Projeto sobre teto da dívida avança para votação apertada na Câmara dos Deputados dos EUA
Projeto sobre teto da dívida avança para votação apertada na Câmara dos Deputados dos EUA
Reuters
31/05/2023
Por David Morgan e Richard Cowan e Moira Warburton
WASHINGTON (Reuters) - Um projeto de lei para suspender o teto da dívida de 31,4 trilhões de dólares do governo dos Estados Unidos e evitar um calote desastroso superou um importante obstáculo processual na Câmara dos Deputados do país nesta quarta-feira, o que prepara o terreno para uma votação sobre o acordo bipartidário da dívida.
Os republicanos controlam a Câmara por uma estreita maioria de 222 a 213. Mas o acordo precisará do apoio dos republicanos do presidente da Casa, Kevin McCarthy, e dos democratas do presidente norte-americano, Joe Biden, para ser aprovado, já que membros de ambos os partidos se opõem a partes significativas da proposta.
A votação processual, que permite o início do debate e depois a votação do próprio projeto de lei, foi aprovada por 241 votos a 187, com 52 democratas necessários para superar a oposição de 29 republicanos.
McCarthy previu que a próxima votação, prevista para cerca das 21h30 (horário de Brasília), seria um sucesso e disse a repórteres que 'vai se tornar lei'.
A matéria suspende o teto da dívida dos EUA até 1º de janeiro de 2025, o que significa que não haveria um limite até essa data, o que permitiria que Biden e os parlamentares deixassem de lado a questão politicamente arriscada até depois da eleição presidencial de novembro de 2024.
A medida também limita alguns gastos do governo nos próximos dois anos, acelera o processo de licenciamento de alguns projetos de energia, recupera fundos não utilizados da Covid-19 e expande os requisitos de trabalho para programas de ajuda alimentar a beneficiários adicionais.
Biden espera ter a legislação em sua mesa até o prazo de 5 de junho, quando o governo federal pode ficar sem dinheiro para pagar suas contas, disse a Casa Branca.
Uma votação bem-sucedida na Câmara enviaria o projeto primeiro ao Senado, onde poderia haver o risco de atraso, a menos que o líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, e o líder republicano Mitch McConnell concordassem em acelerar a tramitação.
Os republicanos querem que Schumer permita votos de emendas em troca de uma tramitação mais rápida. Mas Schumer aparentemente descartou as emendas nesta quarta-feira. 'Não podemos enviar nada de volta à Câmara, é simples e direto. Devemos evitar a inadimplência', disse a repórteres.
Reuters

