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Reservas internacionais do Brasil têm maior rentabilidade em dez anos, e ouro cresce em participação

Reservas internacionais do Brasil têm maior rentabilidade em dez anos, e ouro cresce em participação

Reuters

31/03/2026

Placeholder - loading - Um lingote de ouro é exibido no cofre The Reserve, operado pela Silver Bullion Pte Ltd, em Cingapura, em 10 de abril de 2025. REUTERS/Edgar Su
Um lingote de ouro é exibido no cofre The Reserve, operado pela Silver Bullion Pte Ltd, em Cingapura, em 10 de abril de 2025. REUTERS/Edgar Su

Atualizada em  31/03/2026

BRASÍLIA, 31 Mar (Reuters) - As reservas ​internacionais do Brasil tiveram uma rentabilidade de 9,18% em 2025, maior retorno registrado ao menos desde 2016, informou o Banco Central nesta terça-feira, apontando também uma maior participação de ouro entre as aplicações.

Em seu relatório anual de gestão de reservas internacionais, o BC informou que o dólar respondeu por 72% das aplicações no ano ⁠passado, ⁠menor nível em dez ​anos. A ‌moeda norte-americana foi seguida pelo ouro, com 7,19%. O euro representou 6,60% do total, terceira maior participação.

Foi a primeira vez pelo menos desde ⁠2016 que o ouro alcançou a segunda posição ​na distribuição de ativos. Em 2024, a proporção era ​de 3,55%, na quinta posição.

Em ‌31 de dezembro ​de ⁠2025, as reservas internacionais do Brasil totalizavam US$358,23 bilhões, volume maior que o observado no final de 2024, de ​US$329,73 bilhões.

'A principal razão para esse aumento foi a rentabilidade acumulada dos investimentos ao longo de 2025', disse o BC.

No fim do ano passado, o ​presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, já havia afirmado que a valorização do ouro no período recente aumentou o valor das reservas do Brasil, embora esse não seja o objetivo inicial da autoridade monetária, que busca diversificação.

A rentabilidade de 9,18% das reservas em 2025 foi ​composta por um ganho de 5,26% decorrente da marcação ‌a mercado com juros e ⁠3,92% devido às variações de paridades de moedas.

As reservas haviam registrado rentabilidade de 3,02% em 2024 ⁠e de 5,11% em 2023, com ⁠retornos negativos de 7,45% ⁠em 2022 ⁠e ​de 0,62% em 2021.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)

Reuters

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