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Quase 8.000 pessoas morreram em rotas migratórias em 2025, diz agência da ONU

Quase 8.000 pessoas morreram em rotas migratórias em 2025, diz agência da ONU

Reuters

26/02/2026

Placeholder - loading - Bote inflável em zona de busca e salvamento no Mediterrâneo central, ao largo da Líbia  9/8/2025   REUTERS/Louisa Gouliamaki
Bote inflável em zona de busca e salvamento no Mediterrâneo central, ao largo da Líbia 9/8/2025 REUTERS/Louisa Gouliamaki

Por Amina Ismail

26 Fev (Reuters) - Quase 8.000 pessoas ​morreram ou desapareceram no ano passado em rotas migratórias perigosas, como o Mediterrâneo e o Chifre da África, mas o número real provavelmente é muito maior, pois cortes no financiamento afetaram o acesso humanitário e o rastreamento de mortes, disse uma agência da ONU.

As vias legais para a migração estão diminuindo, empurrando mais pessoas para as mãos de contrabandistas, afirmou a Organização Internacional para as Migrações, à medida que Europa, EUA e outras regiões intensificam a ⁠fiscalização ⁠e investem pesadamente em medidas de ​dissuasão.

“A ‌perda contínua de vidas nas rotas migratórias é uma falha global que não podemos aceitar como normal”, disse a diretora-geral da OIM, Amy Pope, em comunicado divulgado na quinta-feira.

“Essas mortes não são inevitáveis. ⁠Quando as vias seguras estão fora de alcance, as pessoas são ​forçadas a empreender viagens perigosas e a cair nas mãos de contrabandistas ​e traficantes. Devemos agir agora para expandir ‌as rotas seguras ​e regulares ⁠e garantir que as pessoas necessitadas possam ser protegidas, independentemente de seu status.”

Embora as mortes ao longo das rotas migratórias tenham caído para 7.667 em 2025, ​de quase 9.200 em 2024, à medida que menos pessoas tentaram viagens irregulares perigosas — particularmente nas Américas —, o declínio reflete o acesso cada vez menor à informação e a falta de financiamento que têm dificultado ​os esforços para rastrear as mortes, disse a OIM.

A organização com sede em Genebra está entre vários grupos de ajuda humanitária afetados por grandes cortes de financiamento dos EUA, o que a obrigou a reduzir ou encerrar programas de uma forma que, segundo ela, terá um impacto grave nos migrantes.

As rotas marítimas continuaram entre as viagens mais letais, com pelo menos 2.108 pessoas ​mortas ou desaparecidas no Mediterrâneo no ano passado e 1.047 na rota atlântica ‌para as Ilhas Canárias, na Espanha, ⁠informou a agência.

Cerca de 3.000 mortes de migrantes foram registradas na Ásia, mais da metade delas de afegãos, e 922 morreram ao cruzar ⁠o Chifre da África, do Iêmen aos Estados ⁠do Golfo, um aumento acentuado em ⁠relação ao ano ⁠anterior. ​Quase todos eram etíopes, muitos dos quais morreram em três naufrágios em massa.

Reuters

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