustentável.

    Guedes é um árduo defensor da indução do crescimento por investimentos privados e seus secretários têm vindo a público nesta semana para bater nessa tecla, reiterando a importância das reformas passada a fase aguda da crise com o coronavírus. [nL2N2CA263]

    Uma segunda fonte pontuou que a investida de Marinho representou uma decepção para a equipe econômica porque, quando ainda secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, ele foi elogiado diversas vezes por Guedes pela aprovação da reforma previdenciária.

    Sua ida para o Desenvolvimento Regional foi apoiada pelo ministro da Economia, que viu na mudança uma janela para aumentar o alinhamento econômico com outras pastas da Esplanada.

    Agora, a percepção é que Marinho teria 'girado a chave' com propósitos políticos, mirando beneficiar o Nordeste com a promoção de obras públicas, disse a segunda fonte. Marinho, que relatou a reforma trabalhista aprovada no governo do ex-presidente Michel Temer, tentou se reeleger sem sucesso deputado federal pelo PSDB no Rio Grande do Norte, em 2018.

    Procurado, o Ministério do Desenvolvimento Regional informou, via assessoria de imprensa, que cada pasta está levando sua sugestão de obras para um grupo de trabalho que ainda vai fechar a proposta.

    Segundo a Reuters apurou, o MDR tem um levantamento de obras que seriam retomadas a um custo de cerca de 180 bilhões de reais até 2024.

    Escrito por Reuters

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