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Rússia dispara míssil hipersônico contra alvo na Ucrânia perto da fronteira com Otan

Rússia dispara míssil hipersônico contra alvo na Ucrânia perto da fronteira com Otan

Reuters

09/01/2026

Placeholder - loading - Membros das Forças Armadas participam do que o Ministério da Defesa russo afirma ser a implantação do sistema de mísseis hipersônicos Oreshnik com capacidade nuclear na Bielorrússia, em um local não i
Membros das Forças Armadas participam do que o Ministério da Defesa russo afirma ser a implantação do sistema de mísseis hipersônicos Oreshnik com capacidade nuclear na Bielorrússia, em um local não i

Atualizada em  09/01/2026

Por Olena Harmash

KIEV, 9 Jan (Reuters) - A Rússia disparou um poderoso míssil ⁠hipersônico durante a noite contra um alvo na Ucrânia, perto da fronteira com a Polônia, membro da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), no que os aliados europeus de Kiev descreveram como uma tentativa de intimidá-los a não apoiar a Ucrânia.

Moscou disse que disparou o míssil Oreshnik em resposta ao que chama de tentativa de ataque com drones a uma das residências do presidente da Rússia, Vladimir Putin, no mês passado, o que a Ucrânia nega e os Estados Unidos dizem que não aconteceu.

Essa foi apenas a segunda vez que a Rússia disparou o Oreshnik contra a Ucrânia e o disparo ocorreu em meio a uma noite de ataques aéreos que, segundo as autoridades ucranianas, também mataram quatro pessoas em Kiev, interromperam o ​fornecimento de energia elétrica na capital e danificaram a embaixada do Catar ⁠na cidade.

O ⁠Oreshnik, um míssil balístico de alcance intermediário (IRBM) projetado para projetar poder em toda a Europa e que, segundo Moscou, é impossível de ser interceptado, pode carregar ogivas nucleares, embora não tenha havido nenhuma sugestão de que tenha feito isso. Uma autoridade ucraniana graduada disse que o míssil parecia estar carregando ogivas inertes 'fictícias'.

'Esse ataque próximo à fronteira da UE e da Otan é uma grave ameaça à segurança no continente europeu e um teste ‌para a comunidade transatlântica', disse o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andriy Sybiha, no X.

'É absurdo que a Rússia ​tente justificar esse ataque com o falso 'ataque à residência de Putin', que ‌nunca aconteceu', acrescentou. 'Putin usa um ​IRBM perto ​da fronteira da UE e da Otan em resposta às suas próprias alucinações -- essa é realmente uma ameaça global. E ela exige respostas globais.'

UE DENUNCIA 'CLARA ESCALADA'

Dias depois de uma cúpula em que os países europeus se comprometeram a oferecer tropas para a Ucrânia ​no caso de um cessar-fogo e Washington apoiou a concessão de garantias de segurança para Kiev, a UE disse que Moscou estava tentando intimidar os aliados da Ucrânia.

'O uso de um míssil Oreshnik pela Rússia é uma clara escalada contra a Ucrânia e serve como um aviso para a Europa e para os EUA', disse a chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, no X.

'Os países da UE devem se aprofundar em seus estoques de defesa aérea e fornecer agora. Devemos também aumentar ainda mais o custo dessa guerra para Moscou, inclusive por meio de sanções mais duras.'

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, disse: 'Gestos ameaçadores têm a intenção de incutir medo, mas não funcionarão. Estamos ao lado da Ucrânia'.

Uma autoridade de alto escalão ucraniana disse que o míssil atingiu a oficina de uma empresa estatal na cidade de Lviv, no oeste do país, perto da fronteira com a Polônia. O impacto de várias submunições causou 'pequenas penetrações em estruturas de concreto' na oficina e fez crateras na ⁠área florestal, disse o funcionário à Reuters.

Separadamente, o serviço de segurança estatal SBU disse que a Rússia havia tentado destruir a infraestrutura ‌civil na região circundante em meio à 'rápida deterioração ⁠das condições climáticas'.

Moscou disse que atingiu a infraestrutura de energia e uma fábrica de drones usados no ataque à residência de Putin.

Kiev chamou a alegação de Moscou de que atacou a residência de Putin na região de Novgorod, no norte ‍da Rússia, em 29 de dezembro, de 'uma mentira absurda' para sabotar as negociações de paz. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não acredita que isso tenha ​acontecido, ‌embora algo mais tenha ocorrido na área.

(Reportagem de Olena Harmash, Andrew Osborn, Tom Balmforth, Charlotte Van Campenhout, Giselda Vagnoni e Alvise Armellini)

Reuters

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