SAM SMITH ABRE O CORAÇÃO SOBRE O NOVO ÁLBUM
EM ENTREVISTA AO THE NEW YORK TIMES, CANTOR REVELA COMO O NOIVADO E A NOVA FASE DA VIDA TRANSFORMARAM SUA MANEIRA DE COMPOR
João Carlos
29/07/2026
Depois de construir uma carreira marcada por canções sobre desilusões amorosas, Sam Smith diz estar vivendo um momento completamente diferente. Em entrevista ao The New York Times, o artista confirmou o noivado com o estilista Christian Cowan e explicou como essa nova fase inspirou "Hazel Eyes", seu quinto álbum de estúdio, previsto para chegar às plataformas em 21 de agosto.
Segundo Sam, este é o primeiro trabalho da carreira dedicado a um amor correspondido. O cantor contou que, pela primeira vez, escreveu músicas sem partir da dor de um relacionamento que terminou, mas da experiência de viver uma relação saudável e estável. O próprio título do álbum é uma homenagem aos olhos castanhos do noivo.
Uma mudança na forma de escrever
Durante a conversa com o jornal, Sam revelou que essa transformação aconteceu naturalmente. A faixa de abertura, "Everlasting Love", por exemplo, começou a ser escrita na noite anterior ao primeiro encontro com Christian Cowan. Ao revisitar a composição, o artista percebeu que aquele momento acabaria se tornando o ponto de partida para todo o disco.
Apesar da atmosfera mais otimista, Sam faz questão de dizer que "Hazel Eyes" não retrata um relacionamento perfeito. O cantor explica que felicidade, insegurança, medo e vulnerabilidade convivem nas novas canções, refletindo as emoções de quem continua aprendendo a amar, mesmo vivendo um período de estabilidade.
Amor, liberdade e representatividade

Créditos da imagem: Getty Images
Na entrevista, Sam também comentou o significado de lançar um álbum centrado em um relacionamento queer em um momento de crescente debate sobre os direitos da comunidade LGBTQIA+. Para o artista, existe algo poderoso em cantar sobre um amor feliz e correspondido justamente em um cenário marcado por discursos de intolerância.
Outro ponto destacado foi a mudança para Nova York, cidade que, segundo Sam, trouxe mais liberdade para explorar a criatividade e viver longe da intensa exposição da imprensa britânica. Essa sensação de renovação também aparece nas composições e ajuda a definir a identidade do novo trabalho.
Com "Hazel Eyes", Sam Smith apresenta uma nova perspectiva em relação aos sucessos que marcaram sua trajetória, como Stay With Me, Too Good at Goodbyes e I'm Not the Only One. Desta vez, as histórias de despedidas dão lugar a canções inspiradas pela experiência de viver um amor correspondido, refletindo um momento inédito em sua vida pessoal e artística. Clique aqui para conferir a entrevista completa de Sam Smith ao The New York Times.


