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Produção industrial no Brasil sobe mais que o esperado em fevereiro

Produção industrial no Brasil sobe mais que o esperado em fevereiro

Reuters

02/04/2026

Placeholder - loading - Veículos na linha de produção da nova fábrica de veículos elétricos da BYD no Complexo Industrial de Camacari, na Bahia 03/02/2026 REUTERS/Rafael Martins
Veículos na linha de produção da nova fábrica de veículos elétricos da BYD no Complexo Industrial de Camacari, na Bahia 03/02/2026 REUTERS/Rafael Martins

Atualizada em  02/04/2026

Por Camila Moreira e Rodrigo Viga Gaier

SÃO ​PAULO/RIO DE JANEIRO, 2 Abr (Reuters) - A indústria brasileira aumentou mais do que o esperado em fevereiro, no segundo mês seguido de alta, recuperando as perdas dos últimos meses de 2025 mesmo diante da política monetária ainda restritiva.

A produção industrial avançou 0,9% em fevereiro na comparação com janeiro, e teve queda de 0,7% contra o mesmo período do ano anterior, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

Os resultados foram melhores do que as expectativas em pesquisa da Reuters de ganho de 0,7% na comparação mensal e de ⁠queda de ⁠1,0% na anual.

Em janeiro, a produção teve ​alta ‌de 2,1% em dado revisado ante o 1,8% informado originalmente pelo IBGE, acumulando nos dois primeiros meses do ano expansão de 3,0%.

“O comportamento positivo vem pelo segundo mês seguido ... recuperando perdas acumulada de setembro a dezembro de 2025, de 2,3%”, ⁠disse André Macedo, gerente do IBGE. 'Com dois meses de alta, vemos uma ​melhora do patamar industrial, que é o melhor desde o começo de 2020.'

Apesar da ​recuperação, a produção industrial ainda está 14,1% abaixo ‌do nível recorde alcançado ​em maio ⁠de 2011, segundo o IBGE.

“Janeiro foi marcado pela volta à produção após paradas, paralisações e férias no fim do ano. Mas agora em fevereiro o que se vê é uma clara ​recomposição de estoques. Os estoques estavam abaixo do planejado e há uma recomposição de estoques baixos”, afirmou Macedo.

O setor vem enfrentando há tempos um cenário difícil, principalmente com o nível elevado da taxa básica de juros, que restringe o crédito, e analistas não ​preveem uma grande retomada. No mês passado, o BC reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,75%, mas pregou cautela diante da guerra no Oriente Médio.

'O ambiente ainda segue desafiador para a indústria, em meio a taxas de juros elevadas, condições de crédito restritivas e perda de fôlego da atividade econômica', disse o economista da Suno Research Rafael Perez. 'Ainda assim, a recente redução dos custos de produção e as medidas de estímulo ao ​consumo têm oferecido um impulso adicional ao setor, embora esse efeito deva perder força ao longo ‌do ano.'

Entre as atividades, as principais ⁠influências positivas em fevereiro vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (6,6%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,5%).

Entre as grandes categorias econômicas, o destaque foi bens de ⁠capital, com alta de 2,3%. A produção de bens intermediários ⁠subiu 1,1%, enquanto a de bens de ⁠consumo duráveis avançou ⁠0,9% ​e de bens de consumo semi e não duráveis teve alta de 0,7%.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

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