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Remessas de robôs humanoides crescem 432% no primeiro semestre de 2026

China concentra mais de 95% dos equipamentos enviados ao mercado global, enquanto a Agibot lidera o setor, com cerca de 8.600 unidades

Redação

05/10/2026

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Remessas de robôs humanoides crescem 432% no primeiro semestre de 2026

Fabricantes de robôs humanoides enviaram quase 25 mil unidades no primeiro semestre de 2026, um aumento de 432,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são da consultoria IDC e apontam a liderança da China, responsável por mais de 95% das remessas globais.

A receita do setor superou US$ 740 milhões entre janeiro e junho, alta de 322,7% na comparação anual. O crescimento das entregas ocorre em paralelo à redução dos preços dos equipamentos.

A chinesa Agibot, sediada em Xangai, ocupa a primeira posição no mercado. Segundo a IDC, a empresa enviou mais de 8.600 robôs humanoides no período, o equivalente a aproximadamente 35% do total global. A Unitree aparece em segundo lugar, com cerca de 5 mil unidades.

Entre os dez maiores fabricantes, nove são chineses. A lista inclui ainda a Booster Robotics, a UBTech, a Leju Robotics, a Galbot, a Astribot, a Fourier Intelligence, a Galaxea AI e a Figure AI, dos Estados Unidos.

Os clientes chineses compraram cerca de 78% dos robôs humanoides enviados mundialmente no primeiro semestre. Mais de 19 mil unidades foram adquiridas no país, um crescimento de 426,3% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Parte da demanda pode estar ligada a iniciativas do governo chinês, que mantém centros de treinamento voltados ao desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial física.

As taxas de crescimento variam entre os fabricantes. As remessas da UBTech aumentaram aproximadamente 1.900% em um ano, enquanto as da Astribot avançaram cerca de 1.400% e as da Galaxea AI, aproximadamente 1.100%. A Agibot multiplicou suas entregas cerca de dez vezes. Já a Unitree registrou crescimento de aproximadamente 120%.

Apesar da expansão, a maior parte dos robôs ainda é destinada a laboratórios, instituições de ensino, apresentações e centros governamentais de coleta de dados. De acordo com a IDC, esses usos responderam, juntos, por 69% das remessas no primeiro semestre de 2026, ante 83,8% do total de entregas ao longo de 2025.

O preço médio de um robô humanoide comercializado no primeiro semestre de 2026 foi estimado em aproximadamente US$ 29.600. No mesmo período do ano anterior, com base em 4.700 unidades e receita de US$ 175 milhões, o valor médio estimado era de cerca de US$ 37 mil.

A IDC elevou sua projeção para o mercado e agora espera que as remessas globais ultrapassem 750 mil unidades em 2030.

Redação

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