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    Rejeição e desconfiança da política trazem riscos à legitimidade do próximo presidente

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    Por Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - O crescente clima de desconfiança e descrédito na política tende a elevar a parcela de eleitores disposta a votar em branco, nulo, ou simplesmente se abster, o que aumenta as incertezas sobre o cenário eleitoral e levanta dúvidas sobre a legitimidade e a estabilidade do próximo presidente, avaliam especialistas.

    Se em eleições passadas prevalecia a percepção que um candidato com altos índices de rejeição seria pouco competitivo na disputa eleitoral, em tempos de apatia e até mesmo de indignação com a política, os níveis de repulsa do eleitorado tornaram-se um denominador comum aos nomes colocados.

    O cofundador do Instituto Update Caio Tendolini pondera que o cenário ainda é muito nebuloso para previsões mais certeiras, mas avalia que a tendência de elevação de brancos, nulos e abstenções não deve ser revertida diante da desconfiança da população e da agudização da crise de representatividade.

    Essa sensação acumulada durante muito tempo gerou essa crise de confiança enorme que vai se manifestando e resulta no voto nulo, no voto branco, ou até mesmo no voto de protesto , disse à Reuters.

    É natural que essa crise de confiança se manifeste em um voto que ou não escolhe ninguém, ou quando escolhe, é para se vingar desse sistema, quase protestar contra esse sistema, de alguma forma.

    Pesquisa Datafolha divulgada no domingo mostra que 28 por cento dos eleitores pretendem votar em branco, anular o voto ou não votar em nenhum candidato nos cenários que não têm o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa, quase 10 pontos a mais que o líder das preferências nesses casos, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que soma 19 por cento.

    Com Lula no páreo, o petista tem 30 por cento das intenções de voto e a soma de votos nulos e brancos com os que não votarão em nenhum candidato cai a 17 por cento.

    Os dados obtidos até o momento e os sintomas do clima eleitoral dão indícios que um novo presidente da República, se eleito com altos índices de abstenção e rejeição, não terá vida fácil à frente do país

    Do ponto e vista de conjuntura, é o pior clima de todas as eleições desde a restauração da democracia , avaliou a socióloga e especialista em pesquisas de opinião Fátima Pacheco Jordão, acrescentando que a pulverização de candidatos e a divisão entre os partidos tornam o momento pouco animador e há o risco de a atual instabilidade se agravar.

    A minha convicção é que se esse clima perdurar, realmente vamos ter uma eleição que não dará legitimidade aos futuros eleitos , argumentou.

    Na mesma linha, Tendolini, do Update, prevê dificuldades práticas a um candidato eleito com altos níveis de rejeição para tocar seus projetos, negociar com o Congresso e cumprir eventuais promessas de campanha.

    Isso é muito complexo. Para a estabilidade política, para o tipo de reformas que o candidato quiser propor, para as políticas públicas que vai querer propor, os acordos que vai fazer, o olhar que quer dar, a história que quer contar, para a sua gestão... é um desafio que me parece um pouco novo , disse.

    Lula, que lidera com folga a disputa no cenário que aparece como candidato, é o postulante com a segunda maior rejeição, com 36 por cento, atrás do também ex-presidente Fernando Collor de Mello (39 por cento) e à frente de Bolsonaro (32 por cento).

    O pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, é rejeitado por 27 por cento, aponta a pesquisa, e Marina Silva, da Rede, por 24 por cento. Outros 23 por cento não votariam de jeito nenhum em Ciro Gomes (PDT).

    DE VOLTA PARA O FUTURO

    Para Daniel Falcão, especialista em direito eleitoral do escritório Boaventura Turbay Advogados e professor da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), as características do contexto atual remetem à conjuntura das eleições presidenciais de 1989, quando Collor foi eleito.

    É possível que um candidato com uma baixa votação consiga chegar ao segundo turno , disse o especialista, diante do quadro de pulverização de candidaturas, da rejeição aos candidatos, e aos índices de brancos e nulos.

    Na ocasião, com mais de 20 candidatos a presidente, Lula chegou ao segundo turno contra Collor obtendo 17,2 por cento dos votos válidos na primeira rodada.

    Segundo ele, ainda é cedo para se falar em aumento expressivo de brancos e nulos -- pode haver crescimento, mas não tão grande assim . É possível dizer, no entanto, que no segundo turno os níveis de rejeição podem se traduzir na nulidade do voto.

    Para Falcão, que também é especialista em marketing político, no entanto, o jogo ainda não começou e só deve produzir efeitos palpáveis na segunda quinzena de agosto, com as candidaturas já registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a campanha eleitoral propriamente dita em andamento.

    E ainda tem toda a questão do Lula. Todos sabem que essa é uma carta que vai embaralhar o jogo , avaliou.

    O ex-presidente está preso há mais de dois meses, cumprindo pena pela condenação por lavagem de dinheiro e corrupção no caso de tríplex do Guarujá (SP).

    O petista, que alega inocência e diz ser alvo de perseguição política, deve ser impedido de concorrer devido à Lei da Ficha Limpa, mas o PT vem insistindo que ele é o candidato do partido.

    (Reportagem adicional de Eduardo Simões)

    Escrito por Thomson Reuters

    Últimas Notícias

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Bastille anuncia show no Brasil

    Bastille anuncia show no Brasil

    Uma das atrações de um dos maiores festivais de música do Brasil, Bastille anuncia uma apresentação única em São Paulo. O show acontecerá no dia 09 de setembro no Tokio Marine Hall, da turnê "Give Me The Future".

    A banda britânica, conhecida por hits, como "Pompeii", "Happier", "Good Grief", entre outros, traz o show de seu novo álbum, o quarto da carreira e que dá nome à turnê, além dos grandes sucessos.

    A pré-venda exclusiva acontece entre os dias 22 e 23 de maio (às 10h), já a venda para público geral começa no dia 24 de maio (às 10h), tanto as vendas físcas quanto as vendas online.

    Depois de criar um grande burburinho para sua chegada, o Bastille lançou seu tão aguardado novo álbum, “Give Me The Future”.

    A banda preparou a chegada do álbum com seu último single, “Shut Off The Lights”, que já acumula quase cinco milhões de streams globais no Spotify em poucas semanas. Clique aqui e assista ao vídeo oficial de “Shut Off The Lights”.

    Para celebrar o álbum, Bastille embarca na “Give Me The Future Tour” realizando shows pelo Reino Unido e Estados Unidos. Em setembro, a banda retorna ao Brasil para se apresentar no Rio de Janeiro e no dia 09 de setembro em São Paulo.

    Repleto de referências a filmes de ficção científica e literatura, videogames e VR, o novo álbum de Bastille, "Give Me The Future", explora um país das maravilhas futurista livre de restrições — cada canção traz uma diferente paisagem de sonhos, um lugar onde você pode viajar no tempo, para o passado e para o futuro, para ser qualquer pessoa, fazer qualquer coisa e abraçar uma nova onda de tecnologia, o que nos permite nos perder dentro de nossa imaginação.

    "Give Me The Future" é um registro que leva a ideia das possibilidades ilimitadas do futuro e viagens por toda parte, desde um passeio no edificante “Thelma + Louise” – uma homenagem ao icônico filme feminista em seu 20º aniversário – até a Nova York dos anos 80, com o artista Keith Haring no brilhante e magnifico “Club 57”, até uma cama de hospital na Austrália para o devastador, mas esperançoso, “No Bad Days”.

    Tendo coescrito músicas para outros artistas nos últimos anos, pela primeira vez em um álbum do Bastille, a banda abriu a porta para colaboradores. Embora produzida principalmente por Dan Smith e pelo parceiro de produção de longo tempo Mark Crew, a banda também trabalhou com um punhado de compositores e produtores para expandir seu universo musical.

    “Distorted Light Beam” foi coescrita e produzida com Ryan Tedder (Adele, Paul McCartney, Taylor Swift), que também ajudou na acústica e como produtor executivo do álbum. “Thelma + Louise”, “Stay Awake” e “Back To The Future” foram coescritos com o lendário compositor Rami Yacoub (Britney Spears, “…Baby One More Time”, o álbum “Chromatica” de Lady Gaga). Eles também trabalharam com os compositores britânicos Jonny Coffer, Plested e Dan Priddy para dar mais vida ao álbum.

    Também é possível ouvir a voz do premiado ator, músico, escritor, criador, produtor, diretor e ativista Riz Ahmed em uma peça de palavras faladas evocativa e encantadora chamada “Promises”. A peça de Riz é uma reação ao álbum e traz seu tema abrangente em um foco acentuado.

    Ao longo de seus três álbuns anteriores, Bastille consolidou uma reputação de construir um novo mundo em torno de seus lançamentos, muitas vezes fazendo isso com criatividade inovadora e premiada. Give Me The Future não é diferente e desta vez é acompanhado por uma gigante tecnologia fictícia, mas familiar, chamada Future Inc., que são os criadores de uma invenção chamada “Futurescape”, um dispositivo que permite aos usuários viverem seus sonhos virtualmente.

    GIVE ME THE FUTURE

    1. “Distorted Light Beam”
    2. “Thelma + Louise”
    3. “No Bad Days”
    4. “Brave New World” (Interlude)
    5. “Back To The Future”
    6. “Plug In…”
    7. “Promises” (by Riz Ahmed)
    8. “Shut Off The Lights”
    9. “Stay Awake?”
    10. “Give Me The Future”
    11. “Club 57”
    12. “Total Dissociation” (Interlude)
    13. “Future Holds” (feat. BIM)

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    49 min
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