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Reino Unido anuncia proibição abrangente de redes sociais para menores de 16 anos

Reino Unido anuncia proibição abrangente de redes sociais para menores de 16 anos

Reuters

15/06/2026

Placeholder - loading - Primeiro-ministro britânico Keir Starmer recebe líderes do setor de redes sociais em Londres   16 de abril de 2026     Leon Neal/Pool via REUTERS
Primeiro-ministro britânico Keir Starmer recebe líderes do setor de redes sociais em Londres 16 de abril de 2026 Leon Neal/Pool via REUTERS

Atualizada em  15/06/2026

Por Paul Sandle e Sarah Young

LONDRES, ​15 Jun (Reuters) - O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou nesta segunda-feira que vai proibir redes sociais para menores de 16 anos e impor restrições a plataformas de jogos e transmissões ao vivo, em uma ofensiva contra as grandes empresas de tecnologia que vai mais longe do que em qualquer outro país.

As mudanças abrangentes “devolverão a infância às crianças”, disse Starmer aos repórteres, delineando medidas contra Snapchat, TikTok, Instagram e outras plataformas, bem como sites de jogos que permitem que estranhos entrem ⁠em ⁠contato com crianças.

“Para mim, está claro ​que ‌uma proibição total é a escolha certa”, declarou ele.

“Isso fará uma enorme diferença, tornará nossos filhos mais seguros, mais felizes, lhes dará mais tempo, mais segurança, mais liberdade para crescer e mais oportunidades.”

No entanto, ⁠alguns especialistas duvidam que uma proibição total seja eficaz, e Starmer ​reconheceu que será difícil fazer cumprir integralmente tais restrições.

O Reino Unido irá ​além da Austrália — o primeiro país a ‌proibir as redes sociais ​para ⁠crianças — com controles sobre plataformas de jogos e a possibilidade de toques de recolher noturnos e restrições à rolagem infinita para menores de 18 anos.

YouTube, Facebook e ​X serão incluídos, informou o governo, mas serviços de mensagens como o WhatsApp e o Signal não serão.

“Bloqueios líderes mundiais” em transmissões ao vivo e no contato de estranhos com crianças também serão impostos, disse Starmer.

“Existe alguma ​situação no mundo offline em que você simplesmente deixaria seu filho se juntar a um estranho, um adulto sobre o qual você não sabe absolutamente nada?”, perguntou ele.

Enquanto pais e políticos apoiam a proibição, alguns psicólogos e pesquisadores afirmam que não há provas de que ela funcionaria, e um grupo de crianças em idade escolar em Londres disse à Reuters que têm uma relação conflituosa ​com a tecnologia.

A proibição poderia entrar em vigor na próxima primavera do hemisfério ‌norte, declarou Starmer, com base nos ⁠poderes existentes e nas novas regulamentações previstas para o final do ano.

O Reino Unido tem endurecido cada vez mais sua abordagem em relação às ⁠empresas de tecnologia, instando-as ou forçando-as a adaptar ⁠seus algoritmos e, mais recentemente, a ⁠impedir que crianças ⁠divulguem ​imagens de nudez tiradas em celulares.

(Reportagem de Sarah Young, Alistair Smout e Paul Sandle)

Reuters

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