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Putin diz que tirou Rússia da beira do precipício

Putin diz que tirou Rússia da beira do precipício

Reuters

19/12/2024

Placeholder - loading - Putin dá entrevista coletiva em Moscou 19/12/2024 REUTERS/Maxim Shemetov
Putin dá entrevista coletiva em Moscou 19/12/2024 REUTERS/Maxim Shemetov

MOSCOU (Reuters) - O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira que tirou a Rússia da beira do precipício depois do caos que resultou do fim da União Soviética, para construir uma país que se tornou uma potência soberana e que defende a si mesma. Putin, um ex-agente da KGB que assumiu o poder apenas oito anos após a queda da União Soviética, em 1991, é o líder mais longevo do Kremlin desde Josef Stalin, que morreu em sua dacha, localizada próxima a Moscou, em 1953, aos 74 anos. Perguntado pela BBC se cuidava da Rússia, algo que foi pedido a ele pelo ex-presidente Boris Yeltsin antes de entregar o cargo, em 1999, Putin disse que sim. “Saímos da beira do precipício”, disse. “Fiz tudo para garantir que a Rússia fosse uma potência independente e soberana, capaz de tomar decisões baseadas em seu próprio interesse.” Ele afirmou que o Ocidente apoiou Yeltsin inicialmente, mas mudou sua abordagem depois que o ex-presidente se posicionou contra ações ocidentais, como o bombardeio da Iugoslávia, em 1999, realizado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Putin, que nasceu apenas sete anos depois da Segunda Guerra Mundial, prometeu aos russos que vai vencer a guerra na Ucrânia, que ele classifica como um conflito por procuração entre a sagrada Rússia e um Ocidente arrogante que, segundo ele, humilhou o país quando a União Soviética ruiu. O chefe do Kremlin admitiu que há problemas em sua administração, como a inflação, mas disse que as taxas de crescimento da economia russa estão muito à frente das observadas pelo Reino Unido. “Mas estamos prontos para trabalhar com o Reino Unido, se o Reino Unido quiser trabalhar conosco”, disse Putin, acrescentando que a Rússia ficará bem também sem os britânicos, caso eles não queiram essa cooperação.

(Reportagem de Vladimir Soldatkin e Olesya Astakhova)

Reuters

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