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Rei Charles chega aos EUA para viagem ofuscada por impasse com Irã e tiros em jantar

Rei Charles chega aos EUA para viagem ofuscada por impasse com Irã e tiros em jantar

Reuters

27/04/2026

Placeholder - loading - O rei Charles e a rainha Camilla, do Reino Unido, após desembarcarem na Base Conjunta Andrews, Maryland, EUA 27 de abril de 2026 REUTERS/Nathan Howard
O rei Charles e a rainha Camilla, do Reino Unido, após desembarcarem na Base Conjunta Andrews, Maryland, EUA 27 de abril de 2026 REUTERS/Nathan Howard

Por Suzanne Plunkett

WASHINGTON, 27 Abr (Reuters) - O rei Charles e a ​rainha Camilla, do Reino Unido, chegaram aos Estados Unidos na tarde desta segunda-feira para uma viagem de quatro dias, viagem que ganhou ainda mais destaque após os tiros disparados no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca e em meio a tensões entre os aliados próximos.

A visita de Estado -- de longe a mais importante e de maior repercussão do reinado de Charles -- marca o 250º aniversário da declaração de independência dos EUA do domínio britânico e é a primeira de um monarca britânico ao país em duas décadas.

Charles e Camilla aterrissaram na Base Conjunta Andrews, onde foram recebidos por ⁠autoridades diplomáticas, ⁠estaduais e federais, além de membros da ​embaixada britânica, ‌e aceitaram flores de crianças de famílias de militares britânicos em serviço nos EUA.

O rei, vestindo um terno azul-marinho, e a rainha, usando um vestido rosa, ficaram na pista enquanto uma banda militar tocava os hinos nacionais britânico e norte-americano, antes de se dirigirem à ⁠Casa Branca para uma reunião privada com o autoproclamado fã da realeza, o ​presidente Donald Trump.

A programação da semana inclui um discurso no Congresso, um luxuoso jantar ​de Estado na Casa Branca e uma parada na ‌cidade de Nova York.

Há muito ​planejada, ⁠a visita acabou envolvida em uma disputa política entre os dois países sobre a guerra dos EUA e Israel contra o Irã, o que levou Trump a expressar profundo descontentamento com o governo britânico por ​não apoiar a ofensiva.

Os tiros de sábado no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca em Washington tinham como alvos prováveis, segundo autoridades norte-americanas, o presidente e membros de sua administração, e lançaram mais sombras sobre a visita.

O Palácio de Buckingham disse que a viagem deve ​seguir conforme o previsto após discussões entre as autoridades britânicas e norte-americanas para determinar se o incidente iria afetar os planos da realeza.

Ao chegarem a Washington, o rei e a rainha tomam um chá particular com o presidente -- um admirador declarado da família real britânica que regularmente descreve Charles como um 'grande homem' --, e sua esposa, a primeira-dama Melania Trump.

O rei de 77 anos, que ainda está em tratamento contra o câncer, deve discursar no Congresso -- apenas a segunda vez que um monarca britânico faz ​isso.

A realeza seguirá para Nova York, onde homenageará os mortos nos ataques de 11 de setembro ‌de 2001, enquanto a rainha também marcará ⁠o centenário de histórias infantis com o Ursinho Pooh.

A viagem aos EUA termina na Virgínia, com o rei se encontrando com pessoas envolvidas em trabalhos de conservação, uma homenagem ao seu meio século de campanhas ambientais.

O ⁠governo do primeiro-ministro britânico Keir Starmer espera que a visita ⁠fortaleça o futuro da 'relação especial' entre dois aliados, ⁠em seu ponto mais ⁠baixo ​desde a Crise de Suez em 1956.

(Reportagem de Suzanne Plunkett, em Washington; e Michael Holden, em Londres)

Reuters

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