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Vale tem maior venda de minério de ferro para 1º tri desde 2018; cobre e níquel avançam

Vale tem maior venda de minério de ferro para 1º tri desde 2018; cobre e níquel avançam

Reuters

16/04/2026

Placeholder - loading - Veículos autônomos de mineração operam na maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, administrada pela mineradora brasileira Vale, no Pará, Brasil, em 7 de outubro de 2025. REUTERS/Jorge Si
Veículos autônomos de mineração operam na maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, administrada pela mineradora brasileira Vale, no Pará, Brasil, em 7 de outubro de 2025. REUTERS/Jorge Si

Atualizada em  16/04/2026

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO, 16 Abr - A mineradora Vale ​elevou em 3,9% suas vendas de minério de ferro entre janeiro e março ante o mesmo período de 2025, para 68,7 milhões de toneladas, o maior volume para um primeiro trimestre desde 2018, com impulso do avanço da produção de novos ativos em Minas Gerais, segundo relatório divulgado pela companhia nesta quinta-feira.

A produção de minério de ferro da Vale somou 69,7 milhões de toneladas no primeiro trimestre, alta de 3% na mesma comparação.

A companhia afirmou que o resultado foi sustentado pelo desempenho das minas de S11D, no Pará, e de Brucutu, em Minas Gerais, além do avanço dos projetos mineiros de Capanema e VGR1. A mina de S11D teve um novo recorde de produção para um primeiro trimestre, enquanto Brucutu alcançou a maior produção de ⁠primeiro trimestre desde ⁠2018.

No Sistema Sudeste, a produção subiu 19,2% ano ​a ano, ‌para 19,2 milhões de toneladas, favorecida pelo ramp-up contínuo de Capanema, pelo melhor desempenho de Brucutu e pela redução do tempo de parada para manutenção em Itabira.

No Sistema Norte, a produção caiu 3,6%, para 33,2 milhões de toneladas, refletindo menor disponibilidade de 'run-of-mine' em Serra Norte, embora o S11D tenha produzido um recorde para o período, de ⁠19,9 milhões de toneladas. No Sistema Sul, a produção recuou 2%, para 10,4 milhões de toneladas, ​impactada por chuvas acima da média, sobretudo no complexo de Paraopeba.

A produção de pelotas somou 8,2 milhões de toneladas ​no trimestre, alta de 13,7% sobre um ano antes, apoiada pelo ‌melhor desempenho das plantas de Tubarão. ​As ⁠vendas de pelotas avançaram 2,7%, para 7,7 milhões de toneladas.

A Vale informou ainda que, em meados de março, a produção nas plantas de pelotização de Omã foi interrompida para manutenção anual programada, enquanto as atividades de construção na planta de concentração de Sohar ​também foram suspensas. Segundo a companhia, diante dos desdobramentos relacionados aos conflitos no Oriente Médio, incluindo restrições logísticas, a expectativa é de retomada das operações em Omã no fim do terceiro trimestre.

Nesse período, o pellet feed inicialmente destinado a Omã será redirecionado para as plantas de Tubarão e para vendas de finos, sem alteração no guidance de produção de aglomerados de ​minério de ferro em 2026, mantido em 30 milhões a 34 milhões de toneladas. A projeção de produção de minério de ferro para o ano também foi mantida, em 335 milhões a 345 milhões de toneladas.

O preço médio realizado de finos de minério de ferro ficou em US$95,8 por tonelada no trimestre, alta de 5,5% ante um ano antes, enquanto o de pelotas recuou 5%, para US$133,8 por tonelada. O prêmio all-in do minério de ferro subiu para US$6,2 por tonelada, ante US$4,8 no primeiro trimestre de 2025.

Nos metais básicos, a produção de cobre cresceu 12,5% na comparação anual, para 102,3 mil toneladas, ​enquanto as vendas aumentaram 11,4%, para 91,2 mil toneladas. Segundo a Vale, foi o melhor volume de produção de cobre para um ‌primeiro trimestre desde 2017, impulsionado por recordes em Salobo ⁠e Sossego.

A produção de níquel avançou 12,3%, para 49,3 mil toneladas, com vendas em alta de 15,2%, para 44,8 mil toneladas. A companhia afirmou que o resultado foi o melhor para um primeiro trimestre desde 2020, refletindo a operação ⁠do segundo forno de Onça Puma durante todo o trimestre e a estabilidade ⁠operacional das minas subterrâneas de Voisey's Bay, que sustentaram recorde ⁠de produção no primeiro ⁠trimestre ​na refinaria de Long Harbour.

(Por Marta Nogueira no Rio de Janeiro; reportagem adicional de Andre Romani em Sâo PauloEdição de Alexandre Caverni)

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