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Reino Unido planeja toque de recolher noturno nas redes sociais para adolescentes de 16 a 17 anos

Reino Unido planeja toque de recolher noturno nas redes sociais para adolescentes de 16 a 17 anos

Reuters

15/07/2026

Placeholder - loading - Celular com icones de aplicativos de redes sociais e silhuetas de crianças acima da bandeira do Reino Unido em foto de ilustração 15 de junho de 2026 REUTERS/Dado Ruvic
Celular com icones de aplicativos de redes sociais e silhuetas de crianças acima da bandeira do Reino Unido em foto de ilustração 15 de junho de 2026 REUTERS/Dado Ruvic

Por Muvija M

LONDRES, 15 Jul (Reuters) - Os adolescentes ​mais velhos no Reino Unido terão que alterar as configurações dos aplicativos de redes sociais para poderem usá-los após a meia-noite, de acordo com novas regras de proteção planejadas pelo governo.

Um mês após anunciar planos para introduzir uma proibição generalizada do uso de redes sociais por jovens menores de 16 anos, o governo informou nesta terça-feira que também planeja um toque de recolher noturno padrão para jovens de 16 e 17 anos.

Os usuários afetados teriam o acesso aos aplicativos bloqueado entre a meia-noite e as 6h da manhã, a menos que alterassem ⁠a configuração ⁠padrão. Recursos projetados para manter os ​usuários navegando ‌também seriam desativados por padrão.

Essas restrições refletem as preocupações globais entre pais e formuladores de políticas sobre a proteção dos jovens contra os efeitos nocivos das redes sociais à saúde mental e física.

“Essas medidas serão cruciais para ajudar os jovens a ⁠terem o sono de que precisam, se concentrarem na escola e na ​faculdade e passarem mais tempo de qualidade com a família e os amigos”, disse ​a ministra da Tecnologia, Liz Kendall.

O ministro da ‌Segurança Online, Kanishka Narayan, ​disse que ⁠as empresas de tecnologia serão legalmente obrigadas a implementar o toque de recolher.

“Estamos obrigando as empresas de tecnologia a fazer isso”, disse ele à Rádio LBC na quarta-feira.

Ele afirmou que as ​empresas têm a responsabilidade de realizar verificações de idade mais rigorosas e que aquelas que não o fizerem enfrentarão “sanções regulatórias muito severas”.

A Meta, proprietária do Instagram, a ByteDance, controladora do TikTok, e o Google, dono do YouTube, não responderam imediatamente aos pedidos da Reuters ​por comentários sobre as restrições.

A chefe de política educacional do Partido Conservador, de oposição, Laura Trott, classificou os planos como uma bagunça.

“Ou eles acham que jovens de 16 e 17 anos devem estar nas redes sociais ou não, mas toques de recolher que podem ser simplesmente desativados não vão adiantar nada”, disse ela.

O primeiro conjunto de regulamentações sobre restrições às redes sociais será apresentado ao Parlamento até o final deste ano, com as medidas previstas para ​entrar em vigor na primavera europeia de 2027, informou o governo.

Uma equipe que assessorou a Austrália — ‌o primeiro país a proibir o ⁠uso de redes sociais por crianças — constatou que as plataformas online estavam enfrentando dificuldades logo na primeira etapa da implementação das verificações de idade, tornando a proibição ineficaz.

No mês ⁠passado, o Google e o TikTok chegaram, separadamente, a ⁠um acordo em um processo nos Estados Unidos ⁠movido por um ⁠menor ​que alegava que as plataformas de redes sociais haviam prejudicado sua saúde mental.

(Reportagem de Muvija M)

Reuters

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